Cão chega para ajudar amigo que passou mais de uma hora latindo para estátua de onça: "Equipe especializada"

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Uma cena inusitada mobilizou uma 'equipe especializada' na cidade de Poconé, localizada a 104 quilômetros de Cuiabá, no Mato Grosso.

Um cachorro de rua passou mais de uma hora latindo sem parar para uma escultura em tamanho real de uma onça-pintada instalada na praça em frente ao prédio da Prefeitura Municipal.

A bravura do animal diante da ameaça estática atraiu a atenção de pedestres e motoristas que transitavam pelo centro do município pantaneiro durante uma manhã chuvosa de sábado, dia 10 de outubro.

A reação do cão começou logo cedo, quando o animal avistou a estátua colocada no canteiro central. A escultura reproduz com alto grau de detalhamento a anatomia e a postura de uma onça em posição de ataque. Foi justamente esse elemento que acionou o instinto de defesa do cão.

Convencido de que enfrentava um predador real do bioma pantaneiro, o cachorro manteve uma distância de segurança e iniciou uma sequência ininterrupta de latidos alertando todos ao redor sobre a presença da suposta fera.

Um narrador explica durante a gravação da cena: "Ta com medo de encostar na bichona [onça].",

O vídeo conta com 89 mil visualizações, 2.399 curtidas e 90 comentários.

"O catiorro já deve ter conhecido a dona Onça".

"O sotaque é o melhor".

"A onça tá quietinha, mas os seguranças já estão trabalhando em dupla!"

Comentaram os internautas.

Confira abaixo:

O episódio ganhou uma atualização impressionante quando um segundo cão surgiu no local. Ao perceber a agitação e o esforço do companheiro, o novo cachorro se aproximou de forma cautelosa ficando ao lado do primeiro e passou a latir na mesma direção.

A união dos dois animais formou uma espécie de patrulha canina improvisada, mantendo o cerco à escultura.

O novo registro repercutiu ainda mais que o primeiro obtendo 606 mil visualizações, 12 mil curtidas e 280 comentários.

"O primeiro pediu reforço e agora a operação contra a onça já conta com uma equipe especializada!"
"Ou seja: Parabéns para o artista. Fez uma obra tão bem feita, que até os cachorros acham que é de verdade".
"O primeiro: 'Vem rápido, mano! Tô há uma hora encarando essa onça e ela não arreda o pé!'".

São alguns dos comentários.

Veja:

A explicação para o comportamento instintivo dos animais está ligada à genética das raças predominantes na região.

Especialistas da Clínica Veterinária Shangrilá esclarecem nos comentários da publicação que o cão maior possui forte herança do Rastreador Brasileiro, raça descendente do American Foxhound e adaptada às características do ecossistema local.

Segundo os profissionais veterinários, esses animais carregam no DNA uma herança genética voltada para o rastreio e acoamento de grandes felinos, reagindo de forma natural e automática mesmo sem treinamento prévio.

De acordo com o ALKC, a raça criada na área rural passou a ser um importante auxiliar do homem para a aquisição de proteína animal nos lugares mais remotos do Brasil, onde a caça para subsistência ainda é uma realidade.

Embora também tenha sido encontrado rastreadores em propriedade de médio e grande porte, sabe-se que os rastreadores brasileiros atuais, no geral são produtos de heranças deixadas de pai para filhos e netos.

O registro foi gravado por moradores da cidade e publicado na página de humor local Poconé Mil Grau, na rede social Instagram.

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.