"Minutos antes, tudo estava lindo": Jovem se lamenta após perder equipamento de R$ 18.000 tentando filmar animal marinho

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em Mundo Animal

Gabriel Rocha, atleta e influenciador que costuma compartilhar registros de aventuras pela natureza, perdeu um drone avaliado em R$ 18 mil enquanto tentava filmar uma baleia-franca e seu filhote na Praia de Itaparica, em Vila Velha, no Espírito Santo.

O equipamento conseguiu registrar imagens aéreas dos animais, mas acabou atingido por uma onda durante um momento de descuido e desapareceu no mar.

O influenciador acompanhava a passagem das baleias quando decidiu utilizar o drone para conseguir uma perspectiva diferente dos animais.

O equipamento permitia fazer imagens com aproximação por meio do zoom óptico, o que fez com que as baleias aparecessem muito mais perto nas gravações do que realmente estavam em relação ao aparelho.

Durante boa parte da gravação, tudo corria conforme o planejado. Gabriel conseguia acompanhar os animais e registrar a interação entre mãe e filhote.

O problema apareceu quando ele realizou algumas imagens horizontais mantendo o drone a apenas 1,8 metro de altura em relação ao solo.

Embora estivesse distante das baleias, a baixa altitude deixou o equipamento vulnerável à movimentação do mar. Uma onda acabou alcançando o drone e o derrubou na água.

"POV, você perdeu um drone de R$ 18.000 para filmar uma baleia em Vila Velha", escreveu Gabriel ao compartilhar o registro do acidente nas redes sociais.

“Só restam lembranças”

"Só restam as lembranças", lamentou. O problema é que as lembranças mais valiosas da aventura também estavam dentro do equipamento.

Como o drone caiu no mar, as imagens em alta definição ficaram armazenadas no aparelho, que não foi recuperado. Além disso, Gabriel contou que não tinha seguro para o equipamento, aumentando ainda mais o tamanho do prejuízo.

Nos comentários, alguns internautas começaram a procurar soluções para recuperar o drone, como chamar um mergulhador ou tentar "pescar" o aparelho.

No entanto, a exposição à água salgada comprometeria qualquer tentativa de reparar o equipamento.

Regras para observação de baleias

Algumas pessoas questionaram se Gabriel estava próximo demais das baleias para fazer as imagens e lembraram que a aproximação inadequada de cetáceos pode configurar molestamento e gerar punições ambientais.

O influenciador explicou que a impressão de proximidade era provocada pelo zoom óptico do drone.

Segundo ele, o aparelho estava distante horizontalmente das baleias, e as imagens aproximadas não representavam a distância física entre o equipamento e os animais.

Gabriel também chamou atenção para o tamanho da onda que atingiu o drone, que parecia enorme na gravação justamente por causa do efeito de aproximação da lente.

A preocupação com a distância não é exagerada, já que a observação de baleias possui regras específicas no Brasil.

O ICMBio mantém uma série de normas relacionadas à proteção de mamíferos aquáticos, incluindo a legislação que trata da proibição de perturbação intencional de cetáceos.

Para drones, a altitude mínima prevista é de 100 metros para aeronaves não tripuladas das Classes 1 e 2 da Agência Nacional de Aviação Civil, enquanto os drones da Classe 3 devem operar a pelo menos 40 metros dos animais. A regra também limita a duração do sobrevoo sobre os mesmos indivíduos a 30 minutos.

A regulamentação também diferencia outras formas de aproximação, desde embarcações até mergulhadores, praticantes de natação, caiaque, entre outros. A distância varia entre 100 e 300 metros.

Importância das regras

A proteção é relevante porque a presença humana pode alterar o comportamento das baleias mesmo quando os animais não são tocados.

Um estudo divulgado em 2026 sobre baleias-francas-do-sul no litoral brasileiro apontou mudanças nos padrões de movimentação dos animais diante da presença de embarcações.

Segundo os pesquisadores, elas passaram a nadar mais rápido e reduziram comportamentos importantes para o desenvolvimento dos filhotes, com respostas mais próximas do comportamento habitual apenas quando a distância chegava a cerca de 160 metros.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.