“Cada segundo importava”: Bombeiros passam 7 horas quebrando concreto para devolver cachorrinha Paris à família

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em Proteção Animal

Uma cachorrinha chamada Paris foi resgatada após passar horas presa em uma camada de concreto no distrito de Kuşadası, na província de Aydın, na Turquia.

O resgate aconteceu em 18 de março. Durante aquela madrugada, os moradores do bairro ouviram latidos insistentes vindos de uma obra na região.

Preocupados com a possibilidade de haver um cachorro preso, acionaram o corpo de bombeiros, que foi verificar a situação.

Quando chegaram ao local, os bombeiros encontraram Paris presa em uma camada de concreto despejada no chão e que já havia endurecido.

Os bombeiros estimaram a profundidade do material em cerca de um metro, o que tornou a retirada delicada.

A cachorrinha não conseguia sair sozinha, e qualquer tentativa de libertá-la exigia cuidado para evitar ferimentos.

Diante da dificuldade, os bombeiros solicitaram reforços à equipe da AKUT em Kuşadası. A AKUT, sigla de Arama Kurtarma Derneği, é uma associação turca de busca e salvamento que trabalha com equipes voluntárias treinadas para atuar em situações de emergência.

Os socorristas começaram a quebrar o piso, removendo o concreto gradualmente até abrir espaço suficiente para retirar a cadela.

A operação durou cerca de sete horas. Ao longo do trabalho, as equipes precisaram avançar com cautela para alcançar Paris sem agravar sua situação.

Depois de muito esforço, a cachorrinha finalmente foi retirada do concreto e levada para um local seguro.

Após o resgate, Paris voltou para casa

A retirada do concreto foi apenas a primeira etapa. Depois de passar horas presa, Paris precisava ser examinada para verificar se havia sofrido lesões durante o acidente e durante o período em que ficou imobilizada.

De acordo com o portal turco Hürriyet, a cadela passou por uma avaliação veterinária e estava em boas condições de saúde. Depois do exame, a equipe localizou os donos e devolveu Paris à família.

Como proteger os cães durante uma obra

Canteiros de obras podem colocar os cães e gatos curiosos em risco. Uma área em construção pode ter materiais perigosos, ferramentas, buracos, fios elétricos, produtos químicos e superfícies que ainda não estão firmes.

Mesmo quando o trabalho ocorre em uma propriedade familiar, o acesso dos pets precisa ser controlado.

A VCA Animal Hospitals, rede de hospitais veterinários, orienta que cães e gatos sejam mantidos longe das áreas em reforma.

Ferramentas, pregos, pedaços de madeira, tintas, colas e outros produtos podem causar ferimentos, intoxicação ou irritação.

Portas e janelas abertas durante o serviço também podem facilitar fugas, principalmente quando o barulho deixa os animais assustados.

Uma das medidas mais importantes é criar uma barreira física entre o pet e a obra.

O ideal é manter o cão em um cômodo seguro, fechado e distante do movimento dos trabalhadores.

Se isso não for possível, pode ser mais adequado deixá-lo temporariamente com alguém de confiança. Outra opção é um local preparado para recebê-lo durante o período mais movimentado da construção.

Não basta, porém, fechar uma porta e esquecer o animal. O espaço escolhido precisa ter água, ventilação, temperatura confortável e condições para que o cão descanse sem exposição excessiva ao ruído.

Também é importante manter a rotina de alimentação, passeios e interação, dentro das possibilidades.

Em áreas externas, cercas e portões devem permanecer fechados, e é preciso impedir o acesso ao terreno enquanto houver concreto fresco, escavações ou materiais espalhados.

Uma sinalização visível ajuda os trabalhadores a lembrar que há um animal na propriedade, mas não substitui barreiras físicas adequadas.

A VCA recomenda ainda verificar o espaço ao final de cada jornada, recolher ferramentas e resíduos, limpar derramamentos e conferir se não ficaram aberturas pelas quais o animal possa escapar ou ficar preso.

Se o cão apresentar ferimentos ou sinais de mal-estar depois de entrar em contato com produtos ou materiais de construção, é importante procurar atendimento veterinário rapidamente.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.