Irmãs que chegaram bebês a abrigo viram o irmão ser adotado e, 10 anos depois, seguem esperando: “Zero interessados”
Por Gabriela Leandro em Cães
Há dez anos, duas filhotinhas chegaram ao abrigo da ONG Cãogonhal, na cidade de Congonhal, em Minas Gerais. Na época, Pepê e Nenê ainda eram bebês.
Desde então, muita coisa mudou. As cachorrinhas cresceram, envelheceram e acompanharam a rotina do abrigo, mas uma coisa continua igual: as duas seguem esperando pela oportunidade de ter uma família.
O aplicativo de adoção de animais Hyppet compartilhou a história das irmãzinhas em uma publicação no Instagram que busca encontrar um lar para as duas.
Mas há uma condição importante para a adoção: como passaram a vida inteira lado a lado, Pepê e Nenê procuram uma família que esteja disposta a acolher as duas juntas.
As primeiras moradoras do abrigo
Pepê e Nenê não são apenas duas cachorrinhas que aguardam adoção. Elas fazem parte da própria história da ONG Cãogonhal.
Segundo a instituição, as irmãs foram as primeiras moradoras do abrigo e chegaram quando ainda eram muito pequenas.
Ao longo desses dez anos, cresceram lado a lado e compartilharam praticamente toda a vida no mesmo espaço.
Nesse período, o irmãozinho delas conseguiu ser adotado. Para Pepê e Nenê, no entanto, a oportunidade de conhecer uma família ainda não chegou.
Mesmo depois de tanto tempo, a equipe responsável pelos cuidados das cachorrinhas continua acreditando que esse momento vai acontecer.
Em uma publicação nas redes sociais, a ONG declarou:
"Jamais perderemos a esperança de adoção de Pepê e Nenê!"
A instituição também destacou que as duas já viveram muitas experiências no abrigo e que mantém a expectativa de encontrar uma família disposta a recebê-las.
Uma adoção que precisa ser em dose dupla
Pepê e Nenê são de porte médio e, segundo os responsáveis pelo abrigo, têm temperamento dócil e amoroso.
A ONG também descreve as duas como cachorrinhas comportadas, que convivem juntas desde os primeiros meses de vida.
Por esse motivo, a adoção é conjunta. A intenção é preservar o vínculo construído entre as irmãs ao longo de todos esses anos.
Outro detalhe importante é que a instituição dá preferência a uma família na qual elas sejam as únicas cachorrinhas da casa.
Embora estejam em Congonhal, existe a possibilidade de tentar organizar uma carona solidária para interessados que morem em outras cidades.
Assim, a busca por uma família não precisa ficar restrita ao município onde elas vivem atualmente.
Dez anos de espera e nenhum interessado
A história ganhou nova divulgação por meio do Hyppet.
Na publicação, as cachorrinhas aparecem juntas, enquanto a legenda chama atenção para o fato de que, mesmo depois de uma década no abrigo, continuam aguardando uma família.
A postagem também mobilizou internautas que passaram a torcer pelas duas.
Uma pessoa comentou:
"Que fofurinhas, que encontrem um lar cheio de amor e respeito"
Outra internauta contou que já conheceu as irmãs pessoalmente e demonstrou carinho pelas duas:
"Elas são perfeitas demais!!! Sou apaixonada por elas!!!"
Apesar das mensagens de apoio, a procura por adoção ainda não trouxe o resultado esperado.
Em uma atualização publicada nos comentários, o perfil informou:
"ZERO INTERESSADOS ATÉ AGORA "
O comentário também incentivou as pessoas que não podem adotar a compartilhar o vídeo, para que a história chegue a alguém disposto a acolher as duas.
Como ajudar Pepê e Nenê a encontrar uma família
Depois de vários anos vivendo no abrigo, Pepê e Nenê continuam disponíveis para adoção responsável.
Quem tiver interesse em acolher as duas pode entrar em contato diretamente com a ONG Cãogonhal pelo WhatsApp (35) 99193-5404.
Para quem não pode adotar, compartilhar a história é outra maneira de ajudar.
Afinal, Pepê e Nenê já passaram a vida inteira uma ao lado da outra. Agora, a expectativa é que possam continuar assim, mas com uma família para chamar de sua.
Jornalista formada pela UFSM, mestranda em Comunicação e pós-graduada em Marketing. Gosta de contar histórias, conhecer pessoas e transformar informações em conteúdos que façam sentido. Já experimentou diferentes áreas da comunicação e busca, no dia a dia, novas experiências e maneiras de tornar a comunicação mais próxima e interessante.