"Não são seus, são gatinhos": tutora tenta explicar situação de filhotes, mas Bella já decidiu que é mãe deles

Cachorrinha adota todos os filhotes resgatados da casa e transforma cada chegada em uma nova missão

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em Diário do Bem

Alguns cães parecem desenvolver uma habilidade curiosa: eles simplesmente decidem, por conta própria, que qualquer filhote precisa de proteção. E foi exatamente isso que aconteceu com Bella. A situação foi detalhada em um >vídeo publicado no Tiktok @helovestra.

Na casa, a regra parece ser sempre a mesma. Não importa se o recém-chegado mia, late ou tem patas completamente diferentes das dela. Se é pequeno, precisa de cuidados. Pelo menos na cabeça da cachorrinha.

No vídeo, a tutora aparece tentando explicar uma situação que, para Bella, aparentemente não faz o menor sentido.

“Não são seus. Eles são gatinhos.”

A cachorrinha observa os pequenos enquanto recebe a explicação.

“Você é a mamãe deles?”

A pergunta foi feita em tom de brincadeira, mas quem acompanha a história logo percebe que talvez Bella tenha uma resposta muito clara para isso.

Sim.

Pelo menos é o que parece.

Na tela do vídeo, outra frase ajuda a explicar a situação.

“Todo filhote que resgatamos minha cachorra acha que é dela.”

E o mais curioso é que essa não foi uma situação isolada.

O comportamento se repetiu mais vezes dentro da casa

Depois da repercussão do primeiro vídeo, a família compartilhou outra gravação antiga mostrando Bella interagindo com outro gatinho que havia chegado à casa.

Na legenda, a tutora resume a situação de forma divertida:

“Ela literalmente fez isso com todos.”

E pelo visto a lista não era pequena. A família conta que houve uma época em que a casa chegou a ter sete gatos ao mesmo tempo.

Independentemente da quantidade, o comportamento parecia continuar igual. Sempre que um novo filhote aparecia, Bella assumia a função que acreditava ser sua.

Estudos mostram que cães podem desenvolver comportamentos de cuidado com filhotes de outras espécies

Pesquisas publicadas em áreas como etologia e comportamento animal, incluindo estudos presentes em periódicos como Applied Animal Behaviour Science, mostram que cães podem desenvolver comportamentos de cuidado e proteção mesmo com filhotes que não pertencem à própria espécie.

Especialistas em comportamento animal explicam que fatores como convivência frequente, vínculos afetivos e predisposição individual podem estimular respostas semelhantes ao comportamento materno. Em alguns casos, cães podem lamber, acompanhar, proteger e permanecer próximos de filhotes como forma de cuidado social.

Veterinários comportamentalistas também apontam que esse tipo de comportamento nem sempre está ligado à maternidade propriamente dita. Muitos cães desenvolvem relações de apego e proteção simplesmente por reconhecerem indivíduos menores e mais vulneráveis dentro do grupo familiar.

No caso de Bella, parece que qualquer novo integrante automaticamente passa a fazer parte dessa lista de protegidos.

Uma família que continua crescendo

E a história ganhou mais um capítulo depois. Em outro momento compartilhado pela família, uma nova cachorrinha chamada Zoe chegou à casa.

Considerando o histórico de Bella, muita gente provavelmente já imagina o que aconteceu.

Afinal, depois de cuidar de tantos gatinhos, assumir a função de irmã mais velha parecia apenas mais uma tarefa natural para ela.

Talvez Bella nunca tenha sido mamãe de fato. Mas olhando para a forma como observa, acompanha e parece querer cuidar de cada pequeno recém-chegado, fica fácil entender por que a brincadeira feita pela tutora emocionou tanta gente.

Na cabeça dela, talvez a explicação seja bem mais simples.

Filhote é filhote.

E todos merecem alguém cuidando deles.

Jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, apaixonada pela comunicação e pela arte de contar histórias. Escolheu o jornalismo justamente por acreditar no poder da informação e na importância de dar voz às pessoas e aos acontecimentos que marcam a comunidade.

Curiosa por natureza e movida pelo compromisso com a verdade, busca transformar fatos em narrativas claras, humanas e relevantes.

Acredita que comunicar vai muito além de informar: é conectar realidades, aproximar pessoas e registrar momentos que fazem parte da história de uma comunidade.