Mistura de fofo com 'tá repreendido': Moradora tenta conversar com ave na porta, mas reação dela apavora internautas

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em Mundo Animal

Imagine abrir a porta de casa e perceber que algo está ali, parado, silencioso e encarando você. Não é um objeto esquecido nem uma sombra projetada pela árvore do quintal.

É um urutau, uma ave rara de ser vista tão de perto, imóvel como se fosse parte da estrutura da casa. Foi exatamente o que aconteceu em 3 de novembro no bairro Coqueiros em Florianópolis, Santa Catarina.

O encontro inesperado virou assunto viral depois que o vídeo publicado pelo perfil Floripa Mil Grau e atribuído à internauta Isa Veiga ultrapassou 7 milhões de visualizações e acumulou centenas de milhares de curtidas e comentários.

A cena começa de forma tranquila com a pessoa se aproximando do animal e tentando conversar com ele. O urutau permanece na soleira da porta e não reage ao movimento humano ao redor.

A situação muda de rumo quando ele abre a boca de forma repentina ocasionando um susto imediato tanto no autor do vídeo quanto nos internautas que estão assistindo.

“Uma mistura de “fofo” com “tá repreendido”.
“Se por acaso cruzarem o caminho com o Urutau não faça mal a ele. Ele é peculiar e até meio assustador mas é uma ave tranquila. E como tem hábitos noturnos as vezes com as luzes pode ficar encandeado e confuso. Tente tirá-lo da sua casa com cuidado pra não machucá-lo. Eles estão em extinção”.
“A boca de sacola me deu um susto kkkkkk”.

Foram alguns dos comentários.

A viralização também abriu espaço para explicações sobre quem é essa ave que tantos viram pela primeira vez no vídeo.

De acordo com o Parque das Aves, o urutau conhecido por nomes como mãe da lua e ave fantasma vive do norte ao sul do Brasil e costuma passar despercebido, mesmo em áreas urbanizadas.

Ele desempenha uma função importante no equilíbrio ambiental por ajudar no controle de insetos que compõem sua dieta.

O encontro gravado em Florianópolis não é comum, mas revela que a fauna silvestre ainda circula por ambientes urbanos ignorando fronteiras estabelecidas pelos humanos.

A partir do episódio, curiosidades sobre o comportamento do urutau passaram a ser compartilhadas por especialistas e por pessoas interessadas em entender melhor esse visitante inesperado.

Uma das características que mais chama atenção é a habilidade de camuflagem. As penas se confundem com troncos e galhos.

Quando está pousado no topo de uma cerca, de um poste ou de uma árvore, o urutau se integra à textura e desaparece aos olhos de quem não está atento. Muitas pessoas escutam o canto da espécie, mas não a veem.

Isso alimentou lendas que associam sua vocalização a mau presságio. A relação entre o som da ave e superstições estimulou medo ao longo dos anos e levou a ataques injustificados contra o animal.

A vocalização do urutau é apenas uma forma de comunicação. Não carrega qualquer significado que prejudique quem o ouvir.

Ao contrário, especialistas afirmam que escutar esse som é um indicativo de que o ecossistema local mantém parte de sua diversidade.

O canto que assusta alguns é fascinante para outros e virou tema de vídeos e trilhas compartilhadas por internautas que tentam desmistificar as crenças que cercam a ave.

Outra curiosidade que ganhou espaço é a imobilidade. O urutau consegue permanecer até doze horas na mesma posição. Essa estratégia reduz a exposição a predadores e reforça a camuflagem.

A postura é tão estável que muitos pensam que o animal está ferido ou doente. Por essa razão algumas pessoas recolhem urutaus sem necessidade.

A recomendação de especialistas é observar antes de intervir. Permanecer parado faz parte da natureza da espécie.

O vídeo registrado em Florianópolis destacou uma terceira característica que surpreende o público.

O urutau enxerga mesmo quando parece estar dormindo. Isso é possível graças a pequenas fendas nas pálpebras que permitem ao animal acompanhar a movimentação ao redor sem abrir totalmente os olhos.

A adaptação garante segurança e mantém a ave alerta durante longos períodos de repouso. Esse detalhe ajuda a explicar por que a aproximação humana pode causar a reação exibida no vídeo que viralizou.

Mesmo imóvel e com aparência tranquila, a ave monitora o ambiente e responde quando sente que algo está próximo demais.

O episódio também reforça discussões sobre convivência entre fauna silvestre e espaços urbanizados. A exposição constante à iluminação artificial confunde espécies noturnas que acabam se aproximando de casas, prédios e quintais.

Biólogos recomendam que, ao encontrar um urutau, a pessoa mantenha distância, evite movimentos bruscos e permita que ele se afaste sozinho.

Caso o animal esteja em local de risco, é indicado acionar órgãos ambientais para garantir uma remoção segura.

O Amo Meu Pet tentou entrar em contato com Isabelle Veiga mas não foi possível obter retorno. O espaço segue aberto para atualizações.

Assista:

Conheça a lenda do Urutau:

Uma jovem indígena, muitas vezes chamada de Nheambiú, se apaixona por um guerreiro de um povo rival.

O ciúme do pai:

O pai da jovem, um chefe poderoso, não permite o relacionamento e, em sua fúria, mata o guerreiro.

A tristeza da filha:

A jovem fica muda de dor e foge para a floresta.

A transformação:

Ao descobrir a morte do amado, sua dor se rompe em gritos de saudade. A força de seu lamento a transforma na ave, enquanto outros ao seu redor viram árvores secas.

O canto eterno:

Por isso, o urutau é conhecido como um pássaro que chora pela perda do seu grande amor e cujo canto, às vezes, é considerado um mau presságio ou sinal de luto.

Você já encontrou essa ave? Conta pra gente nos comentários se já conhecia a espécie.

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.