“Meu gato não pode ver minha filha dormindo”: Felino cria costume inesperado toda vez que bebê Helena pega no sono

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em Aqueça o coração

O local favorito do gato Ubbe para tirar uma soneca é ao lado de Helena, uma bebê de cinco meses.

Segundo a tutora e mãe da menina, Lari Aniceto, basta encontrar a bebê dormindo para o gato branco se aproximar e se acomodar junto dela.

Em uma das cenas, ele aparece com a cabeça apoiada na cabeça da bebê e uma das patas sobre o corpinho, como se estivesse abraçando.

"Meu gato não pode ver minha filha dormindo que ele faz isso aqui", contou Lari ao mostrar os dois juntos.

Nas imagens, Helena aparece dormindo tranquilamente enquanto Ubbe está aninhado nela, no melhor soninho do mundo.

A tutora fez questão de explicar que a aproximação parte do próprio gato.

"Ninguém colocou ele ali. Ele vai sozinho", afirmou.

Em outro registro, os dois aparecem praticamente na mesma posição. Dessa vez, Lari precisa retirar a chupeta da bebê, que acabou ficando embaixo da pata de Ubbe. Mesmo com a movimentação, os dois continuam dormindo lado a lado.

"Por isso ela dorme duas horas seguidas toda tarde", escreveu Lari.
"O ruído branco tá diferente... moderno esse modelo", brincou uma pessoa nos comentários.
"O ursinho dela", escreveu outra.
"O upgrade da naninha foi atualizada com sucesso", brincou uma terceira.

Por que alguns gatos gostam de ficar perto dos bebês

A aproximação entre gatos e recém-nascidos pode acontecer por diferentes motivos.

Gatos costumam ser atraídos por locais macios e quentes, e berços, cobertores e outros objetos usados pelo bebê podem despertar curiosidade.

O cheiro também tem papel importante na exploração que o gato faz de uma novidade dentro de casa.

O especialista em comportamento felino Daniel Quagliozzi, consultado pelo site americano Dog Meets Baby, explica que a chegada de um bebê representa uma mudança importante na vida do gato.

Diante da novidade, o animal pode demonstrar curiosidade, explorar os objetos do bebê e buscar mais contato ou, em alguns casos, se esconder ou evitar a família.

Por isso, a adaptação deve respeitar o ritmo de cada gato. O especialista orienta a não forçar a aproximação. Em vez de colocar o gato perto do bebê ou segurá-lo para que cheire a criança, é preferível permitir que ele se aproxime por iniciativa própria.

Também é possível criar associações positivas com a presença do bebê, oferecendo petiscos, brincadeiras ou outras atividades de que o gato goste enquanto a criança estiver por perto.

Dessa forma, a novidade passa a fazer parte da rotina sem que o animal seja obrigado a interagir.

O cuidado mais importante é a supervisão

Mesmo quando o gato é dócil e já demonstra carinho pela criança, a recomendação é não deixar bebê e animal juntos sem supervisão.

O especialista destaca que um adulto deve acompanhar todas as interações. A orientação vale mesmo quando o gato parece tranquilo e nunca apresentou comportamento agressivo.

A preocupação também envolve o acesso ao berço. Gatos são atraídos por espaços quentes e macios, por isso podem tentar entrar no berço onde o bebê dorme.

Assim, é importante controlar o acesso e oferecer ao gato alternativas confortáveis próximas, como uma caminha, uma manta ou um espaço elevado onde ele possa observar a movimentação da família.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.