“No lugar certo e na hora certa”: biólogo resgata duas preguiças que corriam risco em rodovia

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em Mundo Animal

O biólogo George Xavier realizou o resgate de duas preguiças que caminhavam pela pista da rodovia BR-101, nas proximidades do município de São Miguel dos Campos, em Alagoas.

Os episódios ocorreram em um intervalo de aproximadamente 20 minutos e em uma distância inferior a 50 quilômetros entre os pontos de localização.

Ambos os animais foram retirados da área de rolamento dos veículos e transportados até trechos de vegetação nativa contíguos à estrada.

O primeiro caso envolveu um animal que permaneceu posicionado no centro de uma das faixas no momento em que um caminhão trafegava pelo local.

As rodas do veículo passaram pelas laterais do animal sem atingi-lo. Na sequência, o especialista se aproximou, retirou o bicho do leito asfáltico e o conduziu para uma área arborizada distante do tráfego.

Pouco depois do primeiro manejo, o profissional e acompanhantes identificaram um segundo espécime sobre a pista.

Motoristas e pedestres que passavam pelo trecho haviam reduzido a velocidade e sinalizado a presença do animal na via, mas não haviam feito a remoção por falta de treinamento técnico.

George realizou a contenção do espécime e o levou para o interior de um trecho de mata fechada.

Preservação da fauna e estrutura rodoviária

O registro dos resgates ocorreu enquanto o profissional realizava gravações na região sobre a eficiência de passagens de fauna.

Essas estruturas são instaladas em rodovias que cortam áreas de vegetação com o objetivo de permitir o trânsito seguro de animais silvestres entre fragmentos florestais e diminuir o risco de atropelamentos.

"A gente tinha acabado de fazer um vídeo mostrando algumas passagens de fauna que a gente viu, da importância, né? Como evitam os atropelamentos", afirmou o especialista após realizar os procedimentos no local.

A presença de fauna silvestre em pistas de rolamento representa um problema recorrente em rodovias federais e estaduais que atravessam biomas nativos.

A movimentação desses animais em busca de alimento ou abrigo aumenta os índices de mortalidade de espécies locais e traz riscos de acidentes para os condutores.

A construção de passagens subterrâneas e aéreas, aliada à instalação de telas de condução ao longo das margens das estradas, como medida para mitigar o impacto da malha viária sobre a fauna local.

O vídeo publicado dia 23 de agosto conta com 2,8 milhões de visualizações, 269 mil curtidas e 6.910 comentários.

"A cena do caminhãoooo!!!!! Carai, sinistroooo!!! Boooooooss!!".
"Sempre levar elas para o sentido que estão indo, para não ter risco delas voltarem! Belo trabalho galera! Sorte delas vocês na hora!".
"Lugar certo na hora certa. Tudo no tempo de Deus! Atrasamos para poder salvar 2 vidas".
"Meu Deus! Esse vídeo mostra a importância de ter uma passagem de fauna, ainda bem que teve um final feliz e que as preguiças foram salvas com sucesso, parabéns pela ação! Por mais passagens de fauna já!".

São alguns dos comentários dos internautas.

Respondendo alguns deles, o biólogo explicou que não levou a preguiça para o lado que ela estava indo porque era uma área mais urbana com residências. Por isso optou por levá-la na área de mata do outro lado da pista.

Confira o vídeo completo:

Esclarecimentos sobre o manejo

A divulgação das imagens do resgate nas redes sociais gerou repercussão entre usuários e especialistas em biologia.

Parte do público questionou os métodos utilizados na contenção rápida das preguiças durante a operação na rodovia.

Em resposta às observações recebidas, George publicou declarações sobre as condições encontradas no local.

O profissional explicou que a prioridade imediata consistia em remover os espécimes do leito da pista devido ao fluxo constante de veículos pesados e à alta velocidade permitida na via.

"Eu estava na BR, uma via de velocidade altíssima, carros passando muito rápido, caminhões... O meu primeiro reflexo foi ir lá, pegar o bicho de qualquer jeito e tirar da pista para evitar que ele morresse atropelado! Vocês conseguem ver no vídeo o desespero que eu estava, me tremendo todo, porque a qualquer momento podia vir outro carro e atropelar ela ou até me atropelar! Então, naquele momento ali, a prioridade máxima era tirar o animal da pista o mais rápido possível", explicou o biólogo.

Ele afirmou que o manejo rápido evitou acidentes graves e permitiu que os dois exemplares fossem soltos em áreas de mata nativa adequadas à sobrevivência das espécies, distantes da margem asfaltada.

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.