“Hoje tu não vai dormir com fome”: Mesmo após 99 resgates em 29 dias, protetora encontra forças para salvar Henrique
Por Beatriz Menezes em Proteção Animal
Enquanto algumas pessoas negligenciam a vida de animais, outras utilizam todos os recursos disponíveis para salvá-los.
Essa dualidade ficou em evidência no dia 29 de setembro, quando o Instituto Eu Salvo Vidas realizou o resgate de um cão em estado severo de desnutrição e magreza extrema no município de São Leopoldo no Rio Grande do Sul.
O animal, batizado posteriormente como Henrique, apresentava ausência quase total de pelos por conta de lesões cutâneas e trazia uma coleira antiga presa ao pescoço.
A ação foi divulgada nas redes sociais pela protetora Paola Saldivia e acendeu um alerta sobre a frequência de maus-tratos e a busca contínua de entidades para garantir o bem-estar animal.
A abordagem inicial ocorreu em via pública, momento em que a protetora avaliou o estado físico do cão e constatou seu comportamento dócil. O animal foi alimentado no local, acolhido em um veículo com auxílio de toalhas e transportado imediatamente para atendimento veterinário especializado.
Na clínica, os profissionais de saúde animal precisaram cortar a coleira presa ao pescoço para dar início aos procedimentos de higienização e exames laboratoriais.
Segundo Paola, as circunstâncias em que o animal foi localizado indicam negligência prolongada.
Pela condição física apresentada, a hipótese levantada pela equipe de resgate é de que o cão permaneceu mantido em privação de liberdade antes de ser solto na via pública.
Ainda em relatos gravados durante a ação, a gravidade dos sinais clínicos sugere um longo período de privação alimentar e falta de cuidados básicos.
"Esse cachorro estava preso em algum lugar", afirmou Paola Saldivia ao observar a rigidez da coleira e o estado da pele.
A protetora ressaltou que a degradação física não ocorreria de forma tão acentuada se o animal estivesse solto há pouco tempo na rua.
"Deixaram ele apodrecendo em vida e alguém soltou o bicho", acrescentou a ativista durante o registro do acolhimento.
A entrada de Henrique no abrigo atingiu a marca de 99 animais recolhidos pela instituição no período de apenas 29 dias.
O volume reflete o empenho diário de voluntários que enfrentam a sobrecarga financeira e operacional para manter os tratamentos veterinários necessários.
De acordo com os responsáveis pelo abrigo, o trabalho de assistência exige esforço constante para garantir alimentação, abrigo e cuidados médicos adequados aos resgatados.
Em pronunciamento sobre o caso, a protetora destacou o empenho das equipes de acolhimento e a dependência de doações comunitárias para manter os cuidados de saúde.
"Pra ele hoje, nós fomos a única chance. Henrique já está recebendo o atendimento que precisa, mas o resgate não termina quando tiramos um animal do sofrimento. É justamente aí que começa a parte mais difícil. Henrique, hoje tu não vai dormir sentindo fome, não vai dormir sentindo frio, e se Deus quiser uma multidão de pessoas vai te ajudar também ", finalizou.
O vídeo tem 193 mil visualizações, 18,9 mil curtidas e 2.095 comentários.
"Meu Deus!!! A carinha dele não acreditava que finalmente teria uma chance de conhecer o amor".
"É muita crueldade. Que Deus te abençoe, por ajudar esse cachorrinho".
"Graças a Deus você apareceu na vida dele, Paola".
Confira abaixo:
O tratamento médico de animais recolhidos em estado crítico exige insumos diários, medicamentos específicos e acompanhamento constante até a recuperação total.
O Instituto Eu Salvo Vidas e demais instituições locais de proteção animal continuam dependendo do engajamento social e de doações financeiras voluntárias para garantir a continuidade das atividades de acolhimento e reabilitação de outros animais em situação de vulnerabilidade.
Você pode ajudar doando ou compartilhando: 59527395000128 cnpj pix.











