Cachorrinha pug adotada deixa família confusa ao dar à luz a duas 'vaquinhas'
Por Rebecca Vettore em Cães
O nascimento de duas filhotes chamou a atenção de uma moradora de Modesto, cidade localizada na Califórnia, nos Estados Unidos.
Com uma pelagem preta e branca, que lembrava as manchas de uma vaca, as filhas de uma pug caramelo, batizada de Millie, causaram surpresa no início de agosto.
A pet estava sob a varanda dessa moradora, mas ao calor extremo, sem proteção real quando deu à luz as duas filhotes. Sem condições de cuidar dos animais, a dona da casa pediu ajuda à Oakdale Tiny Paws Rescue.
"Quando vi a foto, a primeira coisa que eu disse foi: 'Meu Deus, ela tem duas vaquinhas'", disse um representante da instituição em entrevista ao site The Dodo.
Resgate dos animais
Assim que recebeu o pedido de resgate, a organização concordou em acolher a mãe pug e suas filhotes. A moradora colocou a pequena família no carro e a levou até um local indicado pela ONG.
Apesar da exposição ao forte calor, os animais chegaram bem ao local. Em uma publicação feita na página da Oakdale Tiny Paws Rescue, a organização deu mais detalhes sobre a situação.
"Recebemos mais um pedido de resgate de uma mamãe — uma mistura de pug — que teve duas filhotes parecidos com vaquinhas. Ela estava embaixo de uma varanda, exposta a um sol forte. Não havia como ela e as filhotes sobreviverem a esse calor. Enfim, agora eles estão seguros. Demos à mamãe o nome de Millie, e as filhotes, Tillie e Bessie. A Tillie, inclusive, tem uma marca em formato de 'T' na cabeça. Elas estão muito bem, mas a mamãe sofre de forte ansiedade de separação. Estamos dedicando bastante tempo para dar a ela muito amor e atenção."

"Millie é uma boa mãe e tem amamentado as meninas sem parar", disse o representante da organização. "Elas são meninas gordinhas e saudáveis."
De acordo com a equipe de resgate, um teste de DNA pode revelar por que as filhotes são tão diferentes da mãe.
A ONG já recebeu o kit, mas a equipe informou que não fará o teste por enquanto, pois não é prioridade. Neste momento, o foco é cuidar de todos os animais que a organização acolheu.

Para acompanhar as atualizações dessa família peculiar, é possível seguir a página da Oakdale Tiny Paws Rescue. A organização realiza resgates de animais e promove eventos de adoção na cidade de Oakdale, localizada a cerca de 24 quilômetros do local onde os animais foram encontrados.
Por que as filhotes são tão diferentes da mãe?
Em entrevista ao Amo Meu Pet, Carla Perissé, médica-veterinária especializada em dermatologia veterinária, disse que a pelagem das filhotes pode ser muito diferente da apresentada pela mãe porque sua coloração é definida pela combinação genética recebida de ambos os pais.
Além disso, vários genes atuam em conjunto para determinar a cor, as manchas, a intensidade do pigmento e o tipo de pelo.
"Cada filhote herda, em cada ponto genético relevante, uma cópia da mãe e outra do pai. Essa transmissão é aleatória: irmãos da mesma ninhada podem receber combinações bastante distintas dos genes disponíveis nos pais", explica Carla.
"A cor e o desenho do pelo não dependem de um único gene. Além disso, há outros fatores que interferem, como a produção de pigmento preto ou marrom, a distribuição do pigmento pelo corpo, a diluição da cor, que pode clarear o preto, o marrom ou outras tonalidades, a presença, a localização e a extensão de áreas brancas, além do comprimento, da textura e da densidade da pelagem."
No caso do padrão que lembra uma "vaquinha", uma hipótese compatível, de acordo com a especialista, é a presença de variantes relacionadas à despigmentação localizada.
"Nessas regiões, as células produtoras de pigmento não chegam ou não permanecem durante o desenvolvimento embrionário. Por isso, o pelo cresce branco. A extensão das áreas brancas pode variar muito entre os indivíduos", explica a médica-veterinária.
Para confirmar o que ocorreu nesse caso, Carla também destaca a importância da realização de um teste de DNA canino na mãe e nas filhotes.
"Esse teste poderia apontar a composição racial e identificar variantes associadas à cor e ao padrão da pelagem."
Redatora do portal Amo Meu Pet.
Graduada em Jornalismo e com pós-graduação em Mídias Digitais pelo Senac, a Rebecca encontrou na comunicação sua vocação para contar histórias que tocam e emocionam.
Com mais de 10 anos de experiência na área, construiu uma trajetória colaborando com grandes portais de notícias como Folha de S.Paulo, UOL e Terra.
Hoje, une sua bagagem jornalística ao universo pet, dedicando-se a escrever conteúdos que dão voz ao mundo animal, conectam pessoas e transformam relatos em leituras inspiradoras.








