"Naquela hora o tempo parou": após 4 meses longe, pit bull escuta novamente a voz do tutor e a reação emociona
Por Beatriz Menezes em Aqueça o coração
O policial militar Fellipe Villas precisou ficar afastado por quatro meses de seu cão, Baruck. Durante todo esse período, o tutor não desistiu de encontrar uma maneira segura de levar o animal até o seu novo domicílio, enfrentando diversos obstáculos logísticos.
O reencontro entre os dois finalmente aconteceu após o pitbull percorrer uma distância de 2.800 quilômetros por via terrestre, partindo de Belo Horizonte, em Minas Gerais, até a cidade de Belém, no Pará.
A linha de restrições de transporte para a raça quase inviabilizou a reunião da dupla, que exigiu uma operação complexa envolvendo apoio familiar e uma empresa especializada.
A história ganhou repercussão nas redes sociais após a publicação do registro no dia 08 de junho. O vídeo feito pelo tutor, detalha os bastidores desse período de afastamento.
Baruk vivia em Minas Gerais junto com o tutor. O cão era o par perfeito para o dia a dia, ambos passam a rotina ‘fardados’, o cão utilizava colete enquanto Felipe trabalhava.
As barreiras para a mudança começaram quando o policial buscou os meios tradicionais de deslocamento para o animal.
Conforme relatado na publicação, companhias aéreas nacionais e empresas de transporte rodoviário comercial recusaram o embarque do pitbull devido às normas restritivas de segurança e porte para a raça.
Diante das consecutivas negativas dos serviços convencionais, a solução encontrada foi organizar uma viagem de carro particular.
A mãe do tutor desempenhou um papel central na ação, voluntariando-se para acompanhar Baruck ao longo de todo o trajeto pelas rodovias do país. O percurso de dias foi operacionalizado com o suporte da MD Viagens, empresa focada no transporte de animais domésticos.
A publicação repercutiu e está chegando na marca de um milhão de visualizações e conta com 79 mil curtidas e 2191 comentários.
Em comentário na postagem oficial, a equipe da transportadora elogiou o comportamento do cão.
“Foi um privilégio fazer o transporte do Baruk ele é sensacional por onde passava fazia amizades ganhava carinho ele é demais muito obrigado @fellipevillas pela confiança grato demais por ter feito parte dessa história de vcs”, disse o perfil da MD Viagens.
“Que tudo! Muito emocionante. Que bom ver essa cena, a alegria dele em te ver tô muito feliz por vocês.”.
“Momento emocionante, um amor mais puro e verdadeiro só quem recebe sabe o tão precioso que é receber esse amor”.
Comentaram outros internautas.
O desfecho do percurso ocorreu durante a noite em uma via pública de Belém. O momento exato em que o veículo estaciona e a porta traseira se abre marca a transição do vídeo para imagens coloridas.
O tutor aguardava o desembarque na calçada, sem farda, a poucos metros de distância do automóvel que trazia sua família.
O reconhecimento por parte do cão ocorreu de forma imediata quando o tutor chamou Baruck pelo nome.
Ao ouvir a voz do tutor, o pitbull mudou de postura instantaneamente, começou a abanar a cauda e puxou a guia em direção ao rapaz.
“Depois de 4 meses de espera, nós estamos juntos novamente”, ressaltou Felipe na legenda.
O reencontro gerou forte interação física, com o animal pulando no colo do policial para lamber seu rosto, enquanto o tutor se ajoelhou no chão para abraçá-lo.
Na legenda da publicação, o policial expressou alívio e gratidão pelo encerramento do período de espera. Ele ressaltou que a chegada do veículo significou o fim de duas saudades, pois além do parceiro de quatro patas, a viagem trouxe sua mãe para perto.
Confira abaixo:
Segundo o site specialdog viajar com animais de estimação exige planejamento e uma consulta veterinária prévia para atualizar vacinas, documentos e prevenir enjoos. Também é necessário confirmar se a hospedagem é pet friendly.
No carro, o transporte deve ser feito em caixas apropriadas, cadeirinhas ou com cinto de segurança peitoral acoplado ao banco traseiro, pois levar animais soltos, na carroceria ou com a cabeça para fora gera multa.
Para viagens de ônibus, as empresas costumam permitir apenas animais dóceis de até 8 kg, exigindo a compra de um assento extra, carteira de vacinação e atestado sanitário recente. Já o transporte aéreo requer maior antecedência devido ao limite de vagas e cobrança de taxas.
O porte do bicho define se ele irá na cabine ou no bagageiro, sendo exigidos documentos clínicos básicos para voos nacionais e registros complexos, como microchipagem e passaporte, para destinos internacionais. Algumas companhias vetam animais braquicefálicos ou raças temperamentais.










