“Meu herói chegou a cavalo”: Gatinha Lua é salva e ganha segunda chance em estrada de terra

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Aos quatro meses, a gatinha Lua foi encontrada em uma estrada de terra na região de Florianópolis, em Santa Catarina, por um homem que passava pelo local a cavalo.

Lua estava em uma situação delicada, sem conseguir movimentar as patas traseiras. Ao notar a situação, o homem resgatou a gatinha, que foi levada ao veterinário com urgência.

O resgate mobilizou algumas pessoas e, após os exames, foi identificada uma fratura na coluna.

Para tentar melhorar as condições da gata e dar a ela uma possibilidade de recuperar os movimentos, foi necessária uma cirurgia.

Depois do procedimento, Lua passou a viver em um lar temporário, onde começou uma rotina de cuidados voltada para a recuperação.

A história foi compartilhada pela página dedicada à gatinha, que recebeu o nome de Lua justamente por ter ganhado uma segunda chance em uma noite de Lua cheia.

Desde então, ela vem sendo acompanhada durante uma jornada que envolve fisioterapia, acupuntura e muita adaptação às suas necessidades.

Fisioterapia

Quando foi encontrada, Lua estava paraplégica e não conseguia usar as perninhas de trás. Depois da cirurgia, a atenção passou a se concentrar na recuperação dos movimentos e no desenvolvimento da força muscular.

A primeira sessão de acupuntura e fisioterapia aconteceu em 31 de agosto. O tratamento começou com exercícios realizados de maneira cuidadosa, respeitando os limites da filhote.

A recuperação de uma lesão na coluna pode exigir acompanhamento contínuo e uma rotina de exercícios adaptada ao quadro de cada paciente.

Cada sessão passou a ser também uma oportunidade para observar como o corpo dela respondia aos estímulos. E alguns sinais começaram a aparecer.

No dia 5 de setembro, a equipe que acompanha a gatinha mostrou que as patinhas traseiras estavam respondendo durante os exercícios.

Lua chegou a amassar pãozinho durante a fisioterapia, comportamento que costuma aparecer quando gatos estão confortáveis ou relaxados.

Além do momento fofo, havia uma mudança importante sendo observada. Aos poucos, Lua estava desenvolvendo força nas perninhas.

Para uma gatinha que havia chegado sem conseguir movimentá-las, esses pequenos avanços passaram a ter bastante importância dentro do tratamento.

Lar temporário e adoção

Durante a recuperação, Lua encontrou acolhimento em um lar temporário. O espaço permitiu que ela recebesse atenção, carinho e acompanhamento enquanto seguia com as sessões de fisioterapia e acupuntura.

A casa, porém, também tem alguns desafios. A família possui vários cachorros e um deles não aceita gatos. Por segurança, Lua e esse cão precisaram ser mantidos separados.

Os cuidadores esperam que a gatinha possa ir para uma nova casa onde possa permanecer protegida enquanto recebe os cuidados necessários.

A rotina também precisa levar em consideração as limitações físicas e as necessidades relacionadas à lesão na coluna.

Além da dificuldade para movimentar as patas traseiras, Lua ainda não conseguia fazer xixi sozinha.

Essa é uma das necessidades que precisa ser considerada por quem estiver interessado em adotá-la.

A futura família terá de manter uma rotina capaz de atender aos cuidados especiais da filhote, acompanhando o tratamento e ajudando nas tarefas que ela ainda não consegue realizar por conta própria.

A boa notícia é que os custos relacionados ao tratamento já estão garantidos. Segundo a atualização publicada em setembro, as despesas com fisioterapia, acupuntura, vacinas e castração foram asseguradas.

Dessa forma, a busca agora está concentrada em encontrar uma pessoa ou família preparada para assumir os cuidados de Lua.

Lua busca uma família

Lua ainda está no começo de uma jornada de recuperação e ninguém sabe exatamente até onde ela poderá chegar. A expectativa é que o tratamento continue ajudando no desenvolvimento da força das pernas e na tentativa de recuperar os movimentos.

Enquanto isso, a filhote segue demonstrando disposição durante as sessões.

A gatinha também continua descrita como dócil pelas pessoas que cuidam dela. Mesmo precisando de uma rotina diferente da maioria dos filhotes de quatro meses, Lua tem recebido carinho durante esse período de adaptação.

Agora, ela está disponível para adoção. A pessoa interessada precisará estar preparada para oferecer os cuidados necessários, acompanhar a rotina de tratamento e lidar com as limitações que ainda fazem parte do dia a dia da filhote.

As informações sobre a adoção de Lua estão disponíveis no Instagram dedicado à sua história, no perfil @luavaiandar.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.