“Ele não tem medo, ele segue”: com apenas 20% de chance, Alfie vence prognósticos sem perder a alegria de viver

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em Aqueça o coração

Um cão da raça dachshund chamado Alfie, de apenas 4 anos, superou o diagnóstico mais grave da Doença do Disco Intervertebral, conhecida pela sigla IVDD, após perder os movimentos das patas traseiras e o controle de suas funções fisiológicas no Reino Unido.

O quadro de estágio 5, que é caracterizado pela paralisia completa dos membros e pela ausência total de percepção de dor profunda, quase levou o animal à eutanásia.

Hoje, o cão utiliza uma cadeira de rodas adaptada e calça botas de proteção especiais para explorar praias e parques ingleses ao lado de seus tutores.

De acordo com um post de 2023 no Instagram, os primeiros sinais da patologia surgiram de maneira repentina em 31 de março de 2022, logo após o retorno de uma caminhada habitual.

O cão demonstrou instabilidade nas patas traseiras, arqueou as costas e não conseguiu subir o primeiro degrau da escada de sua residência.

Para o Geobeats, a tutora Rebeca contou que em questão de horas, ele perdeu completamente a capacidade de ficar de pé e foi encaminhado às pressas para um especialista na cidade de Swindon, que confirmou o diagnóstico da doença degenerativa e indicou uma cirurgia de emergência na coluna vertebral.

Após o procedimento cirúrgico, o quadro de saúde do animal apresentou complicações severas, com a perda da sensibilidade profunda à dor e uma estimativa de apenas 20% de chances de recuperação dos movimentos.

Diante do cenário delicado, os profissionais de saúde animal chegaram a sugerir a eutanásia como alternativa.

Os tutores decidiram recusar a recomendação médica e optaram por iniciar um tratamento intensivo de reabilitação física baseado em repouso absoluto, fisioterapia e exercícios de hidroterapia.

O processo inicial de recuperação exigiu dedicação contínua da família durante oito semanas de isolamento restrito do cão.

Como a paralisia afetou o funcionamento dos órgãos internos, os proprietários precisavam realizar a expressão manual da bexiga e do intestino do animal diversas vezes ao dia.

Com o progresso das sessões de fisioterapia, a estrutura neurológica do cão desenvolveu o que os especialistas chamam de "andar medular", uma condição em que o corpo reaprende o movimento de marcha diretamente através dos estímulos da medula espinhal, sem depender inteiramente dos comandos do cérebro.

Para garantir a mobilidade do cão em áreas externas e de pavimentação rígida, a família incorporou o uso de uma cadeira de rodas projetada para animais e de sapatos emborrachados.

Recentemente a tutora compartilhou um vídeo explicando que as botas desempenham um papel crucial na prevenção de machucados, já que o cão não tem o controle total de onde estão as patas de trás e pode arrastá-las durante o deslocamento.

"Como o Alfie tem paralisia, ele nem sempre sabe exatamente onde estão as patas traseiras. Isso significa que elas podem acabar sendo arrastadas pelo chão sem que ele perceba, causando cortes, escoriações e desgaste nas unhas. As botinhas funcionam como uma camada de proteção, ajudando a manter as patas seguras enquanto ele explora o mundo em sua cadeira de rodas."

A rotina de adaptações permitiu que o cão retomasse as atividades ao ar livre com o mesmo ritmo de antes da paralisia.

Atualmente, ele consegue sustentar o próprio peso corporal dentro de casa e caminha distâncias consideráveis sem demonstrar sinais de estresse ou dor física.

O relato ao Geobeats publicado em 9 de julho conta com mais de 7 mil visualizações, 1.292 curtidas e 73 comentários.

“Alfie, você é incrível! A Rebecca é realmente uma embaixadora do IVDD. Ajudou-nos muito quando o Stanley fez a cirurgia à coluna!”.
“Ah, esse bebê! Ele adora correr! Que preciosidade’.
“Obrigado por compartilhar a história do Alfie!!! A sua história dará esperança aos outros e mostrará a vida fantástica que pode existir, não importa o que aconteça!”.

Comentaram alguns internautas.

Veja o vídeo abaixo:

A tutora relata que o diagnóstico assustou a todos, mas desistir de proporcionar uma qualidade de vida ao pet não era uma opção.

"Inicialmente foi avassalador e exaustivo. Foi muito emocionante. Havia dias bons e dias ruins, e nos dias ruins você pensava que não estava funcionando, que ele não melhorava. Mas a cada pequeno passo, a cada dia, algo mudava e havia esperança no fim da jornada de que haveria algum movimento ali."

Rebeca compartilha o dia a dia de Alfie e seus outros dois cães para conscientizar outros tutores de que um pet paralisado pode continuar seguindo em frente com o rabo abanando e os olhos brilhantes.

Assista outro vídeo do cão abaixo:

De acordo com o walkinpets, com amor, paciência e os recursos adequados, como cadeiras de rodas, rampas ou arreios para cães, esses animais podem se manter ativos e conectados à vida familiar.

Uma cadeira de rodas pode ajudar seu cachorro a explorar o quintal, passear e brincar com outros cães. Isso mantém a mente e o coração saudáveis.

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.