“O dia começa com uma despedida difícil”: todas manhãs, mãe vê golden esperar na porta e filho chorar a caminho da escola
Por Larissa Soares em Cães
Frankie, de 3 anos, e Beau, um golden retriever de 5 anos, enfrentam um desafio todas as manhãs.
Quando o menino precisa sair de casa para ir à escolinha, o cão fica esperando na porta, enquanto o pequeno se despede com o coração apertado.
A saudade é tanta que, em alguns dias, até a viagem de carro começa com lágrimas.
A família Derise, de Nova Jersey, nos Estados Unidos, compartilhou essa parte da rotina dos dois no Instagram em 23 de outubro.
Nas imagens, Frankie aparece cabisbaixo ao dizer tchau para o "Beau Beau".
A mãe, Erica Derise, tenta tranquilizar o cão e promete que o menino estará de volta em breve.
Beau vira a cabecinha enquanto escuta a tutora, como se tentasse entender por que seu melhor amigo precisa ir embora.
Já dentro do carro, Frankie também começa a chorar. Erica acolhe o sentimento do filho, enquanto a família segue para a escola.
Mas a despedida não termina quando o carro sai da garagem. Mesmo depois que os tutores voltam para casa, Beau continua perto da porta, esperando pelo retorno do amiguinho.

A família contou que o golden permanece no hall de entrada, atento aos sons do lado de fora, como se cada barulho pudesse anunciar a chegada do amigo.
Quando chega a hora de buscar Frankie, Beau vai junto. Dentro do carro, ele observa a janela com atenção, até que o menino aparece.
Assim que vê o cão, Frankie grita o nome dele e corre em sua direção. O reencontro muda o clima da cena. O pequeno diz que sentiu saudades de Beau, e os dois finalmente podem ficar juntos outra vez.
"O dia começa com uma despedida difícil, mas sempre termina com o melhor olá", escreveu a família na legenda.
A publicação acumulou 14,8 milhões de visualizações, 1,4 milhão de curtidas e deixou milhares de pessoas comovidas.
"Abaixo-assinado para que Beau Beau também seja permitido na escola", brincou uma pessoa.
"Então, ou vamos educar em casa ou o Beau Beau vai para a escola! Me contem o que vocês decidirem", brincou outra.
Uma internauta contou que, mesmo aos 31 anos, sente a mesma tristeza ao deixar o próprio pet sozinho durante o dia.
Outra deu uma sugestão para ajudar Frankie a sentir menos saudades: "dê uma foto do Beau Beau para o Frankie para que ele possa levá-lo para a escola."
A despedida já tinha sido difícil no primeiro dia de aula
A família já havia mostrado como Beau reagiu quando Frankie começou a frequentar a escola, em 24 de agosto de 2025.
Naquele dia, os pais imaginavam que a separação seria mais difícil para o filho, mas logo perceberam que o golden também estava sofrendo com a mudança na rotina.

Nas imagens, Erica e o marido saem de casa com o menino, enquanto Beau fica na entrada observando a família partir, com o rabo baixo.
Quando os tutores voltam, o cão abana o rabo, mas logo percebe que Frankie não está com eles.
Ele para na escada e olha para os dois, como se perguntasse se não estava faltando alguém naquela reunião.
Segundo o relato da família, Beau permaneceu perto da porta durante horas, esperando que o som de um carro ou de passos do lado de fora anunciasse a volta do pequeno.
A espera só terminou quando a família saiu novamente para buscar Frankie. Ao ouvir o movimento e perceber que o menino estava de volta, Beau voltou a abanar o rabo e demonstrou toda a animação que havia guardado durante o dia.
Uma amizade que começou cedo
Beau acompanha Frankie desde que o menino chegou à família e esteve ao lado dele em todas as etapas do crescimento.
O golden participou das primeiras sonecas, ficou por perto quando o pequeno aprendeu a engatinhar e continuou acompanhando suas aventuras quando ele começou a andar.

Quando Frankie era bebê, Beau costumava ficar perto do berço e depois fazia companhia na porta do quarto durante a noite.
Por isso, em 17 de agosto, a família preparou uma surpresa para os dois. Frankie ganhou uma cama grande para que pudesse dividir os sonhos com o companheiro canino.
De manhã, os dois precisam se afastar por algumas horas. À noite, porém, eles podem ficar juntinhos.
Quando a saudade pode ser preocupante?
Cães são animais sociais e podem criar ligações fortes com pessoas específicas da família.
Parecer triste durante uma despedida não significa necessariamente que o cão tenha o transtorno de ansiedade de separação.

O problema surge quando o cão não consegue descansar, brincar e se alimentar normalmente na ausência da pessoa querida.
Segundo o PetMD, site especializado em saúde animal, esse transtorno envolve sofrimento quando o cão fica longe de uma pessoa à qual está muito ligado.
Entre os sinais estão latidos ou uivos persistentes, inquietação, tentativas de fuga, destruição de objetos e dificuldade para comer quando está sozinho.
Formas de ajudar o cão
Algumas mudanças podem ajudar os cães que ficam angustiados quando seu humano favorito sai.
A American Society for the Prevention of Cruelty to Animals (ASPCA), organização americana de proteção animal, destaca a importância de acostumar o cão à separação gradualmente e, nos casos mais graves, contar com o acompanhamento de um profissional qualificado.
Veja algumas dicas:
- Crie uma rotina previsível: horários relativamente consistentes para passeios, alimentação, brincadeiras e descanso ajudam o cão a saber o que esperar ao longo do dia.
- Faça despedidas e retornos tranquilos: evite transformar a saída em um momento muito agitado. Ao voltar, cumprimente o cão com calma e dê atenção apenas quando ele estiver mais tranquilo.
- Ensine o cão a ficar sozinho aos poucos: comece com ausências muito curtas, que não provoquem sinais de estresse, e aumente o tempo gradualmente. Se o cão demonstrar medo, volte a uma etapa mais fácil.
- Ofereça atividades durante a ausência: brinquedos recheáveis, comedouros interativos e objetos seguros para roer podem ajudar a ocupar o tempo. Passeios e brincadeiras adequados à idade e à saúde também contribuem para o bem-estar.
- Evite broncas: latidos, destruição e outros comportamentos ligados à ansiedade não são sinais de vingança. Punir o cão pode aumentar o sofrimento.
Se o cão entra em pânico, tenta escapar, se machuca ou não consegue permanecer sozinho sem sofrimento, o ideal é procurar um veterinário, que poderá avaliar o caso e indicar um plano de tratamento adequado.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.








