Husky perde a companheira, para de comer e emagrece 5 kg: "Até que sua filhotinha resolveu salvar o pai"

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em Comportamento

A perda de um grande companheiro deixa marcas profundas... não apenas nos tutores, mas também nos animais de estimação.

Essa foi a dura realidade vivenciada por Apolo, um husky siberiano que viu sua rotina mudar radicalmente após a partida de sua parceira inseparável, Duquesa.

Durante anos, o par dividia cada momento do dia: das correrias animadas aos momentos mais tranquilos de descanso. A cumplicidade entre os dois era visível a qualquer um que os observasse.

No entanto, o destino trouxe uma reviravolta dolorosa quando Duquesa foi diagnosticada com erliquiose (a popular doença do carrapato).

A enfermidade, que debilita gravemente o organismo do pet ao afetar as células sanguíneas, progrediu rapidamente e levou a cadelinha no dia 6 de março, logo após o aniversário de sua tutora.

O silêncio do luto

A ausência de Duquesa mergulhou Apolo em uma tristeza profunda. O cão, antes cheio de vitalidade, recusava-se a comer e brincar, preferindo o isolamento.

Ele passava longas horas deitado exatamente no canto do quarto onde sua companheira costumava dormir. O impacto emocional refletiu-se diretamente em sua saúde física: seu peso despencou de 22 kg para apenas 17 kg.

Embora a tutora tentasse permanecer forte para apoiá-lo, o estado apático do pet era de cortar o coração. Antes de partir, porém, Duquesa havia deixado uma ninhada de três filhotes, frutos de sua união com Apolo.

Quando os filhotinhos cresceram e alcançaram idade para doação, dois ganharam novos lares, mas a tutora decidiu manter uma das fêmeas, batizada de Malu. A esperança era de que a pequena trouxesse um novo alento para a casa e para o pai entristecido.

O início do convívio não foi simples... Marcado pela saudade, Apolo permaneceu distante e sem interesse em interagir nas primeiras tentativas de aproximação.

Contudo, a filhote não desanimou. Com paciência, curiosidade e uma energia contagiante, Malu buscava contato constantemente, convidando o pai para brincadeiras.

Aos poucos, a barreira do luto começou a ceder. A apatia de Apolo deu lugar à curiosidade e, em pouco tempo, ao afeto.

"Aos pouquinhos foi aceitando malu. Ela salvou ele. Ela salvou minha família. Eu te amo eternamente", escreveu a tutora no vídeo.

O vínculo entre pai e filha fortaleceu-se a ponto de torná-los inseparáveis, devolvendo ao husky a vontade de comer, correr e expressar felicidade.

A jornada de superação, luto e renascimento foi compartilhada nas redes sociais através do perfil no Instagram (@apoloo_husky_), onde o vídeo comovente emocionou milhares de internautas ao mostrar como o carinho da nova integrante conseguiu restaurar a vida e a alegria da família.

A publicação feita em 11 de novembro de 2025 conta com 3,2 milhões de visualizações, 466 mil curtidas e 4.852 comentários.

"Quando eu adotei meu cachorro Brownie de uma ONG, todo traumatizado e triste, nem latir ele latia. Eu dei todo amor p ele e ele foi ficando feliz, mas quem recuperou ele 100% foi a minha outra cachorro Amora q eu peguei da rua. Ela salvou ele. Eles amam de um jeito único".
"Impossível ver a dor dele e não chorar".
"Que linda história. Eles sofrem e sentem o luto. Parabéns, seu apoio foi essencial".

Comentaram alguns internautas.

Assista abaixo:

De acordo com a Revista Super Interessante, para descobrir se cachorros também passam por algo semelhante ao luto, uma equipe de pesquisadores liderada por Federica Pirrone, especialista em comportamento animal da Universidade de Milão, consultou 426 voluntários que perderam um de seus cães enquanto outro permaneceu vivo.

Eles foram entrevistados após responderem a um questionário online sobre o comportamento e as emoções de seus cães sobreviventes.

Os resultados mostraram que 86% dos cães apresentaram alterações comportamentais após a perda do amigo. 67% deles ficaram mais carentes, 57%, menos brincalhões, 46%, menos ativos e 35%, mais medrosos.

Além disso, 35% dos animais passaram a dormir mais, 32%, a comer menos e 30%, a latir ou chorar com mais frequência.

Já um publicado na revista Scientific Reports, indica que as mudanças geralmente duram entre dois e seis meses, e não são influenciadas pelo fato de o cão sobrevivente ter visto o cadáver de seu companheiro – nem pelo sexo, idade ou raça do animal.

A quantidade de tempo em que os cães compartilharam uma casa também não afetou as chances de comportamento de luto nos sobreviventes.

O que importava mesmo era o relacionamento amigável entre os animais: as mudanças foram mais fortes para aqueles que perderam um pai, um filho ou um companheiro com quem dividiam comida, por exemplo, ou faziam atividades juntos.

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.