"Não existem limitações para Matilda": Mesmo sem patas, salsichinha vira símbolo de alegria, energia e vontade de viver
Por Ana Carolina Câmara em Cães
Matilda é uma salsichinha que nasceu linda, saudável e cheia de vida, conquistando todos ao seu redor desde os primeiro instante.
Tudo parecia indicar um começo feliz, daqueles cheios de descobertas e aconchego, mas o destino reservou um desafio imenso para essa pequena.
Infelizmente, Matilda acabou sendo atacada pela própria mãe e, devido à gravidade dos ferimentos, perdeu três patas.
O episódio marcou o início de uma luta intensa pela sobrevivência, exigindo cuidados constantes, força e uma rede de apoio especializada.
Apesar da dor e das limitações físicas impostas tão cedo, Matilda mostrou algo impressionante: uma vontade de viver que surpreendeu a todos que cruzaram seu caminho.
Hoje, ela está sob os cuidados da Cleft Rescue Unit (CRU), uma organização que se dedica ao resgate de filhotes com necessidades especiais, incluindo casos de fenda palatina e outras condições complexas.
Na CRU, Matilda recebeu não apenas atendimento veterinário especializado, mas também amor e paciência. Cada avanço, por menor que pareça, é celebrado como uma grande vitória.
Mesmo sem as patinhas, Matilda segue mostrando que deficiência não define limites. Com apoio, adaptações e muito carinho, ela escreve diariamente uma história de superação, inspirando pessoas ao redor do mundo a enxergarem além das dificuldades e acreditarem no poder do cuidado e da compaixão.
Matilda, uma pequena guerreira
Matilda tinha apenas um dia de vida quando foi atacada pela mãe e sofreu ferimentos gravíssimos — um comportamento raro, mas que pode ocorrer por diversos motivos ligados ao instinto e à condição da mãe.
Segundo explicações veterinárias sobre comportamento materno em cães, ataques ou até infanticídio (quando a mãe fere ou mata seus próprios filhotes) podem surgir em situações específicas, especialmente nas primeiras horas ou dias após o parto.
Cães podem mostrar agressão às crias por fatores como stress, dor, insegurança, inexperiência materna ou até por não reconhecer corretamente os filhotes como seus. Em casos de fêmeas muito jovens, nervosas ou primíparas (na primeira ninhada), a falta de experiência pode resultar em comportamentos inadequados, inclusive ataques aos filhotes, que não representam o cuidado que se espera de uma mãe com instinto forte.
A agressão materna em cães também pode ser desencadeada por um ambiente percebido como hostil ou estressante, falta de espaço adequado para o ninho, barulho excessivo ou medo, que fazem a mãe reagir de forma defensiva ou imprudente. Quando um filhote é fraco ou apresenta sinais de doença, alguns instintos animais primitivos — mesmo em cães domésticos — podem levar a mãe a rejeitá-lo ou, em casos extremos, atacá-lo, como uma forma de “conservação de energia” para cuidar dos demais.
Esse tipo de comportamento é relativamente incomum, mas reconhecido pela medicina veterinária e é classificado como um problema de comportamento materno que requer observação e intervenção quando ocorre.
Foi então que, em outubro de 2025, Matilda chegou à CRU e, desde o primeiro dia, passou a maravilhar toda a equipe com sua energia, força e vontade de viver.
Veja:
Em entrevista ao We Love Animals, uma voluntária da CRU contou que muitas pessoas costumam questionar como será a qualidade de vida da Matilda no futuro. No entanto, segundo ela, basta olhar para a alegria da salsichinha para encontrar a resposta.
“Essa cachorrinha é uma verdadeira figura: cheia de marra, energia e vontade de viver. Ela corre, se movimenta e parece pular por toda a nossa casa”, contou a voluntária.
Matilda tem apenas uma patinha inteira, mas isso não a impede de brincar, explorar o ambiente, se movimentar com confiança e demonstrar uma alegria contagiante, provando todos os dias que suas limitações físicas não definem quem ela é nem o tamanho da sua vontade de viver.
"A maneira como ela se move é incrível, tão fofa (considerando a condição dela). Será que os irmãos dela são tão atrevidos e selvagens quanto ela? Eu simplesmente amo a personalidade dela! ", declarou uma internauta.
Confira:
Essa lindinha adora carinho e, quando vê seu humano favorito, então… não se contém: corre do jeitinho dela, cheia de entusiasmo, até se jogar de barriga para cima, pedindo cafuné e atenção como se aquele fosse o melhor momento do dia.
Assista:
Não existem limitações para Matilda — apenas adaptações, aprendizados e uma vontade imensa de viver, que ela demonstra todos os dias ao transformar desafios em alegria e carinho.
Veja Matilda abaixo, no primeiro dia de 2026, esbanjando alegria, energia e uma coragem que impressiona. O vídeo mostra como ela encara a vida com entusiasmo, transformando cada movimento em uma celebração.
A cena emocionou quem acompanhou, rendendo comentários cheios de admiração.
“Chegando em 2026 como a Matilda, rápida e destemida”, escreveu uma internauta, resumindo perfeitamente a força da salsichinha.
Outra destacou:
“Matilda entrando em 2026 com tudo”.
Repercutiu
A história de Matilda, compartilhada no perfil do Instagram do We Love Animals (@weloveanimals_newsner) no dia 26 de dezembro, rapidamente conquistou o público e se espalhou pelas redes sociais.
A publicação ultrapassou 492 mil visualizações e reuniu milhares de comentários, muitos deles carregados de emoção, admiração e carinho pela pequena salsichinha.
Entre as mensagens deixadas pelos internautas, o sentimento era quase unânime.
“Matilda é tão doce, engraçada e amigável, ela é maravilhosa”, escreveu uma seguidora, resumindo o que muitos sentiram ao conhecer sua história.
Outro comentário reforçou a mesma impressão, destacando o quanto a cachorrinha transmite alegria mesmo diante de tantos desafios.
Já uma internauta compartilhou uma reflexão tocante: “Meu Deus, que coisinha mais linda! Sinceramente, o que me chamou a atenção primeiro foi a fofura, e não as diferenças. Que querida e resiliente!”.
Assista:
Matilda inspira, emociona e faz com que muitas pessoas repensem o conceito de limitação, enxergando antes de tudo a personalidade, a energia e a vontade de viver que ela carrega.
Redatora e apresentadora do Canal Amo Meu Pet.
Com formação em Design de Produtos e especialização em Design de Interiores pela Universidade de Passo Fundo, a Ana encontrou sua verdadeira paixão ao unir criatividade, comunicação e o amor pelos animais.
Apaixonada por contar histórias que tocam o coração, ela estudou Escrita Criativa com o escritor Samer Agi e participa do programa JournalismAI Discovery, organizado pela Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres e a Iniciativa de Notícias do Google, buscando se aprofundar no universo digital.
Hoje, dedica-se a produção de conteúdos que informam, emocionam, conscientizam e arrancam sorrisos.







