"Obrigado por nos salvar tia": Moça encontra três bebês procurando abrigo e um pouco de conforto

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em Proteção Animal

Mesmo muito pequenos, os três filhotes de cachorro abandonados em um barranco de terra avermelhada e lama sabiam que precisavam apoiar uns aos outros para sobreviver.

Encolhidos em meio à vegetação e expostos ao frio, os animais foram encontrados em estado de desnutrição e com lesões graves na pele na cidade de Canoas, no Rio Grande do Sul.

O resgate foi realizado por Paola Saldivia, fundadora do Instituto Eu Salvo Vidas, que registrou a situação em um vídeo publicado nas redes sociais da organização de acolhimento animal.

Os cachorrinhos, que receberam os nomes de Quindim, Pudim e Queijadinha, vagavam pelo mesmo local em busca de abrigo, alimento e conforto.

No momento do recolhimento, a protetora constatou a gravidade do quadro clínico do trio, que apresentava perda quase total da pelagem e ferimentos espalhados pelo corpo, sintomas característicos de sarna corriqueira em casos de negligência.

Após o primeiro contato, os filhotes foram acomodados no chão do veículo de Paola, onde permaneceram trêmulos e encostados uns nos outros durante todo o trajeto até o centro de reabilitação.

O atendimento inicial concentrou-se em estabilizar os sinais vitais dos animais, que sofriam com os impactos do abandono prolongado. O protocolo de recuperação estabelecido pelo instituto prioriza a alimentação adequada para reverter o quadro de desnutrição e a vermifugação.

O tratamento específico para a sarna, que envolve a aplicação de ivermectina, deverá ser iniciado assim que os cães ganharem peso e apresentarem condições imunológicas seguras para receber a medicação.

Enquanto aguardam a evolução clínica, os três filhotes receberam roupas sob medida para manter a temperatura corporal e diminuir o desconforto causado pelas feridas na derme.

A publicação do resgate tem 120 mil visualizações e 10 mil curtidas.

“Desde ontem vagando no mesmo lugar, desde ontem à procura de abrigo, de comida, de um pouco de conforto. Ainda bem que encontramos. Não é fácil, Jesus CRISTO. A tristeza deles, a desnutrição, a dor… o reflexo do descaso humano. Alguém com disposição de começar a segunda fazendo o bem? Quindim, Pudim, e Queijadinha podem recomeçar com tua ajuda!”, escreveu na legenda.

Agora o objetivo é obter ajuda para custear o tratamento de Quindim, Pudim e Queijadinha.

Confira o vídeo abaixo:

Em uma atualização posterior na página da entidade, Paola Saldivia compartilhou imagens dos cachorrinhos já protegidos com as novas roupas e comentou sobre a afinidade que possui com casos complexos de recuperação dermatológica, reforçando que o quadro é reversível com o manejo terapêutico correto.

O instituto disponibilizou a chave Pix CNPJ 59.527.395/0001-28 para arrecadar os fundos necessários para os exames e insumos do trio.

O trabalho desenvolvido pelo Instituto Eu Salvo Vidas começou em meados de 2020 de forma individualizada, com recursos escassos no município gaúcho.

Atualmente, a estrutura opera como uma organização formalizada que abriga centenas de animais vítimas de maus-tratos e abandono.

A manutenção das atividades de resgate, consultas veterinárias, compra de ração e medicamentos depende diretamente de doações financeiras da sociedade civil, além do engajamento em campanhas de adoção responsável e das vendas realizadas na loja oficial da própria instituição.

Fique atento (a): a sarna em cães é uma doença dermatológica séria provocada por ácaros que se alimentam de resíduos como pele morta e sebo, podendo se instalar na derme ou no canal auditivo do animal.

Se não for tratada de forma rápida, a condição pode evoluir e se tornar potencialmente fatal. Os sinais mais clássicos da enfermidade envolvem uma coceira permanente e obsessiva, que faz o cão se coçar repetidamente, gerando feridas, vermelhidão, inflamação, descamação e áreas completamente sem pelos.

Segundo o bravecto a doença se manifesta principalmente em três tipos:

Sarna demodécica causada pelo ácaro Demodex canis;

Sarna sarcóptica;

Sarna otodécica.

O tratamento para qualquer uma das três variantes exige o uso de um medicamento acaricida para eliminar os parasitas, além de analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos caso existam infecções secundárias na pele.

É fundamental ressaltar que um profissional veterinário deve ser sempre consultado antes de iniciar qualquer tipo de tratamento.

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.