“Quando seu gato cego conheceu a chuva”: Tutora registra momento mágico que Simba sente os pingos de chuva em seu rosto

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O gatinho Simba, também chamado carinhosamente de Leãozinho, descobriu uma nova sensação ao ficar no alto de uma bananeira, sentindo os pingos de chuva no rosto.

Cego desde filhote, ele foi resgatado por Adriene Elais, em Alfenas, Minas Gerais, depois de ser abandonado na rua com a irmã.

Desde então, passou por tratamento veterinário, uma cirurgia para retirar os olhos e uma recuperação que não o impediu de continuar explorando o mundo.

Adriene compartilhou a cena no Instagram em 12 de setembro, mostrando o gato empoleirado na bananeira enquanto a chuva caía.

"Quando seu gato cego conheceu a chuva e simplesmente ficou encantado", escreveu. Em seguida, completou que ele havia gostado dos pingos.

A curiosidade de Simba pelo mundo não começou ali. Mesmo sem enxergar, ele já havia mostrado que gostava de explorar lugares altos, brincar e investigar o que despertava seu interesse.

Para quem acompanha sua história, a cena na bananeira é mais um registro de sua personalidade aventureira.

Abandonado com a irmã

Leãozinho chegou à casa de Adriene em 12 de janeiro de 2025. Ela contou nas redes sociais que estava com o filho quando os dois viram dois gatinhos que haviam sido abandonados na rua. Eles improvisaram uma caixa para transportar os filhotes e os levaram para casa.

Logo no primeiro contato, Adriene percebeu que havia algo errado com os olhos do Leãozinho.

A ideia inicial era prestar os primeiros cuidados, administrar os medicamentos necessários e, depois de levá-los ao veterinário, encontrar um lar para os dois.

No dia seguinte, porém, ela voltou às redes para atualizar os seguidores. A gatinha estava bem e havia recebido medicamentos contra pulgas e vermes.

Já o irmão apresentava uma infecção grave nos olhos e precisaria iniciar um tratamento para que os veterinários avaliassem a evolução do quadro.

Na ocasião, Adriene relatou a suspeita de que os olhos do filhote pudessem ter sido perfurados, embora ninguém pudesse confirmar com certeza o que havia acontecido. A possibilidade a deixou abalada.

Leãozinho recebeu medicação para dor e iniciou os cuidados veterinários, além de passar por exames.

A irmã foi adotada, enquanto o amarelinho permaneceu sob os cuidados de Adriene. Segundo a tutora, o veterinário escolheu o nome Simba porque o filhote era muito bravinho, como um leãozinho.

A cirurgia que acabou com o sofrimento

Mesmo com o tratamento, os problemas nos olhos de Simba persistiram. A infecção voltava, havia mau cheiro e ele precisava continuar tomando medicamentos.

Diante do quadro e do risco de complicações, a equipe veterinária decidiu pela retirada dos olhos.

A cirurgia foi realizada em junho de 2025. No dia 17 daquele mês, Adriene compartilhou a notícia de que o procedimento havia corrido bem e que o gatinho estava se recuperando.

"Mais um sem dor, sem sofrimento!", escreveu ela ao agradecer aos profissionais que atenderam Simba e às pessoas que acompanharam o caso.

Depois da recuperação, Simba continuou demonstrando disposição para brincar, correr e explorar.

Um gatinho sem limitações

A cegueira não o impedia de fazer bagunça como qualquer outro gato. As aventuras seguintes mostraram como o felino se adaptou bem.

Em 20 de agosto, ele foi flagrado no alto de uma árvore, levando Adriene a brincar com a situação.

"Vocês falam que é cego, olha lá, gente, aonde que ele está", comentou ela.

No mês seguinte, outra publicação mostrou Simba tentando alcançar uma mortadela que estava sobre a bancada.

A tutora brincou com a habilidade do gatinho para encontrar o que queria. "Seu gato cego caça? Não, ele rouba mesmo", escreveu na legenda.

Gatos cegos conseguem viver bem?

Assim como o gatinho Simba mostra, a cegueira não impede, por si só, que um gato tenha uma vida confortável e enriquecida.

A organização britânica Cats Protection explica que gatos cegos podem viver vidas felizes e completas, usando outros sentidos, como a audição, o olfato e o tato, para se orientar.

Os bigodes ajudam a perceber a proximidade de objetos, enquanto a memória permite que o gato aprenda a disposição dos móveis e os caminhos habituais da casa.

Simba se adaptou tão bem que tenta até caçar os pombos. Olha só:

"Pra mim, ele é perfeito", diz Adriene sobre o felino.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.