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Triste: Cães são encontrados mortos em abrigo da Ucrânia após um mês sem acesso a comida

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A tropa russa invadiu a cidade ucraniana, Borodyanka, e trancaram no abrigo UAnimals cerca de 485 cães, privando-os de comida. Desse número, somente 150 conseguiu sobreviver, sendo que 27 estão em estado crítico.

A cidade que fica ao norte de Kiev foi tomada logo após o início da invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro. O abrigo informou que os cães haviam sido presos nas 'casinhas' pelas forças russas.

Os pobrezinhos permaneceram no local sem água e comida por um mês. Os funcionários conseguiram ter acesso ao abrigo no dia 1º de abril, quando as tropas recuaram.

Em cenas chocantes divulgadas no perfil do Instagram da ONG, é possível ver os voluntários empilhando os cães que morreram devido a situação que foram submetidos.

No mesmo vídeo há cenas de animais mortos mutilados, o que leva a crer que serviram de alimento para aqueles que estavam resistindo ao sofrimento.

"Este é o número de cães... e isso não é tudo, é apenas uma parte", pode-se ouvir uma mulher dizendo entre lágrimas enquanto filmava o triste cenário.

 E continua:

“Estes são os animais de Borodyanka e as consequências da guerra. As consequências da completa indiferença e negligência. Os animais ficaram três a quatro semanas sem comida ou água".

Segundo o Daily Mail, ao chegarem no local, os voluntários encontraram 150 cães vivos, sendo que 27 deles foram transferidos para veterinários locais em estado crítico.

Desconcertados com a situação, a UAnimals anunciou que pagará quase £ 1.300 (R$7.907,98) a qualquer pessoa disposta a resgatar alguns dos animais ainda vivos.

E afrontou a diretora do hospital veterinário de Kiev, Natalya Mazur, por não organizar cuidados adequados ou evacuação para os cães. Além de apresentar uma queixa policial exigindo que as mortes fossem investigadas como crimes de crueldade animal.

Pois foi responsável por cuidar dos animais nos primeiros dias da guerra, e depois deixou apenas um homem para cuidar de toda a matilha.

A UAnimals afirma que esse funcionário deixou os cães para morrer "em agonia" e exigiu que Natalya fosse substituída como diretora do hospital veterinário de Kiev, pois "a atual diretora não pode atuar como gerente e não deve interagir com animais no futuro".

Em defesa, a mulher disse que nos primeiros dias da guerra fez um apelo por doações financeiras para ajudar a entregar alimentos e ajuda aos animais em vários abrigos, mas disse que o transporte dos animais e a organização de evacuações não era possível devido às dificuldades logísticas enfrentadas por uma nação em guerra.