“Ele acreditou que finalmente teria uma família”: Yorkshire de 3 kg é devolvido ao abrigo por ser idoso

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em Proteção Animal

Atchim, um yorkshire de aproximadamente 3 kg, foi resgatado das ruas pela ONG Indefesos, no Rio de Janeiro, e chegou ao abrigo com a esperança de encontrar um lar acolhedor.

O cãozinho chegou a ser adotado, mas a oportunidade durou pouco. Em 7 de outubro, a organização contou que ele havia sido devolvido porque a pessoa que pretendia ficar com ele descobriu que o cãozinho era idoso.

Um mini cachorro

Atchim chegou ao abrigo em 23 de setembro, após ser encontrado vagando pelas ruas.

A equipe ficou surpresa com o tamanho diminuto do cãozinho e com as condições em que havia sido encontrado.

Apesar da aparência frágil, ele buscava carinho e atenção de quem se aproximava.

"Como que a pessoa abandona um cachorrinho desse tamanho à própria sorte?", questionou uma representante da ONG.

Ela também observou que o abandono não atinge apenas cães sem raça definida, lembrando que animais de raça também podem acabar nas ruas.

Naquele momento, a ONG pediu ajuda para encontrar um lar temporário para Atchim.

O abrigo estava lotado, e o cãozinho precisava de um espaço onde pudesse descansar, receber cuidados e se sentir protegido.

Rejeitado por causa da idade

A notícia de que Atchim havia conseguido uma família parecia animadora. No entanto, em uma atualização publicada em 7 de outubro, a ONG contou que a adoção não foi adiante.

Segundo o relato, a pessoa que havia se comprometido a ficar com o cãozinho desistiu quando ele chegou à casa. O motivo informado foi a idade avançada do yorkshire.

A situação deixou a equipe indignada. Afinal, Atchim já havia passado pelo abandono e, depois de conseguir uma oportunidade de adoção, voltou a ficar sem uma família.

"Ele foi abandonado e ele foi preterido porque ele é idoso", disse Rosane, representante da ONG.

Em seguida, pediu que outras pessoas se interessassem pelo cãozinho sem transformar a idade dele em um obstáculo.

Cães idosos também têm muito a oferecer

A preferência por filhotes é comum entre pessoas que procuram um cão para adotar, mas os mais velhos também podem se adaptar muito bem à vida em família.

Além de merecerem uma oportunidade, eles têm características que podem combinar com diferentes rotinas e estilos de vida.

De acordo com o PetMD, organização especializada em saúde e cuidados veterinários, cães idosos costumam apresentar níveis de energia mais baixos e temperamentos mais tranquilos do que filhotes.

Isso pode favorecer a convivência com pessoas que preferem passeios moderados e momentos de descanso em casa.

Além disso, muitos cães mais velhos já passaram pela fase de roer objetos durante a troca dos dentes e podem ter aprendido regras básicas de convivência.

Outro benefício é que o porte e a personalidade do cão já estão definidos. Quem adota um filhote ainda não sabe exatamente qual será seu tamanho quando adulto nem como seu temperamento vai se desenvolver.

Com um cão idoso, é mais fácil conhecer suas características e avaliar se elas combinam com a rotina da família.

A Faculdade de Medicina Veterinária e Ciências Biomédicas da Universidade Texas A&M também destaca que cães mais velhos podem ter boas maneiras aprendidas ao longo da vida.

Além disso, em muitos casos, eles já conhecem parte das regras de uma casa.

Cada cão é um cão

Isso não significa que todo cão idoso seja tranquilo, já esteja educado ou não precise de cuidados especiais.

Cada cão tem sua própria personalidade, histórico e condição de saúde. Por isso, é importante conhecer o indivíduo, perguntar sobre suas necessidades e preparar a casa para recebê-lo.

A idade avançada também pode exigir acompanhamento veterinário mais frequente, atenção à alimentação e adaptações para facilitar a mobilidade, caso sejam necessárias. Esses cuidados devem fazer parte da decisão de adotar, assim como aconteceria com qualquer cão que precisasse de atenção específica.

A instituição recomenda conversar com a equipe do abrigo para entender as necessidades e o comportamento do cão antes da adoção, além de agendar uma avaliação veterinária depois que ele chegar ao novo lar.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.