“Será que alguém vai me amar?”: Com olhar triste, filhote para adoção comove ao pedir uma família

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em Aqueça o coração

Nariz manchadinho, orelhas caídas e um olhar que parece carregar todas as dores do mundo.

Foi assim que Narizinho conquistou milhares de pessoas nas redes sociais e arrancou suspiros, lágrimas e uma enorme vontade coletiva de abraçá-lo.

O filhote para adoção foi apresentado recentemente pela protetora Deise Falci, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

O charme do nariz pintadinho já chamava atenção, mas foi a expressão do pequeno que realmente derreteu corações.

Encolhido em um cantinho, tentando ocupar o menor espaço possível, Narizinho parecia pedir desculpa por existir. Ainda assim, seus olhos carregavam a esperança de ser amado.

Um olhar que diz tudo, sem precisar de palavras

No vídeo compartilhado por Deise no Instagram, o filhote aparece visivelmente assustado.

O corpinho encolhido denuncia o medo, enquanto o olhar parece perguntar se, em algum momento, alguém vai enxergá-lo de verdade.

“O medo da rejeição. Eles sentem tudo”, escreveu a protetora na legenda, resumindo em poucas palavras aquilo que quem convive com animais resgatados conhece bem.

Em seguida, Deise decidiu dar voz ao próprio Narizinho, escrevendo o texto do ponto de vista do filhote:

“Será que um dia vou ser amado? Alguém vai me amar um dia? Queria estar brincando, dinda.”

Na sequência, ela pergunta: “quem é que vai adotar ele pra não ficar com essa cara de tristonho?”

A internet respondeu… e respondeu rápido

Se a intenção era tocar o coração das pessoas, deu muito certo.

A publicação rapidamente viralizou e já soma mais de 53,9 mil curtidas e 2,4 mil comentários, com uma enxurrada de mensagens de amor e pessoas interessadas em adotar.

“Ô, meu deuzuduceu! Coisa mais amada! Vai chover adotantes!!!!”, escreveu uma internauta. E a previsão parecia correta.
“Como dói ver esses olhinhos tristes!”, disse uma pessoa.
“Meu Deus, como é lindo! Esse nariz pintadinho”, escreveu outra.
“Narizinho, nós te amamos e torcemos pra que tenhas uma família muuuuuuuito especial”, desejou mais alguém.

Na legenda, Deise apresentou as informações básicas do cãozinho:

“Eles sentem tudo! Quem vai mudar o destino do Narizinho?

  • Bebê mix collie super calmo e tranquilo
  • 3 meses
  • Vacinado
  • Porte M”

Agora, a esperança é que, muito em breve, aquele olhar vindo diretamente da “Coitadolândia” dê lugar a um sorriso de cachorro seguro, amado e em casa.

O impacto emocional do abandono

Apesar da fofura, o caso de Narizinho também escancara uma realidade dura. Filhotes resgatados, mesmo muito novos, carregam marcas emocionais.

O medo, a insegurança e o receio de rejeição fazem parte do processo e isso não desaparece magicamente no primeiro dia em um novo lar.

É justamente aí que entra um ponto fundamental para quem se encanta com histórias como essa: a adaptação leva tempo.

Regra 3-3-3: entendendo o tempo do cachorro adotado

Segundo a treinadora Jess, do projeto Jess’ Dog Training, a chamada regra 3-3-3 ajuda tutores a entenderem melhor o que um cão, seja ele filhote ou adulto, passa após a adoção.

A regra funciona como uma diretriz geral e representa três fases importantes: 3 dias, 3 semanas e 3 meses após a chegada ao novo lar.

Cada cão tem seu próprio ritmo, mas esses marcos ajudam a criar expectativas realistas.

Nos primeiros 3 dias: medo e sobrecarga

Nos primeiros dias, o cachorro costuma estar sobrecarregado emocionalmente. É comum que ele:

  • Se mostre assustado ou retraído
  • Evite contato
  • Não coma ou beba direito
  • Durma bastante
  • Procure um espaço seguro
  • Teste limites

Nessa fase, o cão ainda não se sente à vontade para ser ele mesmo.

Após 3 semanas: começando a baixar a guarda

Com cerca de três semanas, o cachorro começa a entender a rotina da casa. Ele passa a:

  • Se sentir mais confortável
  • Reconhecer horários e pessoas
  • Mostrar pequenos traços de personalidade
  • Entender que aquele lugar pode ser definitivo

É também nessa fase que alguns comportamentos indesejados podem surgir, como xixi fora do lugar ou desobediência básica.

Após 3 meses: confiança e vínculo

Depois de três meses, o cachorro geralmente se sente em casa. Ele já:

  • Confia no tutor
  • Desenvolveu um senso de segurança
  • Está confortável para ser quem realmente é
  • Criou vínculo com a família

Segundo Jess, é comum que tutores confundam esse momento com “regressão”, quando, na verdade, o cão só se sente seguro o suficiente para se mostrar por completo.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.