Sem as patas traseiras e com os 4 irmãos já adotados, gatinha comia restos de turistas até conquistar casal em férias

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em Aqueça o coração

Ariel nasceu sem as duas patas traseiras e, aos quatro meses, vivia sozinha na Ilha do Amor, em Alter do Chão, distrito de Santarém, no Pará. Os quatro irmãos dela já tinham sido adotados. Para comer, ela dependia de insetos e dos restos de comida deixados pelos turistas nos fins de semana.

Foi assim que um casal em férias a encontrou. A gatinha se aproximou dos dois logo no primeiro dia, e eles decidiram levá-la para casa, em São Paulo. A história foi publicada em 17 de outubro pelo influenciador Marlon Spinola, no Instagram @viajandocomspinola, e passa de 289 mil visualizações.

Ariel aparece se locomovendo sem demonstrar dificuldade. Ela tem pernas, apenas nasceu sem as patas de trás.

"Todas as nossas viagens são especiais e sempre interagimos com os pets locais. Mas dessa vez não resistimos e trouxemos essa princesa pra nossa casa", escreveu Marlon.

Do Pará a São Paulo

O casal ainda ia para Manaus antes de voltar para casa. A equipe da pousada onde estavam ajudou a encontrar um veterinário em Santarém, que examinou e vacinou a gatinha e cuidou do transporte até Manaus, de onde ela embarcou com os tutores para São Paulo.

"O veterinário foi um anjo. Conseguiu organizar toda papelada a tempo".

Lá, os exames confirmaram que Ariel nasceu sem as patas e não sente dor.

"Queríamos colocar uma prótese nela, mas a doutora nos recomendou não colocar porque ela já estava bem acostumada a viver assim e que não sofria nenhuma dor", contou Marlon.

Quatro gatos esperando em casa

Em São Paulo, a casa já tinha outros quatro gatos. A tutora que trabalha como cuidadora de animais (@baba.dagataria), explicou nos comentários como fez a apresentação, que ela recomenda que seja "extremamente gradativa":

  • 1. Interação olfativa: A tutora orienta iniciar o processo com a troca de cheiros, alternando caminhas e objetos de uso diário dos pets para que se acostumem com o odor um do outro sem o contato visual.
  • 2. Troca de ambientes: A etapa seguinte envolve a alternância de cômodos. Segundo a especialista, um felino deve ocupar o quarto enquanto o outro fica na sala, invertendo os espaços em seguida para que explorem os ambientes e percebam a presença do outro sem se enxergarem.
  • 3. Aproximação visual controlada: O passo seguinte consiste em permitir que os animais se vejam, mas sem interagir diretamente. A tutora sugere o uso de uma porta de vidro ou manter um dos gatos no colo, mantendo o foco em atividades paralelas para que a presença mútua seja percebida com naturalidade.
  • 4. Interação direta gradual: Quando houver neutralidade entre os animais, a recomendação é iniciar brincadeiras no mesmo espaço utilizando o mesmo brinquedo a uma distância segura, permitindo que a aproximação ocorra de forma progressiva.

"Sempre respeitar o tempo, espaço e possível medo que eles possam ter dessa nova interação. Pois se essa fase não for muito bem feita, pode ser irreversível eles se darem bem", alertou.

Deu certo. Hoje, Ariel faz parte da rotina da casa e convive todos os dias com os outros gatos.

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.