Em viagem, cão desce de carro em lanchonete sem dona ver e mulher nota sumiço 65 km depois

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A internauta Edneia Maria Mendes, que reside no município de Buri, em São Paulo, é tutora do Pistolinha, um adorável cão da raça pinscher. Os dois são unha e carne, é quase impossível Pistolinha ficar longe da dona. Porém, houve uma vez que nessa de não querer se afastar da tutora, o cãozinho quase se perdeu, mas graças a ajuda de um casal tudo terminou bem.

O caso aconteceu em 2019, quando a paulistana foi levar de carro o seu, até então namorado, para casa em Porangaba, que fica a 114 km de Buri e Pistolinha os acompanhou.

Assim que deixou o homem, regressou para sua cidade com o auxílio do GPS. E mesmo assim, por não conhecer o caminho, muitas vezes se perdeu — a ponto de ficar tarde e sentir fome.

Em entrevista ao Amo Meu Pet, Edneia contou serem 23:30 ao chegar na cidade de Itapetininga — a 101 km de casa — quando ela avistou uma lanchonete e parou. "Então perguntei se ainda estavam servindo e se meu parcerinho [cão] poderia me acompanhar".

A dupla se acomodou para aguardar o lanche. Cansado de esperar, Pistolinha saiu para dar umas voltinhas no ambiente e também degustar as sobrinhas que encontrava pelo chão. Após, retornou e sentou-se no lado da tutora.

Então os dois jantaram e Edneia, lembrando da sua outra cachorrinha, pediu um lanche para levar.

"Ao pagar percebi que o cartão não estava comigo. Peguei o lanche e o Pistola no colo e fui até o carro pegar o cartão e guardei o lanche e o meu bebê. Ele deitou no banco de trás e eu retornei para pagar, deixando ele enroladinho na naninha dentro do carro. Fiz o pagamento, voltei para o carro, liguei uma música suave (para não incomodar ele) e seguimos viagem", relembrou.

Havia muita neblina e por volta da 1:00 pararam em um posto de gasolina na cidade de Capão Bonito para irem ao banheiro.

Edneia estacionou e abriu a porta traseira para convidar Pistola para descer, mas ao chamá-lo não houve resposta, nenhum movimento e nem sequer latido, deixando-a apavorada.

Começou a procurar pelo carro, pelo posto, perguntou para o frentista, coração a mil e nada do Pistolinha.

O desespero bateu e se pôs a chorar. Entre lágrimas, relembrou o trajeto, foi então que percebeu que o cão havia ficado na lanchonete.

Ele escapou, no momento que ela voltou até o caixa para pagar o lanche. Pistolinha, ao ver a dona se afastando do carro, conseguiu pular a frestinha da janela, Edneia não viu e ele acabou ficando por lá.

Aflita, pediu ajuda financeira ao frentista, pois como só tinha cartão, precisaria pagar o pedágio novamente — e ela havia saído com o dinheiro contadinho — o homem percebeu o quão preocupada que estava que lhe emprestou.

No retorno, ela viu um posto da Polícia Rodoviária Federal e decidiu parar para pedir ajuda — mesmo desacreditada que algum oficial lhe ajudaria a procurar um cachorro — desceu contou o ocorrido e implorou socorro.

O policial a acalmou e pediu seu número de celular e pediu que ela seguisse viagem em busca do cão e que ficasse calma, pois tudo ficaria bem.

Seguindo a ordem, Edneia continuou a viagem — ainda desacreditada que o oficial a ajudaria — foi então que o celular tocou.

Ao atender, uma mulher se apresentou como a esposa do oficial e que ele lhe havia informado o sumiço do cão. Generosamente, ela se dispôs a ajudá-la a procurar o pet, pois o casal morava na cidade onde o cão havia se perdido.

Emocionada em saber que o homem acordou a esposa durante a madrugada para ajudá-la a encontrar o pet, não negou a ajuda. Então explicou onde era a lanchonete que havia parado para que a mulher pudesse ir procurá-lo. Enquanto isso, ela seguiu viagem até a cidade.

Passou-se um tempo e Edneia recebeu outra ligação, era a mulher avisando haver encontrado Pistolinha. Eram 2:30 quando Edneia se reencontrou com o seu pet. Que alívio!

Bom, depois do susto os dois mataram a saudade com muitos beijos, lambidas e abanos de rabo. E Edneia não poderia ter ficado mais feliz em saber que existem pessoas boas no mundo dispostas a ajudarem o próximo, pois para esse reencontro acontecer precisou do apoio do frentista, do policial e da esposa dele.

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