"Feliz, gordinho e amoroso": Cachorrinho dá volta por cima e se transforma após receber amor

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em Proteção Animal

Um cachorro que vivia preso por uma corrente, sem acesso adequado à comida, água ou carinho, teve sua vida completamente transformada após ser resgatado pela ONG Mi Au Juda, de Ibirubá, no Rio Grande do Sul.

Recentemente, a ONG compartilhou imagens atuais do cão, agora chamado Pingo.

Nas gravações, ele aparece tranquilo, correndo, brincando e demonstrando a confiança de quem finalmente descobriu o que significa viver com segurança.

Mas a história começou de forma muito diferente.

Preso às correntes

Quando os voluntários chegaram ao local após uma denúncia, encontraram um cenário que infelizmente ainda é comum em muitos atendimentos realizados por protetores de animais.

O cachorro vivia preso a uma corrente, em condições extremamente precárias.

Segundo a ONG, não havia potes com água, não havia alimento disponível e a casinha sequer possuía panos ou qualquer estrutura que proporcionasse mais conforto.

Além da falta de cuidados básicos, o animal estava muito abaixo do peso ideal.

Os voluntários ofereceram ração, o cachorro devorou a comida rapidamente, um indicativo de que enfrentava longos períodos de fome.

Ao divulgar o caso nas redes sociais, a ONG compartilhou uma das justificativas que ouviu: "A gente dá resto de comida que sobra, porque comprar ração é caro."

Indignados com a situação encontrada, os protetores fizeram um desabafo.

"Esse é um dos muitos absurdos que ouvimos nas denúncias apuradas. A ignorância ultrapassando limites."

Na mesma publicação, a equipe descreveu a situação do animal.

"Cachorro macho, em situação crítica. Não possuía panos na casinha, nem potes de água ou comida, e muito menos afeto. Animal vivendo totalmente invisível."

Resgate

A mobilização permitiu que o cão fosse retirado daquele ambiente e recebesse atendimento.

Segundo a ONG, a denúncia anônima foi fundamental para que o resgate acontecesse.

Quando chegou aos cuidados dos voluntários, o cachorro apresentava costelas muito aparentes e já demonstrava sinais de anemia decorrentes da negligência prolongada.

Além da condição física debilitada, havia também o impacto emocional de uma vida marcada pelo isolamento.

A entidade relatou que ele vivia sozinho, sem atenção e praticamente esquecido. Mas o destino reservado para aquele cão seria diferente.

Nova vida

Após o resgate, ele recebeu tratamento, alimentação adequada e a oportunidade de encontrar uma nova família.

Foi nesse momento que surgiu Kelvin e seus familiares, que decidiram abrir as portas de casa para o cachorro.

A adoção deu início a uma transformação que pode ser percebida tanto na aparência quanto no comportamento.

O cão, que antes era invisível, passou a se chamar Pingo.

"Vocês lembram desse caso? Outubro de 2025. Esse é ele hoje. Feliz, gordinho e amoroso. Finais assim nos motivam a continuar", escreveu a ONG.

A publicação recebeu diversas mensagens emocionadas.

"O amor transforma. Tudo por eles e eles por nós", escreveu uma internauta.

Outra pessoa aproveitou para reforçar a importância das denúncias.

"É importante denunciar. Salva vidas."

Situações como privação de alimento, ausência de água, manutenção em locais inadequados, falta de assistência veterinária, abandono e agressões físicas podem caracterizar maus-tratos e devem ser denunciadas às autoridades competentes.

Desde 2020, a Lei nº 14.064 aumentou as penas para maus-tratos praticados contra cães e gatos.

A legislação prevê pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda do animal.

Quando houver suspeita de maus-tratos, a orientação é reunir provas sempre que possível, como fotos, vídeos e informações sobre local, data e responsáveis.

As denúncias podem ser feitas à Polícia Militar, Polícia Civil, delegacias especializadas em meio ambiente quando existirem na região, Ministério Público ou órgãos municipais de proteção animal.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.