Músico que viaja há 4 anos tocando para acalmar bichos resgatados é surpreendido por gato-urso-asiático

Por
em Aqueça o coração

O cantor francês Loris Assadian tem uma missão muito nobre: a proteção animal.

Equipado apenas com um violão rosa, ele toca clássicos e músicas de amor para bichos resgatados, maltratados ou ameaçados de extinção em todo o mundo.

Também conhecido como Plumes, o artista e ativista itinerante viaja para onde é necessário, seja uma fazenda, um zoológico, um refúgio ou um santuário.

O projeto, que começou em 2022 na França, depois que ele leu sobre a reação de vacas à música, expandiu-se globalmente e atua em diferentes frentes: conscientizar sobre a senciência animal, financiar santuários e colaborar com a ciência, além de promover o enriquecimento ambiental.

Atualmente, Loris chega ao seu público por meio de vídeos publicados em sua página do Instagram.

Animais atendidos pela iniciativa

Em vídeos que mostram a inteligência, a sensibilidade e a capacidade emocional de diferentes espécies, o ativista já ajudou a acalmar desde chimpanzés até elefantes, leões, porcos, suricatos e leões-marinhos.

E os animais parecem entender exatamente o que o ativista toca.

No vídeo publicado no dia 18 de agosto, é possível ver um binturong, mamífero asiático raro, encantado pela música se aproximando do ativista.

Assim que a canção começa, o bicho, que é popularmente conhecido como gato-urso-asiático, sai do seu lugar para ficar pertinho de Plumes.

A interação é tão boa que o animal fica de ponta-cabeça em um galho só para poder encostar no violão do francês.

Em dois meses, o vídeo emocionante conseguiu tocar 2,3 milhões de corações. E ainda recebeu 215 mil curtidas e mais de 4,1 mil comentários.

Auxílio para quem precisa

Em um comentário na publicação, o artista trouxe mais informações sobre o bicho que estava visitando.

"Oi, pessoal! Muito obrigado por assistirem ao vídeo! Sou muito grato por ter tido a oportunidade de conhecer um binturong. Eles são, de fato, uma das criaturas mais maravilhosas que vocês já conheceram! Infelizmente, a população desses animais diminuiu pelo menos 30% desde meados da década de 1980, devido ao desmatamento severo, à caça ilegal e ao tráfico de animais silvestres. Encontrei uma organização chamada @abconservation, que se dedica a estudar e proteger os binturongs. Se vocês quiserem apoiar o trabalho deles, podem seguir a página e fazer uma doação pelo link na bio. Isso significaria muito para mim!"

Além dessa organização, no link da bio do perfil do francês, você pode conhecer outros projetos de proteção animal.

E também pode colaborar com a construção de santuários para diversos bichos, como leões, tigres, orangotangos e elefantes.

A música realmente ajuda a acalmar os animais?

De acordo com Aline Ambrogi, médica-veterinária e docente de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), além de os sons dos instrumentos serem realmente percebidos pelos bichos, eles têm o poder de tranquilizá-los.

"Os animais conseguem perceber diferentes características da música, como ritmo, intensidade e frequência, e podem apresentar respostas comportamentais a esses estímulos. Embora não compreendam a música como nós, ela pode influenciar seu estado de alerta, suas emoções e seu comportamento", explicou a profissional em entrevista ao Amo Meu Pet.

Segundo a veterinária, a música também pode ajudar na recuperação de animais que sofreram maus-tratos:

"Além de criar um ambiente mais tranquilo e previsível, reduzindo a agitação e favorecendo o descanso de alguns bichos, a música, para aqueles que sofreram maus-tratos, pode ser uma ferramenta complementar no processo de recuperação, sempre associada a cuidados veterinários, manejo adequado e reabilitação comportamental."

A profissional ainda explicou que cada animal pode sentir os efeitos da música de um jeito diferente.

Alguns demonstram sinais de relaxamento, como repousar mais e vocalizar menos ao ouvir um violão sendo tocado, enquanto outros podem se interessar pelos sons e pelo ambiente.

"Mas, antes de continuar oferecendo música para os animais ouvirem, é importante observar a linguagem corporal de cada um, pois nem todos respondem da mesma forma. Além disso, as canções devem ser utilizadas em volume confortável e nunca ser impostas quando provocarem desconforto", concluiu Aline.

Redatora do portal Amo Meu Pet.

Graduada em Jornalismo e com pós-graduação em Mídias Digitais pelo Senac, a Rebecca encontrou na comunicação sua vocação para contar histórias que tocam e emocionam.

Com mais de 10 anos de experiência na área, construiu uma trajetória colaborando com grandes portais de notícias como Folha de S.Paulo, UOL e Terra.

Hoje, une sua bagagem jornalística ao universo pet, dedicando-se a escrever conteúdos que dão voz ao mundo animal, conectam pessoas e transformam relatos em leituras inspiradoras.