Cão ignorado por adotantes por ser 'muito quieto' transforma vida de idosa com Alzheimer após adoção

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em Aqueça o coração

A paulistana Érica Azzem, que reside na cidade de Araraquara, sempre teve cachorros, mas depois que o seu cão chamado Thor da raça labrador faleceu, decidiu não ter outro, pois estava muito sentida com a perda.

Até então ela vivia com sua mãe e a idosa tem Alzheimer. Pesquisando sobre a doença, descobriu que a presença de um pet poderia ser muito benéfica no tratamento. Então em 2018 decidiu adotar uma cachorra.

Em entrevista ao Amo Meu Pet, Érica contou que foi até a Clínica Siciliano, que pertence ao abrigo de animais da prefeitura, em busca de uma fêmea, mas o destino a fez se apaixonar por um cachorro.

Entrando no local, ela se deparou com um cão quietinho e cabisbaixo, a funcionária até chegou lhe dizer: "acho que você não vai querer ele. Ele tem uma cirurgia na perna, não é de correr, pular". Mas ela estava enganada, pois foi aquele filhote chamado Bacalhau que atraiu a sua atenção.

Bacalhau havia sido atropelado e posteriormente abandonado com fratura exposta. Chegou na clínica, necessitando de cirurgia, pois a ferida exposta havia dado “miíase” e de tão fétida, recebeu o nome de Bacalhau.

O pequeno foi operado e teve um longo período de recuperação e quando finalmente estava apto para adoção, ninguém o queria, por conta da sua condição física e também por ser muito quietinho. Isso até Érica o encontrar.

Érica buscava um pet calmo, que não oferecesse risco de queda a sua mãe, Bacalhau se encaixava perfeitamente no perfil da paulistana. Agora, ele tem uma nova vida e o nome que recebeu no abrigo também ficou para trás, hoje ele se chama Max.

"Ele mudou a rotina de casa, ajudou a diminuir a aparente apatia decorrente do Alzheimer na minha mãe, sempre nos recebe feliz, é um baita cãopanheiro", declarou.

O cão se tornou o companheiro da mãe de Érica, sempre juntos, era ele estar de banho tomado que se deitava ao lado da idosa para uma companhia infinita. Até que um dia a parceria findou e ela faleceu. Deixando saudades.

"Ele foi meu chiclete quando minha mãe faleceu e hoje tenho gratidão, pois nos meus piores momentos de luto, ele estava lá, do meu lado, no choro, na dor, enfim...".

Max e Érica são a companhia um do outro. E mesmo com catarata em um dos olhos, o cão continua ativo e repleto de alegria, enchendo a casa de amor. A sintonia dos dois é tamanha que quando Érica sai de casa e não pode levá-lo junto, da rua ela faz uma ligação para Alexa (assistente virtual) e como resposta ele late e uiva, 'um modo dele saber que estou chegando e que não esqueço dele', contou.

Érica finaliza dizendo sobre a adoção: "Eu fui para fazer um bem. E ele nos proporcionou um bem muito maior".

Adotar é tudo de bom!

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