"Expulso do condomínio por chorar": Após reclamações, família encontra solução para cachorro fiapo de manga carente
Por Ana Carolina Câmara em Cães
Simba Villanova de Araújo é um cachorrinho “fiapo de manga” que, com apenas um ano de vida, já passou por algumas mudanças importantes ao lado da família, que vive em Palmas, no Tocantins.
Quando foi adotado por Laiane Vilanova, ela estava grávida e morava com o marido em um apartamento. Como Simba ainda era filhote, a tutora acreditava que ele se adaptaria tranquilamente à rotina do local.
Afinal, não faltava nada: ele tinha caminha, brinquedos, comida e todo o carinho da família.
Só havia uma coisa que nenhum brinquedo conseguia substituir.
Simba sentia muita falta da mãe e dos irmãozinhos e, por isso, não gostava de ficar sozinho.
Se Laiane ou o marido estavam no banheiro, no quarto, na cozinha ou no escritório, ele queria estar por perto. Quando não conseguia acompanhar seus humanos, o choro começava.
E, quando ficava sozinho no apartamento, a situação se intensificava.
Com o tempo, alguns vizinhos passaram a ouvir os choros e chegaram a acreditar que Simba poderia estar sendo maltratado.
A síndica entrou em contato com os tutores e informou que, caso o barulho continuasse causando incômodo aos demais moradores, a família poderia receber uma multa.
Foi então que Laiane e o marido precisaram tomar uma decisão.
Simba não continuaria morando com eles no apartamento.
Veja:
Mas Simba foi devolvido?
Claro que não.
A solução encontrada pela família foi levá-lo para um lugar onde ele poderia ter mais companhia, espaço e liberdade para ser o cachorrinho cheio de energia que sempre foi: a casa da vovó.
Como Laiane estava grávida e também precisava evitar situações de estresse, ela e o marido decidiram que Simba permaneceria temporariamente com a avó até que a família pudesse se mudar para a própria casa.
E, pelo jeito, Simba não achou a mudança nada ruim.
Na casa da vovó, ele ganhou a companhia de primos humanos e até de uma irmã felina, com quem podia passar os dias brincando.
Em uma publicação feita em março no perfil do pet no Instagram, @simbapmw, que acumulou mais de um milhão de visualizações, a experiência foi narrada como se fosse pelo próprio Simba:
“Lá na vovó foi muito legal, pois tenho primos humanos e uma irmã felina e eu passava o dia perturbando, digo, brincando com eles.”
Ou seja, Simba não perdeu sua família. Pelo contrário: ganhou uma extensão dela enquanto aguardava o momento de voltar a morar com seus humanos.
Assista:
Algum tempo depois, Simba finalmente pôde se reunir com Laiane e sua família.
E a espera valeu a pena: agora ele tem um irmãozinho humano para crescer e brincar junto, além de um pátio enorme para correr, gastar energia e fazer toda a bagunça que tanto gosta.
Depois de tantas mudanças, Simba finalmente encontrou o espaço perfeito para ser exatamente quem sempre quis ser: um cachorrinho feliz, brincalhão e cercado pela família que ama.
Espia:
Afinal, condomínio pode proibir cachorro em apartamento?
A situação de Simba levanta uma dúvida comum entre tutores: um condomínio pode proibir animais de estimação?
Segundo o Superior Tribunal de Justiça (STJ), de maneira geral, não. O condomínio não pode estabelecer uma proibição genérica contra pets dentro dos apartamentos quando o animal não oferece risco à segurança, à higiene, à saúde ou ao sossego dos moradores.
Por outro lado, o condomínio pode criar regras e agir quando houver incômodo comprovado, como barulho excessivo, problemas de higiene ou situações que prejudiquem a convivência coletiva.
Ou seja, juridicamente, o problema não é simplesmente ter um cachorro no apartamento, mas o impacto concreto que aquele animal pode causar aos vizinhos.
No caso de Simba, a família preferiu encontrar uma solução que preservasse tanto a convivência no condomínio quanto o bem-estar do filhote.
Acompanhe Simba, suas aventuras e muitas travessuras no Instagram: @simbapmw.
Redatora e apresentadora do Canal Amo Meu Pet.
Com formação em Design de Produtos e especialização em Design de Interiores pela Universidade de Passo Fundo, a Ana encontrou sua verdadeira paixão ao unir criatividade, comunicação e o amor pelos animais.
Apaixonada por contar histórias que tocam o coração, ela estudou Escrita Criativa com o escritor Samer Agi e participa do programa JournalismAI Discovery, organizado pela Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres e a Iniciativa de Notícias do Google, buscando se aprofundar no universo digital.
Hoje, dedica-se a produção de conteúdos que informam, emocionam, conscientizam e arrancam sorrisos.







