“Ela me trocou pelo meu filho”: Pastora-alemã que não desgrudava de gestante surpreende após chegada do bebê Davi
Por Larissa Soares em Cães
Antes do nascimento do bebê Davi, Sol, uma pastora-alemã de dois anos, acompanhava de perto a tutora, Gisely Melo, durante a reta final da gravidez.
Depois que o bebê chegou, em 12 de maio, a cachorrinha passou a concentrar todo o seu carinho em Davi.
Gisely resolveu mostrar o antes e depois do comportamento da cadela em uma publicação no Instagram, em 23 de outubro.
A comparação mostra como Sol era carinhosa com ela antes do parto e como passou a demonstrar afeto pelo recém-nascido.
"Antes ela se preocupava comigo. Agora eu não tenho certeza se ela nota a existência de qualquer outra pessoa que não seja meu filho kkkkkk", brincou.
A "doula" Sol
A primeira cena dessa história aconteceu em abril, quando Gisely estava com 37 semanas de gestação.
Ela contou que estava assistindo a uma série na sala, acompanhada de Sol, enquanto o marido tinha saído para levar Putz, o outro pastor-alemão da família, para fazer xixi.
Foi nesse momento que a futura mamãe começou a sentir contrações de treinamento, comuns no fim da gravidez.
Ao perceber que Gisely estava sentindo dor, Sol começou a uivar. A tutora tentou tranquilizá-la e conversou com a cachorrinha, dizendo que tudo ficaria bem.
Em seguida, perguntou se ela queria um abraço. Sol não precisou de muito incentivo e pulou para abraçar a tutora.
Depois disso, continuou por perto, observando Gisely e se aproximando sempre que percebia algum sinal de desconforto.
A atenção da cadela não parou por aí. Em alguns momentos, Sol lambia os pés da gestante, comportamento que Gisely interpretou como uma espécie de massagem.
A cachorrinha parecia determinada a acompanhar cada etapa daquele período, ainda que não pudesse entender exatamente o que estava acontecendo.
Na época, a tutora até brincou com o comportamento da cadela:
"Se organizar direitinho, dá pra ela ser minha doula no dia do parto", escreveu.
Depois do nascimento, Davi virou o centro das atenções
Davi nasceu em 12 de maio, e Gisely percebeu que o carinho de Sol não ficaria restrito à tutora.
A cadela, que antes acompanhava a gestação de perto, passou a dedicar sua atenção ao bebê.
Nas imagens compartilhadas em outubro, Sol aparece lambendo os pés e a cabeça de Davi em diferentes momentos.
Também há cenas em que a cachorrinha descansa ao lado dele, como se quisesse aproveitar cada oportunidade para ficar perto do novo integrante da família.
Veja o vídeo:
"A cachorra: seu bebê? Nosso bebê!", escreveu uma pessoa nos comentários.
"O bebê vai ficar calvo de tanto lambeijo do cocuruco kkkkkk", brincou outra.
Outra pessoa imaginou os pensamentos da cadela:
"A Márcia não lambeu esse menino! Eu tenho que fazer tudo nessa casa".
Por que os cães lambem as pessoas?
Segundo a VCA Animal Hospitals, os cães lambem as pessoas por diversos motivos, como demonstrar afeto, buscar atenção, explorar cheiros e sabores ou como parte de comportamentos sociais aprendidos.
O hábito também pode estar relacionado à maneira como os cães se comunicam e interagem com outros indivíduos.
Apesar de render cenas fofas, o hábito merece atenção quando envolve recém-nascidos.
A saliva dos cães pode conter microrganismos capazes de causar infecções em seres humanos, e bebês ainda têm o sistema imunológico em desenvolvimento.
Por isso, o American Kennel Club recomenda não permitir que cães lambam o rosto de crianças pequenas. A orientação também vale para regiões como boca, nariz e olhos, além de feridas ou pele machucada.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.










