"Ninguém sabia que ela tinha tão pouco tempo": Dois protetores resgatam cadela e lhe dão o amor que sempre mereceu

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em Proteção Animal

Coral era uma daquelas cadelinhas que parecem desaparecer no meio da movimentação das ruas.

Faminta e com o pelo sujo e cheio de nós, ela caminhava pelas calçadas de Buenos Aires, na Argentina, com a cabeça baixa, sem chamar a atenção.

Mas isso mudou em 24 de julho, quando os protetores Claudio Cocimano e Tati, do projeto Labachimanada, a encontraram.

Tati se aproximou com calma e ofereceu comida. Depois de conquistar a confiança da cadela, ela conseguiu pegá-la e levá-la para receber cuidados.

A partir daquele momento, a cachorrinha que havia passado tanto tempo vivendo na rua ganhou um nome: Coral.

Ela também ganhou banho, tosa, comida, uma cama e pessoas dispostas a cuidar dela.

O pelo embolado deu lugar a um visual renovado, revelando uma cachorrinha linda, mas a transformação mais importante não estava na aparência.

Pela primeira vez, Coral passou a conhecer uma vida com alimento, abrigo e carinho.

Um banho depois de tantos dias na rua

Em uma publicação feita em 17 de setembro, o projeto contou a história do ponto de vista de Coral.

A narrativa descrevia uma cadela que havia caminhado quilômetros em situação de abandono e já não tinha forças para continuar.

O primeiro contato com Tati e Claudio foi descrito como o momento em que "uma voz doce se aproximou".

Depois vieram o banho e os cuidados que os voluntários chamaram de "um banho de dignidade".

Coral passou a ter um pratinho de comida, uma cama quentinha, uma casa e pessoas que cuidavam dela.

Na publicação, o projeto também descreveu a diferença entre a vida que Coral levava nas ruas e aquela que passou a conhecer depois do resgate. Em vez de frio, fome e rejeição, ela encontrou acolhimento.

Veja o vídeo:

A cadelinha, segundo os voluntários, começou a descobrir o que era receber carinho.

Só que a nova fase duraria menos do que todos gostariam.

O diagnóstico

Depois do resgate, Coral passou por exames que revelaram uma doença grave. Ela estava com um câncer agressivo no fígado.

Em uma publicação de 24 de setembro, o projeto relatou que finalmente havia entendido por que Coral se sentia tão mal, tinha dificuldade para respirar e vinha perdendo as forças.

Os voluntários queriam mais tempo. Gostariam de vê-la recuperar a disposição, correr, aproveitar a vida e conhecer tudo o que ainda tinham para oferecer. Mas isso não aconteceu.

Coral partiu depois de receber os cuidados que não havia tido durante a vida nas ruas. Claudio permaneceu segurando sua patinha até o último momento.

O projeto compartilhou a despedida com uma mensagem emocionada. Nela, falou da dificuldade de aceitar que a cadelinha teria tão pouco tempo depois de finalmente encontrar uma família temporária e descobrir o que era receber carinho.

Os voluntários também falaram sobre a sensação de injustiça. Afinal, Coral havia encontrado pessoas dispostas a cuidar dela justamente quando seu corpo já estava gravemente comprometido pela doença.

Ainda assim, ela não partiu da mesma maneira como chegou.

Quando foi encontrada, Coral estava sozinha, faminta, com o pelo embolado e sem receber atenção. Nos últimos dias, teve pessoas ao seu lado, comida, abrigo, uma cama e carinho.

Ela partiu, mas não sem antes descobrir o que era ser amada.

Um projeto que enxerga os invisíveis

Claudio atua no resgate de cães que vivem nas ruas e dá visibilidade a animais que passam despercebidos para a maioria das pessoas.

Meses antes do resgate de Coral, Claudio encontrou outra cadela extremamente magra sozinha na rua durante a noite.

O estado de Naomi, como foi batizada, chamava atenção pela fragilidade. Os ossos estavam visíveis e ela parecia estar há bastante tempo sem receber cuidados.

Mesmo debilitada, Naomi ainda demonstrou um comportamento dócil diante de Claudio. Ele contou que ela mexeu o rabo usando as poucas forças que ainda tinha.

O protetor decidiu levá-la para casa. Naomi subiu na moto com Claudio e começou ali uma nova etapa da vida.

As imagens compartilhadas pelo ativista mostraram a transformação da cadela depois do resgate.

A magreza extrema deu lugar a um corpo recuperado, pelo em melhores condições e muito mais disposição.

Naomi passou a correr, brincar e passear. Claudio descreveu a trajetória dos dois como uma amizade construída durante o período de recuperação e afirmou que os dois permaneceram inseparáveis.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.