"Parecia só um ruído comum": Homem segue seu instinto, quebra a parede e descobre animalzinho lutando para sobreviver

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em Mundo Animal

Era um dia aparentemente comum na vida de Hélio Barbosa quando, sem qualquer aviso, algo inesperado transformou completamente sua rotina.

Em meio às tarefas do dia a dia, ele percebeu um barulho estranho vindo da parede, quase imperceptível no início, como se fosse apenas um ruído passageiro.

No primeiro momento, Hélio tentou ignorar. Pensou que pudesse ser apenas o vento, algum estalo da estrutura ou até um som comum da casa.

Mas, com o passar das horas, o barulho persistia. E mais do que isso: ficava cada vez mais frequente. A inquietação começou a tomar conta.

Com o coração apertado, ele passou a imaginar que algum animal pudesse estar preso ali, sem conseguir pedir ajuda de outra forma. A ideia de que uma vida estivesse em perigo dentro da própria casa não saía de sua mente.

Movido pela preocupação, Hélio decidiu agir. Sem pensar duas vezes, começou a investigar de onde vinha o som. Subiu no telhado, retirou algumas telhas e observou com atenção. No primeiro dia, não encontrou nada. Ainda assim, o incômodo continuava.

No dia seguinte, ao ouvir novamente os barulhos, desta vez vindos de um caixote de gesso próximo ao rodapé, ele teve certeza de que precisava intervir.

“Eu escutava uns barulhos bem baixinho. Subi no telhado, tirei telhas e não vi nada. No outro dia ouvi de novo e decidi abrir”, contou.

Com uma talhadeira e um martelo nas mãos, Hélio começou a quebrar cuidadosamente a parede. Cada golpe era dado com paciência, para não machucar quem quer que estivesse ali dentro. O silêncio era quebrado apenas pelo som da ferramenta e pela expectativa do que iria surgir.

Até que, de repente, algo se mexeu.

Entre os pedaços de gesso e concreto, apareceu uma pequena corujinha, frágil, assustada e desorientada. A ave estava presa naquele espaço sem conseguir sair sozinha.

“Ela estava desesperada. Eu ouvi os barulhos e abri, mas não imaginava que seria uma corujinha”, relatou.

A cena emocionou Hélio. Ele percebeu que, se não tivesse agido a tempo, o filhote provavelmente não teria sobrevivido. Aquele som discreto escondia um verdadeiro pedido de socorro.

Sensibilizado, ele filmou todo o resgate e compartilhou o momento em seu TikTok, @heliobarbosa40, no dia 17 de janeiro, com a legenda: “Olha só o que resgatei hoje aqui em casa”.

O vídeo rapidamente chamou atenção e recebeu milhares de comentários. Uma internauta escreveu: “Tadinha, tá com medo… corujas buraqueiras são dóceis. Parabéns pela atitude, ela ia morrer ali.” Hélio respondeu: “Sempre aparece filhote por aqui. A gente trata e solta.”

Outros brincaram: “Agora você é pedagogo”, fazendo referência à coruja como símbolo da pedagogia. E houve ainda quem comentasse, em tom divertido: “Ela acordando sem entender nada: ‘Que barulheira é essa na minha casa, gente?’”.

Assista:

Mais do que um simples resgate, a atitude de Hélio mostrou, na prática, como atenção, empatia e sensibilidade são capazes de salvar vidas.

Aquilo que poderia ser apenas mais um ruído ignorado acabou se transformando em um gesto de amor, responsabilidade e respeito pela natureza.

Um barulho aparentemente sem importância poderia ter terminado em tragédia. Bastava fechar os olhos, fingir que não ouviu e seguir a rotina.

Mas Hélio escolheu agir. E, graças à sua iniciativa, aquela pequena coruja ganhou uma nova chance de viver, longe do perigo.

Muita gente passou a se perguntar: como uma corujinha foi parar dentro da parede?

Segundo Hélio, a explicação mais provável é que o filhote tenha entrado pelo cano que passa pelo telhado, talvez em busca de abrigo ou proteção. Sem conseguir sair, acabou ficando preso naquele espaço apertado, dependendo totalmente de alguém para resgatá-la.

Após o resgate, a ave foi alimentada, recebeu cuidado e pôde se recuperar. Pouco tempo depois, mais forte e tranquila, abriu as asas e alçou voo, seguindo livre rumo ao céu.

Emocionado, Hélio ainda publicou outro vídeo mostrando a corujinha se alimentando. Nos comentários, uma seguidora escreveu:

“A tendência é ela lembrar que aí encontrou cuidado, foi bem tratada e voltar.”

Outro internauta completou, em tom carinhoso:

“Ela vai te adotar como protetor e vai voltar. Posta pra nós ver!”

Assista:

No fim, aquela corujinha não ganhou apenas liberdade. Ganhou uma história marcada por humanidade e a certeza de que ainda existem pessoas boas no mundo.

Outro resgate

Em novembro de 2025, uma mulher ouviu algo incomum vindo do banheiro de casa. No início, pensou ser o encanamento.

Mas, ao encostar o ouvido na parede, percebeu que não eram canos — eram miados finos e insistentes, como um verdadeiro pedido de socorro ecoando de dentro da estrutura.Sem hesitar, ela acionou a Fundação Kirkland, organização de resgate animal na Califórnia. O relato parecia inacreditável: “Tem gatinhos chorando dentro da minha parede.” Mas, surpreendentemente, não era um caso isolado.

Ao chegarem, os socorristas confirmaram o impensável: dois filhotes haviam caído do sótão e escorregado por uma fresta entre as paredes, ficando presos atrás do vaso sanitário e da pia. O único jeito de salvá-los? Abrir a parede.

Entre marteladas e miados, um pequeno focinho cinza surgiu em meio à poeira. O primeiro gatinho foi retirado assustado, mas saudável.

Assista:

O segundo exigiu ainda mais cuidado — estava preso atrás da pia. Mais um pedaço de parede precisou ser aberto até que ele também fosse resgatado, coberto de pó, porém com os olhos brilhando.

O banheiro ficou destruído. Mas os filhotes estavam vivos.

Levados para avaliação, os pequenos precisaram apenas de água, alimento e descanso. Agora estão seguros, confortáveis e aguardando adoção, prontos para transformar susto em recomeço.

A história reforça algo que tutores já sabem: a curiosidade felina é encantadora — e perigosa. Se existe um espaço apertado, o gato vai explorar. Por isso, segurança em casa é fundamental.

Redatora e apresentadora do Canal Amo Meu Pet.

Com formação em Design de Produtos e especialização em Design de Interiores pela Universidade de Passo Fundo, a Ana encontrou sua verdadeira paixão ao unir criatividade, comunicação e o amor pelos animais.

Apaixonada por contar histórias que tocam o coração, ela estudou Escrita Criativa com o escritor Samer Agi e participa do programa JournalismAI Discovery, organizado pela Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres e a Iniciativa de Notícias do Google, buscando se aprofundar no universo digital.

Hoje, dedica-se a produção de conteúdos que informam, emocionam, conscientizam e arrancam sorrisos.