Jovem desiste de adotar cães de raça ao encontrar vira-lata abandonado em estação: "Não podia deixar ele ali"

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O dia 21 de janeiro começou com o planejamento de uma busca criteriosa por um novo animal de estimação para o fotógrafo e filmmaker José Lucas.

Morando sozinho em São Paulo, ele mantinha o desejo de adotar um cachorro que atendesse a requisitos específicos de porte e estética para se adequar à rotina em seu apartamento.

O processo envolvia pesquisas sobre linhagens e características comportamentais de determinadas raças.

No entanto, o roteiro traçado pelo profissional foi interrompido por um vira-lata de pelagem caramelo que aguardava amarrado em uma estação de trem da capital.

A situação de vulnerabilidade do animal, deixado para trás por dois homens, transformou o que seria um retorno comum do trabalho em uma ação de resgate imediata.

José Lucas deparou-se com o cachorro sob os cuidados temporários de uma jovem chamada Ana Carol Emmerick, que tentava garantir a segurança do bicho.

O animal apresentava um comportamento de espera, permanecendo no local como se aguardasse o retorno daqueles que o abandonaram. A cena ocorreu em um momento de temperatura em declínio, registrando 16 graus na cidade.

Diante do cenário de abandono, a primeira reação do fotógrafo foi buscar auxílio institucionalizado para o animal. O contato com organizações não governamentais e órgãos de proteção animal revelou uma lacuna no atendimento de emergência.

As instituições consultadas informaram um prazo de espera de até três dias para realizar o recolhimento do cão.

A inviabilidade de deixar o animal exposto ao frio e à própria sorte na estação por mais 72 horas forçou uma mudança de postura por parte de José Lucas.

O fotógrafo relata que, minutos antes de encontrar o animal, ele consumia um pastel e trocava mensagens com abrigos sobre cachorros disponíveis para adoção que se encaixassem no perfil desejado.

Foi então que tudo mudou! Encontrar o cão precisando de socorro imediato gerou um questionamento sobre a urgência do acolhimento.

A impossibilidade de contar com o suporte de uma ONG no tempo necessário tornou-se o catalisador para a decisão de levar o cachorro para casa.

A rede de apoio formada no local contou com o conhecimento técnico de Carol, estudante de Medicina Veterinária.

Ela realizou uma triagem preliminar no animal, identificando sinais que sugeriam a ocorrência de maus-tratos prévios ao episódio da estação.

A análise de uma futura profissional da área trouxe segurança para os primeiros passos pós-resgate, garantindo que o cão recebesse a atenção devida antes mesmo de chegar ao novo lar.

Com a decisão pela guarda, o animal foi encaminhado para cuidados básicos de saúde e higiene.

A dupla adquiriu medicamentos e anti-inflamatórios em uma farmácia veterinária para tratar possíveis complicações decorrentes da exposição prolongada e do abandono.

Na sequência, o cachorro passou por um processo de higienização completa em um pet shop, etapa fundamental para a remoção de parasitas e avaliação da integridade física da pele e das patas, comumente afetadas pela vida nas ruas.

Mudança de perspectiva sobre o ato de adotar

A convivência com o cão, agora batizado de Aladdin, trouxe uma nova compreensão para o fotógrafo sobre os vínculos entre humanos e animais.

José Lucas reflete que o processo de escolha, antes pautado por critérios estéticos e conveniências de espaço, foi substituído por uma conexão baseada na necessidade mútua e na empatia.

O jovem destacou no vídeo publicado no Instagram que a ideia de escolher um animal foi invertida pela circunstância, sentindo que foi, na verdade, escolhido pelo cachorro no meio da rotina urbana.

Integração e o cotidiano no novo lar

A chegada de Aladdin ao apartamento de José Lucas marca o fim de um ciclo de incertezas para o animal.

A rotina agora é preenchida por cuidados diários e pela construção de um histórico de convivência que ignora os padrões de raça inicialmente buscados pelo fotógrafo.

O animal apresenta boa recuperação e adaptação ao novo ambiente, demonstrando que a prontidão para o acolhimento superou as barreiras logísticas de espaço que antes preocupavam o tutor.

A publicação obteve mais de 200 mil visualizações, 40 mil curtidas e 3.988 comentários.

“Muuuito obrigada pela ajuda, você é incrível e tem um coração enorme!! Desde o momento que você me encontrou, vocês dois se escolheram. Obrigada por tudo, vocês vão ser extremamente felizes e eu continuo sendo madrasta nas horas vagaaas KKKK”, comentou Ana Carol Emmerick quem estava cuidando do pet.
“Eu tenho certeza que vcs serão muito felizes juntos!”, disse uma internauta.
“Aleluia, aleluia, aleluia!!! Obrigada, Senhor!!! José Lucas, eu oro frequentemente para que Deus coloque anjos na vida daqueles animais que sofrem maus tratos ou são abandonados. Você foi um anjo... e agora é um papai. Deus abençoe muito essa amizade com muito amor!!!! Gratidão por me dar essa magnífica notícia!!!!”, acrescentou uma terceira.

Confira abaixo:

Inclusive, Aladdin ganhou um perfil no Instagram e já conta com 3 mil seguidores. Para acompanhar a rotina do caramelo basta acessar @principe.aladdin_.

O abandono de animais é um problema grave e um crime no Brasil, com mais de 30 milhões de cães e gatos vivendo nas ruas. Abandonar ou maltratar animais prevê pena de 2 a 5 anos de prisão, além de multa, sendo essencial denunciar em delegacias ou através do 0800-600-6428.

Adoção responsável e conscientização são fundamentais para combater esse cenário, frequentemente causado por mudanças de residência ou dificuldades financeiras.

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.