“É um privilégio, você foi escolhida”: Pássaro decide criar família na sala de apresentadora e momento mágico acontece
Por Larissa Soares em Aqueça o coração
Uma cena fora do comum transformou a rotina da jornalista Patricia Maldonado dentro de casa.
Ao entrar na sala, ela percebeu que não estava mais sozinha. Um passarinho pequeno havia escolhido justamente o vaso de uma planta, aparentemente uma jiboia, para construir seu ninho, bem na estante da TV.
O visitante encontrou uma brecha na porta da varanda e, desde então, passou a circular livremente pelo ambiente.
Ao longo do dia, entra e sai carregando pequenos galhos e materiais no bico, organizando tudo com calma. Aos poucos, o vaso decorativo foi ganhando o formato de um lar.
“Tem um passarinho fazendo ninho… no vaso que fica dentro da minha sala de TV!”, contou Patricia, em uma publicação recente no Instagram.
Ela descreve que ficou emocionada ao perceber a escolha do animal.
Entre tantas possibilidades do lado de fora, ele optou por um espaço protegido, longe da chuva, do frio e do calor. Um ambiente seguro para a chegada dos filhotes. “Tem até ar condicionado”, disse.
Nova rotina, novas dúvidas
A presença do novo “morador” mudou até a dinâmica da casa. O volume da televisão diminuiu, as luzes passaram a ser usadas com mais cautela e qualquer barulho é evitado.
“Resultado: agora ninguém pode ver TV alta, acender muita luz, fazer barulho… porque temos uma família em construção!”, relatou.
Mas junto com o encantamento, vieram também as dúvidas. Sem saber exatamente como agir, Patricia começou a se questionar sobre os próximos passos.
“Não sei o que vai ser de mim quando vierem os ovinhos. E depois os bebês. Como vai ser? Coloco comida? O que seria? Alpiste? Não molho mais minha planta e deixo morrer pra não atrapalhar ou posso molhar um cantinho?”, escreveu.
Tocar em um filhote faz os pais abandonarem?
Outro questionamento comum também apareceu:
“Será que é verdade que se eu encostar o bichinho não volta?”
Existe a crença de que, ao tocar em um passarinho, os pais o abandonariam por causa do cheiro humano. Mas isso não passa de um mito.
Segundo especialistas do projeto All About Birds, a maioria das aves não abandona seus filhotes por esse motivo.
Elas investem muito tempo e energia na criação e não desistem facilmente. Caso um filhote caia do ninho, por exemplo, é seguro devolvê-lo ao local ou colocá-lo em um ponto protegido próximo.
No caso da jornalista, a tendência é que o ciclo siga seu curso natural. Mas enquanto Patricia tenta entender como lidar com a situação, ela admite que, por enquanto, só consegue admirar.
“Só consigo achar a coisa mais linda do mundo!”
Nos comentários, os internautas ficaram encantados. Muitos interpretaram a escolha do pássaro como um sinal positivo.
“Que lindo!!! Sinal que a casa tem boas energias, ele se sentiu seguro e escolheu ficar!”, escreveu uma pessoa.
“Não vejo a hora de ver eles aprendendo a voar na sua sala!!!!”, disse outra.
“Que benção. Não precisa por comida, a mãe cuida, traz bichinhos. E na hora certa eles vão embora”, tranquilizou outra.
Alimentar ou não aves silvestres é, de fato, uma dúvida comum (e que divide opiniões).
Alimentar ou não aves silvestres?
De acordo com o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos, alimentar animais selvagens, de forma geral, não é recomendado.
Isso porque a prática pode fazer com que eles passem a associar humanos à oferta de comida, alterando comportamentos naturais.
No caso das aves, os riscos existem, mesmo que sejam menos óbvios. Um dos principais problemas está na disseminação de doenças.
- Doenças: quando várias aves se concentram em um mesmo ponto para se alimentar, aumenta a chance de transmissão de bactérias como salmonela e E. coli.
- Predadores: além disso, a previsibilidade pode torná-las mais vulneráveis a predadores, já que passam a frequentar sempre os mesmos locais e horários.
- Janelas: outro risco é a proximidade com janelas e estruturas urbanas, o que pode resultar em colisões.
- Mudança no comportamento: estudos apontam que a oferta constante de alimento pode influenciar rotas migratórias e até reduzir o sucesso reprodutivo em alguns casos.
Quando alimentar pode ser benéfico?
Por outro lado, existem contextos em que a alimentação suplementar pode ajudar, especialmente durante períodos mais rigorosos ou em ambientes urbanos onde o habitat natural foi reduzido.
Ainda assim, especialistas reforçam que essa prática deve ser feita com cautela.
A RSPCA recomenda oferecer apenas alimentos adequados, como frutas, sementes específicas e grãos. Evitar itens industrializados ou salgados é essencial.
A higiene dos recipientes deve ser rigorosa para prevenir doenças, e a água fresca não pode faltar.
Mesmo assim, no caso de um ninho ativo, a recomendação geral é interferir o mínimo possível. As aves são capazes de cuidar dos próprios filhotes, buscando alimento apropriado na natureza.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.









