“Disseram que era só um gato, mas para mim era vida”: Decisão muda destino de filhote e ele retribui da melhor maneira
Por Ana Carolina Câmara em Gatos
Vivi é um gatinho tetraplégico que encontrou amor e cuidado nos braços da fotógrafa Denise Limoeiro, que decidiu transformar sua história e provar que nenhuma limitação é maior do que o carinho, a paciência e a dedicação.
A aposentada Célia Regina, que vive na cidade de São Paulo e é amiga de Denise, entrou em contato com o Amo Meu Pet para compartilhar um pouquinho dessa história que emociona desde o primeiro momento.
Segundo ela, Vivi não apenas ganhou uma nova chance, como também passou a ensinar, todos os dias, o verdadeiro significado de superação e amor incondicional.
A história de Vivi
Vivi é um gatinho que nasceu com má-formação nas patas dianteiras, na coluna e no pescoço, na cidade de Serra dos Aimorés, em Minas Gerais — uma condição rara que exige atenção constante desde os primeiros dias de vida.
Desde o início, sua trajetória foi marcada por desafios que colocariam à prova não apenas sua resistência, mas também o amor de quem decidiu não desistir dele.
Diante desse cenário delicado, Denise assumiu todos os cuidados com dedicação e sensibilidade. Foi ela quem garantiu sua sobrevivência ao alimentá-lo manualmente ainda filhote, acompanhando de perto cada pequeno avanço, por menor que parecesse.
Cada respiração tranquila, cada movimento mínimo, tudo era celebrado como uma conquista.
A história começou no Carnaval de 2024, na madrugada de 10 de fevereiro, quando a gata Malhadinha deu à luz cinco filhotes.
Na manhã seguinte, ao verificar a caixinha onde estavam os bebês, Denise percebeu algo diferente. Em um cantinho, havia um filhotinho minúsculo, magro e ainda molhado — provavelmente o último a nascer.
Mas não era apenas o tamanho que chamava atenção. Ao observá-lo melhor, veio o susto: ele não se movia como os irmãos. Havia algo errado.
“Naquele momento vieram o medo e a preocupação pela vida daquele ser tão frágil”, contou Regina. “Mas também surgiu uma certeza: era preciso lutar por aquela vidinha.”
Por ser feriado de Carnaval, não havia veterinários disponíveis. Denise precisou agir por conta própria, guiada apenas pelo instinto e pelo amor.
Durante dez dias seguidos, a cada duas horas, colocava o pequeno perto da mãe para tentar mamar. Quando isso não era suficiente, passou a alimentá-lo com fórmula especial, garantindo que ele tivesse forças para continuar.
Com o passar dos dias, a preocupação só aumentava. Para monitorá-lo de perto, Denise passou a colocá-lo para dormir ao seu lado. Assim, conseguia observar cada reação, cada sinal de melhora ou alerta.
“Foram muitas noites mal dormidas, dores na coluna e um grande cansaço”, relembra Regina.
Mesmo diante do desgaste físico e emocional, Denise não recuou. Pelo contrário, seguiu firme, mesmo quando ouviu críticas de pessoas que não entendiam sua escolha.
Para alguns, era “apenas um gato”. Para ela, era vida, era responsabilidade, era família.
E foi assim, dia após dia, entre incertezas e esperança, que Vivi começou a escrever uma história que prova que o amor não mede esforços — ele simplesmente permanece.
Assista:
Amor sem medidas
Hoje, Vivi tem dois anos e continua sendo cuidado com muito amor, atenção e dedicação.
E há uma curiosidade que revela ainda mais o quanto sua história é especial: nos primeiros meses, todos acreditavam que ele era uma fêmea. Por ter sobrevivido aos dias mais delicados, recebeu o nome de Vitória.
“Algum tempo depois veio a surpresa: Vitória era, na verdade, um menino”, contou Regina. “Entre risadas e brincadeiras, o nome virou Vitório. Com o tempo, passou a ser chamado carinhosamente de Vivi.”
Vivi é um gatinho totalmente dependente. Para comer, beber água e até para fazer suas necessidades, precisa de ajuda constante.
Diante disso, toda a rotina da casa foi reorganizada em função das suas necessidades, mostrando que ali existe muito mais do que cuidado — existe compromisso e amor verdadeiro.
Denise passou a compartilhar o dia a dia do pet no Instagram, no perfil @vivimaisqueespecial. Com a repercussão das publicações, uma nova possibilidade surgiu: uma veterinária especialista em próteses, em São Paulo, foi encontrada.
Com a ajuda de doações de seguidores, Vivi conseguiu viajar para realizar uma cirurgia que poderia lhe dar mais autonomia.
“A esperança era que ele pudesse ganhar mais independência”, contou Regina. “A cirurgia foi realizada, mas o pós-operatório não foi como esperado.”
Vivi enfrentou dificuldades na cicatrização e, em menos de 30 dias, sofreu uma fratura em um dos membros. Foi necessário retornar a São Paulo para retirar as próteses.
Posteriormente, também houve uma tentativa de adaptação com cadeira de rodas, mas ele não conseguiu se ajustar bem.
Assista:
Além disso, por viver no interior, o acesso à fisioterapia especializada — que poderia contribuir significativamente para sua evolução — é bastante limitado.
Mesmo diante de tantos desafios, uma coisa nunca mudou: o amor que o cerca. Porque, para Denise, Vivi não é definido pelas limitações, mas pela força e pela capacidade de transformar cada dia em um exemplo de superação.
Segundo regina, Denise costuma dizer: “Ele me ensina todos os dias sobre força, perseverança e sobre como não é preciso muito para ser feliz.”
Novo desafio
Atualmente, Vivi enfrenta uma nova fase delicada em sua saúde. O gatinho está com anemia, tem se alimentado pouco e apresenta dificuldades até mesmo para ingerir água, o que acende um sinal de alerta e exige atenção imediata.
Diante desse quadro, será necessário realizar novos exames veterinários, mas, para isso, ele precisará ser levado até outra cidade.
Ao mesmo tempo, Zoe — uma gatinha que apareceu abandonada na porta da casa e acabou sendo acolhida — também precisa passar pelo procedimento de castração. Com isso, a família se vê diante de mais um desafio logístico e financeiro.
Como a cidade onde vivem não conta com transporte por aplicativo, a viagem provavelmente terá que ser feita de ônibus, com os animais em caixas de transporte. Caso essa opção não seja viável, será necessário alugar um carro, o que aumenta ainda mais os custos.
Mesmo diante dessas dificuldades, a rotina de cuidados continua, sempre guiada pelo compromisso e pelo amor que a família tem por cada um deles.
Assista:
Se você se sentiu tocado e deseja ajudar, seja por meio de doações ou do apadrinhamento, basta acessar o perfil @vivimaisqueespecial.
Na biografia, estão disponíveis todas as informações e formas de contribuir para os cuidados e exames que Vivi precisa.
Cada gesto faz diferença e ajuda a garantir mais qualidade de vida para Vivi.
Redatora e apresentadora do Canal Amo Meu Pet.
Com formação em Design de Produtos e especialização em Design de Interiores pela Universidade de Passo Fundo, a Ana encontrou sua verdadeira paixão ao unir criatividade, comunicação e o amor pelos animais.
Apaixonada por contar histórias que tocam o coração, ela estudou Escrita Criativa com o escritor Samer Agi e participa do programa JournalismAI Discovery, organizado pela Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres e a Iniciativa de Notícias do Google, buscando se aprofundar no universo digital.
Hoje, dedica-se a produção de conteúdos que informam, emocionam, conscientizam e arrancam sorrisos.







