“Foi como se um ímã a puxasse”: jovem vê cão em feira de adoção e sente uma conexão que ninguém consegue explicar
Por Larissa Soares em Aqueça o coração
Amber e sua filha, moradoras de Minnesota, nos Estados Unidos, não tinham planos de adotar um cão naquele dia. Era apenas uma ida ao centro para resolver algumas pendências e passar no supermercado.
Mas, ao sair do Walmart, as duas enxergaram canis montados no estacionamento, do outro lado da rua. Elas decidiram dar uma olhada.
"Achei que eles podiam precisar de algum amor e atenção", contou Amber em um relato no Instagram.
Era uma feira de adoção organizada pela ONG americana Arrow's Heart Animal Rescue.
Foi ali, em um dos canis, no fim do espaço, que a menina conheceu Bruno, um cão mestiço de husky que, na época, se acreditava ser idoso.
"Como se um ímã a puxasse"
A garota correu até o cão e os dois se conectaram na hora.
"Foi como se um ímã a tivesse puxado para este cão. Ele era tão querido. Ele levantava a pata, dava beijos e tinha uma doce vibração de alma. Sinceramente, nunca conheci nenhum cão como ele antes", disse Amber.
Depois de alguns minutos, ela lembrou à filha que ainda tinham outros compromissos, mas a menina não queria ir embora. Não sem Bruno.
Diante da insistência, Amber pediu aos voluntários para passear um pouco com o cão. O que seria uma visita rápida virou adoção: em 12 de abril de 2025, Bruno foi para casa com a família.

Um cão que já tinha passado por abrigo
Depois da adoção, a família descobriu que Bruno não era um cão que sempre viveu nas ruas. Ele já tinha sido entregue a um abrigo antes, e aquela era a segunda vez que passava por isso.
Para Amber, a história mudou a forma como ela enxerga os cães que esperam por um lar: por trás de cada um, existe um animal com seu próprio jeito, suas preferências e muito amor para dar a quem lhe oferece cuidado e segurança.
Bruno era considerado um cão idoso, mas isso não impediu que se tornasse um companheiro especial para a menina. Ou, como ela descreveu, o "cão da alma gêmea" dela.
Surpresa: ele não era idoso
Desde a adoção, a família calculava que Bruno tivesse entre 7 e 11 anos. Em junho de 2025, um exame de DNA mostrou outra realidade: ele tinha 5 anos e 10 meses.
"Ainda estamos em choque… mas extremamente felizes!", escreveu Amber. "Abrir aquele e-mail e ver que nosso bebê Bruno tem 5 anos e 10 meses foi como ganhar na loteria."
Ela explicou que a família teria aceitado qualquer número que aparecesse na tela, porque já amava o cão.
Ainda assim, saber que ele era mais novo trouxe esperança de ter "muito mais anos" com ele.
Amber ressaltou que o exame pode não ser 100% preciso, mas acredita que a idade real esteja entre 5 e 7 anos. Atualmente, Bruno tem 7 anos.
A família começou a ajudar outros cães de abrigo
Depois de conhecer Bruno, Amber e a filha passaram a prestar mais atenção nos cães que, por timidez ou medo, poderiam acabar sendo ignorados por visitantes de abrigos.
Foi assim que conheceram Nyla, uma cadelinha que tinha o rabo entre as pernas e muito medo de pessoas.

A família não podia adotá-la, mas compartilhou a história dela nas redes sociais. A divulgação deu resultado, e Nyla foi adotada.
Assim, elas entenderam que a adoção não precisava ser o único caminho para apoiar um abrigo.
Em outra visita, a menina levou mantinhas feitas à mão para distribuir aos cães que ainda esperavam por um lar.
O carinho pode aparecer de diferentes formas, desde passar algum tempo com os cães até produzir materiais que ajudem a chamar a atenção para eles.
A organização americana ASPCA, dedicada à proteção animal, reúne diversas maneiras de ajudar cães que aguardam adoção.
Como ajudar cães de abrigo mesmo sem adotar
Adotar é uma das maneiras de transformar a vida de um cão, mas nem todo mundo tem condições de assumir esse compromisso no momento. Isso não significa que a pessoa precise ficar de braços cruzados.
Lar temporário
O animal passa um período em uma casa enquanto aguarda adoção. A experiência pode ajudá-lo a se acostumar à rotina doméstica.
Antes de se comprometer, é importante conversar com a equipe do abrigo para entender as necessidades do cão, as responsabilidades envolvidas e quais despesas ou materiais serão fornecidos.
Doar tempo
Abrigos e grupos de resgate podem precisar de pessoas para passear com os cães, ajudar na socialização, fotografar os animais, organizar eventos ou colaborar com tarefas cotidianas.
O ideal é entrar em contato diretamente com a organização para descobrir quais atividades estão disponíveis.
Doar
Doações também são úteis, mas vale perguntar antes o que está em falta. Cobertores, toalhas, brinquedos, ração e produtos de limpeza podem ser necessários, dependendo da estrutura e da rotina de cada local.
A ASPCA recomenda consultar o abrigo antes de levar itens, para garantir que a ajuda corresponda às necessidades da equipe.
Compartilhar
Quem prefere ajudar de casa pode compartilhar publicações de cães disponíveis para adoção, incluindo informações sobre o comportamento, o porte e as necessidades de cada um.
Foi justamente por meio da divulgação que a família conseguiu um lar para Nyla.
Quanto à adoção de Bruno, ela listou três aprendizados:
"1. Às vezes, é preciso seguir o coração em vez da cabeça. 2. Ouça seus filhos e seus sentimentos. 3. Vidas podem mudar num instante. Adote!"
Veja a história da adoção, publicada pelo The Dodo e dublada com inteligência artificial:
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.












