Susto em animais filhotes pode ser fatal; saiba como evitar

Em período de festas, como o Natal, o Réveillon e o Carnaval, é comum que haja preocupação dos donos para com seus pets devido ao excesso de barulhos - como fogos de artifício e músicas no volume alto.

Animais não acostumados a isso podem ficar nervosos, estressados e, em última instância, desesperados, de forma fatal.

Pets idosos e filhotes recém-nascidos correm mais riscos. Segundo especialistas, prender o animal com coleira pode piorar a situação, e não é recomendável. A expressão “morrer de susto” pode ser tornar real com cães, gatos, coelhos, hamsters e outros animais.

Alguns sons artificiais, como batidas de portas e janelas que não estão necessariamente no dia a dia do pet podem agravar uma doença pré-existente.

A médica veterinária e fundadora do grupo Vet Popular, Caroline Mouco Moretti, explica os problemas do susto em animais e o que ele pode causar a longo prazo. “Muito embora a evolução da espécie e a domesticação venham contribuindo com a adaptação, ainda é muito frequente casos de sincopes (desmaios), ou em casos mais raros a morte súbita de animais quando se assustam”, conta.

“Animais mais idosos, que podem ter doenças cardíacas, respiratórias ou neurológicas estão dentre os mais propensos às consequências graves de barulhos altos”, diz. “Em meio a uma situação de susto, agitação ou medo, o pet pode facilmente entrar uma crise, e se não for rapidamente socorrido, poderá ter seu óbito”, explica Caroline.

Os filhotes também correm risco sério, porém em escala menor quando comparado aos idosos. “Animais mais que não estão acostumados nem adaptados a esses episódios de barulho intenso podem sofrer com a situação. Essa mistura de pet não condicionado com tutores inexperientes pode agravar a situação”, diz a veterinária.

Assim, é muito importante manter o pet, seja idoso ou filhote, fora de áreas de risco. “Lugares altos, onde o animal para tentar fugir e facilmente se joga, (sem calcular risco), ou então tutores que deixam o acesso à rua desprotegido, e na tentativa de fuga o pet ser atropelado. Outro caso comum é quando o tutor prende o pet de maneira inapropriada, acreditando ser a melhor opção, e na tentativa de escapar, eles pulam e contorcem a coleira tendo o risco grande de serem enforcados”, alerta Caroline.

Por fim, animais considerados “presas” na natureza, como hamsters, coelhos e chinchilas, podem ir a óbito facilmente, inclusive se manuseado incorretamente por seu dono. “Mexer no animal sem condicionamento adequado, causa um tipo de estresse crônico, que pode ser fatal para esses animais extremamente sensíveis”, finaliza.

Fonte: IG

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Gabriel Pietro

Gabriel Pietro têm 20 anos, é redator e freelancer. Fundou o Projeto Acervo Ciência em 2016, com o objetivo de levar astronomia, filosofia e ciência em geral ao público. Em dois anos, o projeto alcançou milhões de internautas e acumulou 400 mil seguidores no Facebook. Como redator, escreveu para vários sites, como o Sociologia Líquida e o Segredos do Mundo. Ainda não sabe se é de humanas ou exatas, Marvel ou DC, liberal ou social-democrata. Ama cinema, política, ciência, economia e música (indie). Ainda tentando descobrir seu lugar no mundo.

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