Tutora transforma rotina e abre mão de viagens para adaptar cadela com deficiência ao shih-tzu da casa
Por Gabriela Leandro em Cães
Maria Rita é uma cachorrinha caramelo com deficiência que encontrou um lar cheio de carinho após ser adotada por Luisa Castro, em abril de 2026. Desde então, além de conquistar a tutora com sua personalidade, ela ganhou um companheiro inseparável: Stallone, um shih-tzu que se tornou seu melhor amigo.
A amizade dos dois é compartilhada no TikTok e no Instagram, onde a disposição da cachorrinha para brincar e aproveitar a vida chama a atenção dos internautas.
Mas, antes de se tornarem uma dupla inseparável, Luisa tinha uma preocupação: será que Stallone aceitaria a nova integrante da família?
Uma adoção que começou com um desejo especial
A chegada de Maria Rita não aconteceu por acaso. Luisa já tinha experiência com os cuidados de animais com deficiência e desejava oferecer um novo lar a outro pet nessa condição.
Em 2025, ela havia adotado uma cachorrinha com deficiência, que infelizmente faleceu após apenas quatro meses ao seu lado.
No ano seguinte, decidiu procurar novamente um animal que precisasse de cuidados especiais.
Foi assim que entrou em contato com o canil BG Zangrossi, em Marília (SP), perguntando se havia algum cachorro com deficiência disponível para adoção.
A resposta apresentou Maria Rita à sua futura tutora.
Em entrevista ao Amo Meu Pet, Luisa relembrou:
O encontro com ela no canil foi lindo, emocionante e assustador ao mesmo tempo, pois eu nunca tinha visto um animalzinho com as perninhas esticadas para frente que nem ela.
Maria Rita tem uma vértebra menor que as demais, condição que compromete os movimentos e a sensibilidade da cintura para baixo. Segundo Luisa, a alteração parece ser congênita.
Por isso, a cachorrinha precisa de cuidados constantes, incluindo o esvaziamento da bexiga pelo menos cinco vezes ao dia, trocas de fralda e atenção à higiene.
Uma rotina que exige dedicação, mas que Luisa abraçou desde o início.
Uma amizade que surpreendeu a tutora
Se os cuidados com Maria Rita já faziam parte dos planos, a relação com Stallone ainda era uma incógnita. Isso porque o shih-tzu não havia se dado bem com a cachorrinha adotada anteriormente.
Ela nos contou:
O encontro do Stallone e Maria Rita foi na base de oração, porque o Stallone não gostava da outra cachorrinha com deficiência que tive ano passado, então quando peguei a Maria Rita pedi tanto a Deus que eles se dessem bem, que no dia seguinte da Maria Rita em casa, o Stallone e ela já estavam brincando e mal sabia eu que se tornariam amigos inseparáveis!
Hoje, Stallone é uma referência de segurança para Maria Rita. Segundo a tutora, a cachorrinha costuma acompanhar o irmão e prefere estar onde ele está.

A intimidade também rende situações divertidas. Em uma delas, Maria Rita estava provocando Stallone quando movimentou as perninhas de um jeito que, para Luisa, parecia até um golpe de capoeira.
Medrosa em casa, valente nos passeios
Apesar de toda a energia, Maria Rita tem seus receios.
Ela sente medo quando é colocada no colo, durante passeios de carro ou quando precisa ficar em lugares elevados.
Mas algumas coisas já começaram a mudar. A cachorrinha venceu o receio de subir no sofá e na cama, onde agora também dorme com a família.
Na rua, a personalidade é outra: Maria Rita demonstra coragem e disposição durante os passeios.

Luisa descreve a pequena como ativa, brincalhona, carinhosa e dona de um olhar que conquista quem convive com ela.
Essa alegria também chamou a atenção no TikTok.
Entre os comentários, uma internauta escreveu:
A alegria dela é contagiante.
Outra incentivou:
Vai Maria Rita, viva intensamente seja sempre.
E uma terceira resumiu:
AUmiga mostrando o que é felicidade.....
Um amor que transformou a rotina
A adoção também trouxe mudanças para Luisa, que precisou reorganizar seus horários, passeios e viagens para atender às necessidades de Maria Rita.
Quando sai de casa, acompanha a cachorrinha por uma câmera e procura retornar nos horários necessários para os cuidados.
Desde a adoção, ainda não voltou a viajar.
Ela explicou:
Para mim isso não é sacrifício, é sacro-ofício, ou seja, um dever sagrado, um trabalho sagrado!
A tutora também destaca que adotar um animal com deficiência exige responsabilidade, disponibilidade e atenção às condições da casa, já que obstáculos arquitetônicos podem causar ferimentos.
Para ela, o mais importante é compreender que esses animais merecem as mesmas oportunidades de receber carinho e construir vínculos.
E, na casa de Luisa, Maria Rita tem isso: os cuidados de que precisa e um irmão que está sempre por perto, pronto para a próxima brincadeira.
Jornalista formada pela UFSM, mestranda em Comunicação e pós-graduada em Marketing. Gosta de contar histórias, conhecer pessoas e transformar informações em conteúdos que façam sentido. Já experimentou diferentes áreas da comunicação e busca, no dia a dia, novas experiências e maneiras de tornar a comunicação mais próxima e interessante.







