“Vou sentar com você”: Cão de rua se posiciona como cliente em cafeteria, homem o acompanha — e isso muda sua vida para sempre
Por Larissa Soares em Aqueça o coração
Alan, que trabalha em uma cafeteria bistrô em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, já está acostumado a ver cães de rua circulando pela região, pedindo um lanche ou um carinho aos clientes mais generosos.
Mas no dia 29 de janeiro, um cão deixou ele e milhares de pessoas na internet rindo.
Em vez de ficar na porta ou rondando as mesas, o cachorro simplesmente sentou em uma cadeira. E esperou.
Um cliente muito educado
No vídeo publicado no TikTok (@alandevestoficial), que já ultrapassou 829 mil visualizações e soma mais de 139 mil curtidas, Alan, incrédulo, filma a cena: “Olha isso!”
O cão está acomodado na cadeira, postura ereta, quieto, como se estivesse aguardando o garçom trazer o cardápio.
“Ele já pediu o capuccino dele, já pediu o sanduíche e ninguém atendeu”, brinca Alan. “Acho que eu vou sentar contigo então.”
A expressão do cachorro é impagável. Um misto de seriedade e leve indignação, como quem pensa: "Quero meu lanche.”
Nos comentários, os internautas refletiram sobre o que levou o cão a sentar ali:
“Ele aprendeu que as pessoas se sentam ali e comem, ele está tentando fazer igual”, disse uma pessoa.
Outros imaginaram os pensamentos dele:
“Dog: Não dei autorização da exibição da minha imagem, quero apenas meu lanche.”
E, claro, não faltaram pedidos: “Adota ele!”
Entre a vontade e a responsabilidade
Diante da enxurrada de comentários pedindo adoção, Alan foi sincero. Disse que estava “desenrolando com a esposa”, mas que já tinha outro cachorro em casa, o Bobi, e que os custos são altos.
“Mas quem sabe”, respondeu.
Em outro dia, o cachorro voltou ao local. Mais uma vez, educado, esperto, observador. Alan já estava encantado com o novo amigo.
No dia 9 de fevereiro, o visitante apareceu novamente e já tinha até nome: Doguinho.
Foi quando Alan anunciou que iria levá-lo para casa e começar a cuidar dele.
Cuidados ao adotar um cão das ruas
Por trás da cena divertida, existe uma realidade séria: adotar um cão que viveu nas ruas exige planejamento, responsabilidade e alguns cuidados fundamentais.
Antes de levar para casa: o primeiro passo é o veterinário
Segundo orientações do site veterinário PetCareRx, o primeiro passo ao adotar um cão de rua é levá-lo ao veterinário para uma avaliação completa.
É fundamental verificar se o animal está saudável, atualizar vacinas e investigar a presença de parasitas.
Pulgas, carrapatos e vermes são comuns em cães que vivem nas ruas e precisam ser tratados rapidamente para evitar complicações e contaminação de outros animais.
O veterinário também pode orientar sobre medicamentos, alimentação adequada e exames necessários.
Fique atento aos sinais de doença
Cães resgatados podem apresentar problemas de saúde que não são visíveis à primeira vista. A observação cuidadosa nas primeiras semanas é essencial.
Tosse persistente, dificuldade para respirar, vômito, diarreia ou perda de apetite são sinais que exigem atenção.
Além disso, alergias de pele, muitas vezes causadas por pulgas ou fatores ambientais, também são comuns e precisam de acompanhamento profissional.
Adotar é um ato de amor, mas também é um compromisso com o bem-estar físico do animal.
Tempo, paciência e adaptação
Outro ponto destacado por especialistas é a importância de dar tempo para o cão se adaptar ao novo ambiente.
Um animal que viveu nas ruas pode estar acostumado a sobreviver sozinho. Sons domésticos, rotina fixa, contato constante com humanos são novidades.
Dar espaço, estabelecer limites com delicadeza e usar reforço positivo no treinamento fazem toda a diferença.
A consistência ajuda o cão a entender que agora ele está seguro.
Alimentação e rotina adequada
Garantir que o cachorro esteja comendo a quantidade certa de alimento é outro cuidado importante.
A necessidade calórica varia conforme idade, porte e nível de atividade. Um cão jovem e ativo pode precisar de mais energia do que um adulto mais tranquilo.
Estabelecer horários fixos para alimentação e passeios também contribui para que o animal se sinta seguro e confiante.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.







