“A coisa mais linda que meus olhos viram hoje”: Após nove meses, chihuahua finalmente recebe o colo que tanto esperava
Por Larissa Soares em Aqueça o coração
Após nove meses de espera, Kala finalmente pôde se aconchegar no colo de Lorenzo, seu “irmãozinho” humano.
A chihuahua de um ano acompanhou de pertinho a gestação da tutora, Antonia Aguirre. Em muitos momentos, ela dormia sobre a barriga e interagia, como se soubesse que ali dentro tinha alguém especial.
Quando o bebê Lorenzo nasceu, Kala finalmente conheceu seu melhor amigo.
Em um registro compartilhado por Antonia, é possível ver Kala interagindo com a barriga em diversos momentos. No fim, a sequência de imagens da gestação dá lugar à cena dos dois “bebês” da casa juntos.
A tutora escreveu que havia esperado nove meses para fazer aquele vídeo e que não conseguia parar de chorar diante do momento.
“Melhores amigos para sempre”, escreveu uma internauta.
“Toda criança deveria ter a oportunidade de crescer com um cachorrinho”, disse outra.
“A coisa mais linda que meus olhos viram hoje”, concluiu uma terceira.
Convivência segura
Apesar da cena carinhosa, a convivência entre cães e recém-nascidos precisa ser construída com alguns cuidados.
A chegada de uma criança traz diversas mudanças no ambiente, desde novos sons e cheiros até a quantidade de atenção que os adultos conseguem dedicar ao animal.
Para um cachorro que estava acostumado a uma determinada rotina, essas mudanças podem exigir um período de adaptação.
Por isso, a apresentação entre o animal e o bebê deve acontecer aos poucos, respeitando o comportamento do cão e garantindo que um adulto esteja sempre por perto.
O primeiro encontro tranquilo
A RSPCA recomenda que o primeiro contato entre um cão e um recém-nascido seja calmo e supervisionado.
Antes mesmo da apresentação, uma possibilidade é permitir que o cachorro conheça o cheiro do bebê por meio de uma roupa ou manta utilizada pela criança, associando essa novidade a experiências positivas.
Quando o encontro acontecer, o cão não deve ser obrigado a se aproximar. O pet pode querer cheirar, observar de longe ou simplesmente continuar fazendo outra coisa. Todas essas respostas podem ser respeitadas, desde que o ambiente esteja seguro.
Também é importante observar o estado emocional do animal. Se o cachorro estiver muito agitado, assustado ou demonstrar vontade de se afastar, o contato pode ser interrompido e retomado posteriormente.
A RSPCA também recomenda que o cachorro tenha um local próprio onde possa descansar sem ser incomodado.
Esse espaço funciona como um refúgio para momentos em que o animal quiser dormir ou ficar afastado da movimentação da família.
Sinais que o cão precisa de espaço
A linguagem corporal do cachorro é uma das principais ferramentas para entender como ele está reagindo à nova situação.
De acordo com as orientações da RSPCA, sinais como virar o rosto, lamber os lábios, tentar se afastar ou apresentar tensão corporal podem indicar desconforto.
Quando isso acontece, o melhor caminho é permitir que o animal se afaste. Não é necessário repreendê-lo por não querer interagir, já que ter a possibilidade de sair da situação ajuda o cachorro a manter uma sensação de segurança dentro de casa.
Também é importante lembrar que um recém-nascido ainda não consegue compreender os limites de um animal. Por isso, a responsabilidade pela segurança da convivência permanece com os adultos.
A recomendação da RSPCA é que bebês e cães nunca sejam deixados juntos sem a supervisão de um adulto responsável.
Mesmo um cachorro dócil pode reagir diante de um choro, um movimento brusco ou uma tentativa de contato que considere desconfortável. Da mesma maneira, a criança precisa aprender gradualmente a respeitar o pet.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.










