"Nunca imaginei ajudar um animal tão lindo": Jovem salva filhotinho de beija-flor e vê ele se tornar ave belíssima
Por Beatriz Menezes em Aqueça o coração
O que começou como um encontro inesperado em uma calçada comum transformou-se em uma missão de dedicação integral para uma jovem que cuidava somente de um cão.
Ao encontrar um filhote de beija-flor caído no asfalto, sem conseguir voar e vulnerável a diversos perigos, ela decidiu intervir imediatamente.
O resgate, movido puramente pela empatia, não estava nos planos da jovem, que agora completa um mês de cuidados intensivos com a pequena ave.
A saga da recuperação é compartilhada no perfil do Instagram de seu cão, o vira-lata Duke, que possui mais de 3 mil seguidores.
A tutora utiliza a plataforma para documentar os desafios de manter o animal vivo e saudável.
“Nunca na vida imaginei que pudesse ter a oportunidade de ajudar na recuperação de um animal tão lindo como ele”, desabafou em na publicação que comoveu os internautas.
O vídeo do resgate publicado em 18 de fevereiro conta com 13 mil visualizações, 900 curtidas e 23 comentários.
“Passei pela mesma experiência, fiquei com ele por 1 mês e meio, o meu cachorrinho lorenzo também fez parte do processo como o duke. Cuidei dele com néctar também, foi crescendo e aprendendo a voar, quando percebi que era a hora soltei ele na minha floricultura, espero que ele tenha se saído bem, foi uma baita experiência e um apego enorme”.
“Esse bebezinho tá firme, forte e lindo”.
“Eu fiz o mesmo, agora eles voltam no meu bebedouro”.
São alguns dos comentários.
Confira abaixo:
O desafio dos primeiros cuidados
A jornada de salvamento exigiu paciência e uma rotina rigorosa. Logo após o resgate, a jovem notou que o beija-flor apresentava pontos de larvas pelo corpo, uma condição parasitária perigosa para aves debilitadas.
Além da limpeza minuciosa, o maior obstáculo inicial foi a alimentação. Por ser muito pequeno, o filhote não compreendia o reflexo natural de abrir o bico para receber comida ou água.
A solução encontrada foi o uso de uma seringa. A cuidadora chegou a colher flores naturais para instigar o consumo de néctar, mas o pássaro não reagiu bem ao método.
A alternativa foi o preparo de néctar artificial, oferecido em intervalos curtos de apenas 30 minutos.
Devido ao metabolismo acelerado da espécie, o beija-flor não pode ficar longos períodos sem se alimentar, o que obrigou a jovem a manter a ave sob vigilância constante durante todo o dia.
Convivência e reabilitação doméstica
Um aspecto que gera curiosidade entre os seguidores é a interação entre o beija-flor e o cão da casa. Duke, o vira-lata caramelo, precisou ser adaptado à presença do novo hóspede. Por ser um cachorro com instinto caçador, o monitoramento foi rigoroso no início.
No entanto, o cão demonstrou respeito ao espaço da ave, embora vídeos recentes mostrem que ele desenvolveu um certo ciúme ao observar o pássaro recebendo atenção e carinho da dona.
Atualmente, o beija-flor vive 100% livre dentro de casa, sem o uso de gaiolas que pudessem restringir seus movimentos ou danificar a plumagem.
Ele utiliza os móveis e até o corpo da tutora para escalar e praticar pequenos saltos.
Estímulos naturais, como banhos de sol e de chuva controlados, são aplicados para que o animal recupere os instintos necessários para a vida selvagem e fortaleça a musculatura das asas e da cauda.
O caminho para a liberdade
A recuperação avançou significativamente nas últimas semanas. O pássaro já passou pela troca de penas e demonstra agilidade ao usar o bico para buscar alimentos.
A jovem reforça que o objetivo final é a soltura, garantindo que a ave tenha um ambiente seguro contra predadores enquanto ainda não possui sustentação total para o voo autônomo.
A cuidadora também confirmou que entrou em contato com os órgãos ambientais da cidade para assegurar que todo o processo de reabilitação esteja correto.
A expectativa é que, em breve, o pequeno Duke possa finalmente retornar ao seu habitat natural. Para acompanhar atualizações siga dukeperalta no Instagram.










