“Obrigada por me salvar”: cachorrinha resgatada de deslizamento não para de beijar o rosto de socorrista
Por Larissa Soares em Proteção Animal
Depois de passar cinco dias presa sob os escombros de um prédio que desabou durante os terremotos que atingiram a Venezuela, uma poodle chamada Giselle finalmente voltou a ver a luz do dia.
Assim que foi retirada pelos socorristas, a cachorrinha reagiu de uma maneira que emocionou milhões de pessoas.
Cinco dias no escuro
O resgate aconteceu no Residencial El Palmar, em Caraballeda, uma das áreas atingidas pelos fortes tremores que devastaram o estado de La Guaira.
A missão foi conduzida por uma equipe de busca e salvamento enviada por El Salvador, que trabalhou durante aproximadamente cinco horas até conseguir alcançar a cadela com segurança.
A operação foi compartilhada pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, que publicou as imagens nas redes sociais junto de um apelo para localizar a família da cachorrinha.
"Se alguém for o dono dela, por favor, entre em contato com nossa equipe na região e forneça fotos ou vídeos que comprovem a propriedade."
O resgate
As imagens mostram o momento em que os socorristas trabalham cuidadosamente entre blocos de concreto e estruturas destruídas.
Em meio ao silêncio das buscas, começam a surgir latidos vindos debaixo dos escombros, indicando que havia um sobrevivente naquele ponto.
Pouco depois, Giselle aparece sendo retirada com muito cuidado. Assim que chega aos braços de um dos integrantes da equipe, ela passa a distribuir lambidas no rosto do homem que a segura.
Ao redor, outras pessoas comemoram o sucesso da missão com aplausos.
Logo após deixar a área de risco, a cadela recebeu atendimento para verificar seu estado de saúde. Apesar dos cinco dias presa sob os destroços, ela aparentava estar bem.
Nas redes sociais, milhares de pessoas comentaram a reação da cachorrinha:
"Ela lhe deu um beijo de agradecimento", escreveu um internauta.
"Ela estava tão fofa agradecendo a quem a resgatou com beijos", disse outro.
"Graças a Deus eles também valorizam a vida dos nossos amigos peludos", escreveu uma terceira.
“Assustada, mas linda”
O salvamento de Giselle não foi o único registro envolvendo animais divulgado pelas equipes internacionais que atuam na Venezuela.
Dias antes, em 28 de julho, Nayib Bukele publicou outro resgate realizado pelos socorristas salvadorenhos.
Na gravação, um dos integrantes da equipe pergunta em voz alta se existe alguém vivo sob os escombros. Após alguns instantes, um latido responde ao chamado.
Guiado pelo som, um socorrista entra cuidadosamente na estrutura comprometida enquanto outros colegas acompanham a operação do lado de fora.
Momentos depois, ele reaparece carregando uma shih tzu nos braços.
A cadela usava um lacinho na cabeça e demonstrava estar bastante assustada após o período preso entre os destroços.
Apesar do susto, a avaliação inicial mostrou que ela estava em boas condições de saúde.
O vídeo também gerou milhares de comentários.
"Ela saiu assustada, mas linda", escreveu uma pessoa. "Com seu lacinho", adicionou outra.
Um terceiro internauta ficou emocionado com o comportamento do animal durante o resgate:
"Você reparou que quando o socorrista pediu para que fizessem algum som caso houvesse alguém vivo, a cachorrinha ficou em silêncio por alguns segundos, como se quisesse que ouvissem se alguém estivesse falando? E então ela começou a latir de novo. Que preciosa."
Sobre o ocorrido
Os resgates aconteceram em meio a uma das maiores tragédias naturais enfrentadas pela Venezuela nas últimas décadas. Os terremotos atingiram principalmente Caracas e o estado de La Guaira na quarta-feira, dia 24.
Dois fortes tremores ocorreram em um curto intervalo de tempo, com magnitudes de 7,2 e 7,5, o que provocou o desabamento de edifícios, destruiu vias de acesso e comprometeu a infraestrutura de diversas cidades.
Segundo informações do R7, o balanço oficial divulgado pelas autoridades apontou mais de 1.900 mortes, enquanto 6461 pessoas foram resgatadas com vida.
As Nações Unidas estimaram que cerca de 50 mil pessoas permaneciam desaparecidas nos primeiros dias após a tragédia.
Ao todo, 26 países enviaram equipes especializadas para colaborar nas buscas por sobreviventes.
Mesmo com a redução das chances de encontrar pessoas vivas conforme os dias passam, os trabalhos continuam mobilizando bombeiros, militares e especialistas internacionais.
Nessas circunstâncias, localizar qualquer sobrevivente, seja humano ou animal, representa uma vitória importante para as equipes envolvidas.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.








