Cachorrinho espera irmã estar segura para mostrar que precisava de ajuda e emociona com reencontro
Por Larissa Soares em Cães
A história de Jasmine e Aladdin começou em um cenário difícil. Os filhotes tentavam sobreviver sozinhos, sob chuva, em um cemitério.
Foi ali que, no início do ano, a protetora Paloma Merath os encontrou. Os dois estavam encolhidos dentro de um túmulo, buscando abrigo como podiam.
Mas uma coisa chamou a atenção desde o começo: o cãozinho, que recebeu o nome de Aladdin, parecia proteger sua irmã, Jasmine.
Enquanto a irmã demonstrava muito medo, ele se mantinha sempre por perto, como se estivesse tentando protegê-la de tudo ao redor.
O resgate e a descoberta
Depois de retirados do local, os dois foram levados ao veterinário e pareciam prosperar. Os dias seguintes foram promissores. No entanto, a situação de Aladdin veio à tona.
Até então, ele parecia apenas mais um filhote debilitado pela vida na rua. Mas, com a irmã finalmente em segurança, seu estado de saúde piorou rapidamente.
Foi como se ele tivesse “segurado” o quanto pôde até ter certeza de que Jasmine estava protegida.
O filhote foi diagnosticado com leptospirose, uma doença séria que exigia cuidados intensivos e internação.
Por conta do risco de contágio e da gravidade do quadro, os irmãos tiveram que ser separados, o que tornou tudo ainda mais difícil.
A luta contra a doença
A leptospirose é uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero Leptospira. Segundo o VCA Animal Hospitals, ela pode provocar danos graves aos rins e ao fígado, além de afetar outros órgãos.
Em casos mais severos, pode ser fatal, especialmente em filhotes, que têm o organismo mais sensível.
A transmissão acontece principalmente por contato com água ou solo contaminados pela urina de animais infectados, como roedores, algo comum em ambientes externos e desprotegidos, como o local onde Aladdin foi encontrado.
Os sinais mais frequentes incluem falta de apetite, febre, letargia e complicações renais e hepáticas. O tratamento envolve antibióticos e, muitas vezes, internação com suporte intensivo.
E foi exatamente esse caminho que Aladdin precisou enfrentar.
A mobilização e a recuperação
Paloma não esteve sozinha nessa jornada. Pelas redes sociais, centenas de pessoas acompanharam cada atualização, torcendo pela recuperação do filhote.
Em uma das publicações, ela escreveu sobre a gratidão que sentia:
“Aladdin teve tratamento adequado, rápido e muito eficiente graças à confiança depositada na minha missão.”
Ela também contou que ouviu dos veterinários que as chances de um filhote sobreviver à leptospirose eram pequenas, o que tornava cada avanço ainda mais significativo.
A rotina era intensa, com acompanhamento constante, medicações e muito cuidado. Aos poucos, Aladdin começou a reagir. Recuperou o apetite, ganhou força e voltou a demonstrar comportamentos típicos de um filhote.
O isolamento, no entanto, ainda era necessário durante parte do tratamento, o que prolongava a distância entre ele e Jasmine.
A expectativa pelo fim dessa fase era grande. Paloma chegou a marcar a data em que ele poderia finalmente sair do isolamento: 21 de fevereiro.
“Vai ser um dia muito, muito especial”, escreveu.
O reencontro
Quando finalmente liberado, Aladdin pôde reencontrar a irmã. O momento foi registrado e compartilhado e rapidamente emocionou milhares de pessoas.
Os dois, já maiores e mais fortes, se reconheceram quase imediatamente. Em poucos segundos, estavam juntos novamente, brincando, se cheirando, como se estivessem tentando recuperar o tempo separados.
A cena tocou profundamente quem acompanhava a história desde o início.
“Acho que eu nunca rezei tanto na minha vida por esse final feliz”
“Eu fico imaginando ele protegendo ela durante uma situação tão difícil… ele é um valente. Merece todo o amor do mundo.”
Uma nova fase
Hoje, Jasmine e Aladdin aparecem com frequência nas redes sociais da protetora, vivendo uma rotina completamente diferente daquela do início.
Brincam, correm, dormem juntos e demonstram o vínculo forte que construíram desde os primeiros dias. A diferença é que agora fazem isso em segurança, com cuidados e atenção.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.









