Parecia só uma casa abandonada, até jovem olhar por cima do muro e descobrir algo errado: "A família esqueceu ele"
Por Beatriz Menezes em Proteção Animal
A lealdade de um cão costuma acompanhar sua família até o fim dos dias, mas a recíproca nem sempre se repete na mesma intensidade.
Histórias de animais deixados para trás após mudanças revelam uma face cruel do abandono doméstico, deixando marcas profundas em seres que apenas conhecem o amor incondicional.
Um caso recente ocorrido em Goiânia comoveu usuários do Tik Tok e expôs a urgência de combater esse tipo de crime para que episódios de negligência deixem de se repetir na rotina das cidades.
No dia 17 de agosto, a criadora de conteúdo Ana Polezel, responsável pelo perfil Diário Gemelar, utilizou sua plataforma para denunciar a situação de um cão abandonado em uma residência que aparentava estar vazia.
A denúncia pública teve início quando os moradores da região perceberam a persistência da presença do animal no terreno vizinho.
A família havia se mudado do imóvel e simplesmente esquecido o cachorro para trás. Diante da vulnerabilidade extrema do cão, a vizinhança assumiu a responsabilidade pelos cuidados básicos emergenciais para evitar uma tragédia.
Em sua postagem, a influenciadora descreveu o cenário inicial encontrado no endereço. "Aparentemente, uma casa vazia, abandonada...", relatou.
Em seguida, destacou o drama vivido pelo animal.
"Mas alguém foi deixado para trás. Já tem algumas semanas que nos deparamos com essa situação", pontuou.
Para garantir a sobrevivência do cão diante da falta de assistência dos antigos tutores, os vizinhos improvisaram uma rotina de alimentação por cima do muro.
"Através do muro, colocamos água e ração. Só por isso ele não morreu de fome", afirmou.
O sofrimento emocional do animal também foi evidenciado nos registros compartilhados nas redes sociais.
"Ele chora todas as noites. Não deve entender como a família pôde se esquecer dele", lamentou.
O vídeo obteve 24,7 mil visualizações, 212 curtidas e 38 comentários.
“Chama a polícia, ele está sozinho na casa, abandonado e isso é crime”.
“Quanta maldade desse bicho chamado humano”.
“A humanidade acabou!!! Como pode adotar um animal e mudar de residência e deixar o animal passando fome”.
Comentaram alguns internautas.
Assista abaixo:
A publicação ainda alertou sobre a situação de outros animais que frequentavam o espaço.
Sobre a dificuldade de resgate dos gatos que permaneciam ariscos no local, a criadora esclareceu que "ele come a comida junto com o cachorro, mas são ariscos, difícil de pegar".
A repercussão gerada pelo vídeo resultou em um desfecho favorável para o cão após o apelo coletivo.
Um dia após, atualizando o caso nos comentários para tranquilizar o público, Ana comemorou a resolução.
"Ele está em um lar temporário. Será castrado e encaminhado para adoção", informou.
Veja a atualização:
Informações importantes dadas pelo Instituto Brasília Ambiental de acordo com o crmvpa para adotar um animal:
Adotar um animal de estimação exige planejamento a longo prazo, considerando que cães e gatos vivem em média 15 anos e necessitam de tempo disponível para passeios, carinho e atenção diária.
Os tutores devem avaliar se a unidade familiar está de acordo com a convivência, se possuem espaço apropriado e se têm condições financeiras para arcar com despesas de alimentação com rações de boa qualidade, vacinação, vermifugação e assistência veterinária.
Além disso, é importante lembrar que os pets crescem, envelhecem e adoecem, sendo preferível optar pela adoção em vez da compra para não estimular o comércio indiscriminado.
Para garantir o bem-estar e a convivência harmoniosa, é fundamental estimular a interação do filhote com outros animais e humanos desde a segunda semana de vida, manter a carteira de vacinação em dia e realizar a castração para evitar crias indesejadas e doenças como tumores reprodutivos.
Os animais precisam dispor de um espaço amplo, limpo e protegido do sol, da chuva e do vento, sendo terminantemente proibido mantê-los presos a correntes, abandonados em viagens ou sozinhos por longos períodos.
Nos deslocamentos, é obrigatório utilizar o cinto de segurança específico ou caixa de transporte no banco traseiro, além de realizar paradas periódicas para hidratação.
A rotina de cuidados básicos também envolve passeios diários com coleira e guia, preservação da higiene por meio de banhos e escovações orientadas por veterinários, e identificação com plaqueta e microchip.
O respeito à vida e ao afeto que esses animais oferecem sintetiza a essência dessa escolha responsável.










