Creche de cães ajuda adultos com necessidades especiais a desenvolver habilidades profissionais e pessoais

A instituição sem fins lucrativos está localizada em Ohio, nos Estados Unidos

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É com a ajuda de animais que adultos com necessidades especiais aprendem habilidades para a vida ou para o trabalho na cidade de Ohio, nos Estados Unidos.

Tudo começou quando a professora de educação especial do ensino médio, Stephanie Sanzo, decidiu trazer seu cão chamado Karma para trabalhar com ela durante os anos letivos de 2013 e 2014.

Com a presença do animal, a professora observou que os alunos de sua sala sempre buscavam estar perto do canino, que é uma mistura de labrador retriever e golden retriever.

A fascinação causada por Karma inspirou Stephanie e a assistente educacional Megan Ramage a iniciar uma organização sem fins lucrativos chamada Pathways to Independence of Central Ohio.

Localizada na cidade de Columbus, a instituição opera uma creche para cães que visa ensinar adultos com deficiências de desenvolvimento sobre a vida e habilidades profissionais.

A creche atende em média 80 clientes caninos por dia e conta com 16 “estagiários” adultos não remunerados com necessidades especiais, os quais possuem entre 18 e 65 anos.

Os “estagiários” ajudam a equipe do canil a cuidar e limpar os cães enquanto interagem com os animais.

“Este é o lugar feliz deles; é aqui que eles podem vir todos os dias e saber que serão amados, e apoiados. Todo dia é algo novo - todo dia é algo divertido ”, destaca Ramage, de 59 anos.

Na creche, os funcionários do canil e até os clientes ajudam a ensinar aos estagiários sobre comunicação, habilidades sociais e trabalho em equipe.

“Tudo é uma lição de vida. Não sentamos e temos aula, mas tudo o que fazemos é, de alguma forma, moldar, ou formar, algo para ajudá-los no futuro”, disse Stephanie.
“Em última análise, não queremos que todos fiquem aqui. Queremos que aprendam as habilidades e depois as usem para seguir em frente. Esse é o objetivo final”, acrescenta.

Marie Crawford, de 62 anos, é um exemplo entre tantos tutores que levam seu cachorro para a creche desde que esta abriu.

“Eles o amam. São tão legais quando você entra lá. Eles fazem o meu dia”, disse Marie sobre a equipe.

Além de levar seu cão na creche, nos últimos dois anos, seu filho Peter de 31 anos, que tem síndrome de Down, também trabalhou lá dois dias por semana.

“Ele estava muito animado. Mal podia esperar para começar a trabalhar. Ele gosta muito de ir trabalhar”, detalha a mãe.

Assim como Peter, os demais “estagiários” também ficam alegres em trabalhar lá. Entusiasmo este que até os clientes são capazes de perceber quando deixam seus pets na creche.

“A primeira vez que trouxe meu cachorro, sai chorando porque pensei que era tão incrível e você podia sentir tanto amor”, contou a tutora Amy Weirick.

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