'Ela é feliz demais': fantasiada de fada, cachorra em cadeira de rodas passeia toda contente, e cena encanta
Por Larissa Soares em Cães
A cachorrinha Valente já virou figura conhecida nos parques de Osasco, em São Paulo.
Com uma cadeira de rodas adaptada e asas de fada nas costas, ela desfila sempre animada.
Quem cruza o caminho da cachorrinha dificilmente consegue passar sem sorrir.
Mas por trás das roupinhas coloridas e da alegria contagiante existe uma rotina intensa de cuidados, acompanhamento constante e muito amor.
História de Valente
Valente tem três anos e ficou paraplégica ainda filhote após contrair cinomose. A doença foi superada, mas deixou sequelas permanentes nas patas traseiras.
Desde então, a cadelinha passou a usar cadeira de rodas para conseguir correr, brincar e acompanhar a rotina da casa.
Nas redes sociais, ela soma mais de 96 mil seguidores, que acompanham desde os passeios fantasiada até os momentos delicados envolvendo sua saúde.
Em um dos vídeos publicados pela tutora, Valente aparece toda enfeitada com asas de borboleta enquanto desfila feliz com sua cadeirinha.
Os comentários se encheram de mensagens carinhosas:
“Que linda a Fadavalente com asas de borboleta”
“Nossa fadinha é muito especial!”
“Ahh como é linda a Fada Valente”
Apesar do clima divertido das publicações, a família também faz questão de mostrar os desafios enfrentados diariamente.
Além da paraplegia, Valente convive com epilepsia, condição que exige supervisão praticamente o tempo inteiro.
Em um relato emocionante, a tutora explicou como funciona a rotina dentro de casa após uma das crises convulsivas da cachorrinha.
“Ela é paraplégica e tem epilepsia. Esse vídeo é logo após uma crise. A nossa rotina é essa sempre tem alguém em casa supervisionando ela, porque além de tudo, ela precisa de atenção constante. A gente praticamente não consegue sair sem garantir que ela está segura.”
Mesmo diante das dificuldades, a família faz questão de destacar que a cadeira de rodas nunca impediu Valente de ser feliz. Pelo contrário. Ela corre, brinca, interage e parece sempre pronta para mais uma aventura.
A maior preocupação dos tutores não é a limitação física, mas sim as crises epilépticas, que surgem sem aviso e costumam deixar todos apreensivos.
“Se eu pudesse realizar só um desejo… Não seria que ela voltasse a andar. Seria que ela ficasse curada da epilepsia.”
O relato continua mostrando como as convulsões impactam o dia a dia da cachorrinha.
“Ela corre. Ela brinca. Ela interage. Ela é feliz. A cadeira não tirou a vida dela. Ela vive com tudo que tem. Mas a epilepsia… A epilepsia judia dela de um jeito que dói ver.”
Epilepsia em cães
Segundo o VCA Animal Hospitals, a epilepsia é uma doença neurológica caracterizada por crises convulsivas recorrentes sem uma causa específica identificada.
Durante as crises, ocorre uma atividade elétrica anormal no cérebro, o que pode provocar tremores, espasmos, contrações musculares, salivação excessiva, perda de consciência e movimentos involuntários.
A instituição explica ainda que muitos cães apresentam um período chamado de pós ictal logo após a convulsão.
Nessa fase, o animal pode ficar desorientado, assustado, sonolento ou confuso por alguns minutos ou até horas.
A epilepsia pode ter origem genética em algumas raças, embora também existam casos classificados como idiopáticos, ou seja, quando não há uma causa definida.
O tratamento geralmente é feito com medicamentos anticonvulsivantes administrados continuamente.
A recomendação é nunca interromper os remédios sem orientação veterinária, já que isso pode aumentar a frequência e a intensidade das crises.
Enquanto enfrenta esse desafio, Valente segue aproveitando a vida do jeito dela.
“E ainda assim ela é a criatura mais feliz que eu já vi”, diz a família em uma publicação.
A família também explica que o objetivo é proporcionar cada vez mais conforto e qualidade de vida para ela.
“Queremos que ela tenha acupuntura, fisioterapia, consultas com especialistas… Ela merece tudo isso e muito mais.”
Acompanhe Valente no Instagram clicando aqui.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.







