Bióloga brasileira que salvou Arara Azul da extinção concorre a prêmio

Há pelo menos trés décadas, a bióloga brasileira Neiva Guedes dedica sua vida às araras-azuis gigantes, um dos símbolos do Pantanal, que até alguns anos atrás corriam o risco real de serem extintas.

A bióloga é uma das grandes responsáveis pela retirada da espécie Anodorhynchus hyacinthinus, a arara-azul-grande, da lista de espécies ameaçadas de extinção, graças ao seu proativo trabalho no Instituto Arara Azul.

O reconhecimento tardou, mas chegou: Neiva irá concorrer ao prêmio Prêmio Faz Diferença, do Jornal O Globo, que "reconhece o trabalho, a dedicação e o talento de brasileiros, que, nas mais diversas áreas de atuação, serviram de inspiração para o país" – e para o mundo! – no ano passado.

“Fiz mestrado em Ciências Florestais e a Arara Azul foi objeto do meu mestrado. Acabou virando um projeto de vida, porque era tão envolvente o trabalho, que acabei dedicando quase 30 anos a ele”, afirmou a bióloga sul-mato-grossense ao jornal O Pantaneiro.

O trabalho de Neiva tem se concentrados nos últimos anos sobretudo na integração e conscientização da comunidade sobre o valor da espécie, buscando incentivar a preservação por parte dos moradores.

“Se eu quisesse apenas concluir o meu mestrado era só coletar os dados e ir embora. Talvez a arara acabasse. Assim, fomos conversando e mostrando para as pessoas o que estávamos estudando, que elas eram privilegiadas de morar junto com as araras e de ter essa convivência harmoniosa com as aves todos os dias. É uma vida muito bacana a do pantaneiro tradicional junto com a natureza, muito harmoniosa”, contou a bióloga à National Geographic.

O trabalho de conscientização é essencial para a prosperidade numérica das araras-azuis-grandes a longo prazo.

“As pessoas convivem com a natureza, mas não estão atentas. Se não contarmos com as crianças que são o futuro, com o tema da natureza, muita coisa pode ser perdida”, afirmou ao portal Ciclo Vivo.

Fonte: >Hypeness

Gabriel Pietro

Gabriel Pietro têm 20 anos, é redator e freelancer. Fundou o Projeto Acervo Ciência em 2016, com o objetivo de levar astronomia, filosofia e ciência em geral ao público. Em dois anos, o projeto alcançou milhões de internautas e acumulou 400 mil seguidores no Facebook. Como redator, escreveu para vários sites, como o Sociologia Líquida e o Segredos do Mundo. Ainda não sabe se é de humanas ou exatas, Marvel ou DC, liberal ou social-democrata. Ama cinema, política, ciência, economia e música (indie). Ainda tentando descobrir seu lugar no mundo.

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