Caminhando com dificuldade, cão de rua vem todo feliz ao ouvir a frase que sonhou a vida toda: "Eu vou te levar"
Por Larissa Soares em Aqueça o coração
Jack já era conhecido pelos moradores de uma praça em Chiquinquirá, na Colômbia.
O cãozinho de porte médio vivia pelas redondezas, caminhando com dificuldade e convivendo com a dor de problemas na coluna.
Mesmo assim, continuava circulando pelo local, como tantos outros cães de rua que acabam se tornando figuras familiares para quem passa por ali todos os dias.
A noite em que a vida dele mudou
Foi em uma noite de 2024 que a história dele começou a mudar.
Vivian Andrea Nieto Flórez, protetora de animais e fundadora da associação Mi Mejor Amigo, estava na praça quando avistou o cãozinho mancando.
Ao se aproximar, chamou por ele com carinho. “Jack. Olá, príncipe”, disse.
Mesmo com dificuldade para se locomover, o cãozinho foi até ela abanando o rabinho, como se já soubesse que aquele encontro significava algo diferente.
Vivian continuou conversando com ele e disse algo que qualquer cachorro que vive nas ruas parece esperar ouvir um dia.
“Olá, meu amor. Você não vai mais ficar nas ruas. Eu vou te levar. A partir de hoje, nunca mais”, disse enquanto o acariciava.
O momento foi compartilhado no Facebook da protetora, seguido de imagens de como Jack ficou após o resgate. A publicação acumulou mais de 212,3 mil reações e 4,7 mil comentários.
Um rosto que mudou com o cuidado
Nos comentários, muitas pessoas destacaram a transformação do cãozinho.
“Eles passam da tristeza à alegria, e isso transparece. Eles são tão lindos”, escreveu uma internauta.
“Você levou um tesouro”, comentou outra.
“Até o rosto dele mudou. Ele parece outro”, disse mais um perfil.
E não era apenas impressão. Segundo Vivian, Jack chegou em condições delicadas. Ele mal conseguia se mexer e sentia dores por conta de vértebras comprimidas.

A recuperação exigiu atenção, acompanhamento e, principalmente, um ambiente tranquilo.
Aos poucos, o cãozinho foi ganhando peso, mobilidade e confiança.
De lar temporário a família
Inicialmente, a ideia era que Jack ficasse na casa como lar temporário até se recuperar e estar pronto para adoção.
Esse tipo de acolhimento é comum no trabalho de protetores, que oferecem abrigo provisório para animais resgatados.
Mas, com o passar dos meses, a relação entre os dois se fortaleceu. Jack se adaptou à rotina da casa, criou laços com outros animais e passou a fazer parte do dia a dia.
Quase um ano depois do resgate, Vivian decidiu compartilhar uma novidade. O período de lar temporário havia chegado ao fim, mas não porque ele seria encaminhado para outra família.
“Hoje quero contar para vocês que o período em que o Jack esteve em lar temporário acabou. Eu o resgatei há quase um ano no Parque Julio Flores. Ele mal conseguia se mexer. E bem, hoje eu o estou adotando. Ele está aqui em casa há quase um ano e já faz parte da minha família”, contou.
Na mesma publicação, ela não escondeu o carinho pelo cãozinho.
“Eu o amo, eu o adoro. Eu o protejo muito, e ele está ótimo, está gordinho. Seja bem-vindo, Jack, à minha casa, ao meu lar”, disse.
A importância do lar temporário
O lar temporário tem um papel muito importante na proteção animal. De acordo com a North Fork Animal Welfare League, esse tipo de acolhimento traz benefícios importantes tanto para os cães quanto para as organizações de resgate.
- Menos tempo no abrigo: estudos citados pela instituição mostram que cães acolhidos em lares temporários costumam encontrar uma família definitiva mais rapidamente. Isso acontece porque, em um ambiente doméstico, eles conseguem demonstrar melhor a personalidade e criar conexões com possíveis adotantes.
- Menos estresse: ambientes de abrigo, com muitos animais e estímulos, podem gerar ansiedade. Já em uma casa, o cãozinho recebe atenção individual, rotina mais estável e contato mais próximo com humanos.
- Recuperação física e emocional: muitos cães resgatados chegam com problemas de saúde ou comportamento. O acolhimento permite que eles recebam cuidados específicos, como medicação, alimentação adequada e até treinamento.
- Socialização: os cuidadores aprendem sobre o comportamento do cãozinho, identificam preferências e ajudam na adaptação a diferentes situações do dia a dia.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.









