Apenas com papelão e criatividade, jovem improvisa “bota ortopédica” para pintinho manco e ele volta a correr
Pequena ave nasceu com dificuldade para andar, recebeu uma adaptação improvisada e surpreendeu ao se recuperar
Por Sabrine Paludo em Diário do Bem
Quando uma nova turma de pintinhos chegou à fazenda onde vive a influenciadora Vitória Elias, em Goiás, ela sabia que começaria uma nova fase de acompanhamento.
Conhecida por compartilhar sua rotina no campo nas redes sociais, ela decidiu mostrar também o desenvolvimento das pequenas aves em uma série de vídeos, revelando os cuidados diários com os animais da propriedade.
Mas, logo no primeiro contato com os filhotes, um deles chamou atenção por um motivo diferente. Enquanto os outros pintinhos caminhavam pelo espaço, uma pequena pintinha apresentava dificuldade para se movimentar porque uma de suas patas estava virada.
A alteração fazia com que ela andasse de maneira diferente dos irmãos e levantava uma preocupação: será que conseguiria se desenvolver normalmente?
Foi então que Vitória decidiu tentar uma solução simples para ajudar a pequena ave. Com papelão e cola, ela criou uma espécie de "bota ortopédica" improvisada, com o objetivo de dar suporte à pata enquanto a pintinha crescia.
Em entrevista ao portal Amo Meu Pet, Vitória contou que a decisão foi tomada depois de pesquisar bastante sobre o problema.
"Pesquisei bastante sobre o assunto e vi que existia a possibilidade de corrigir com uma tala. Resolvi tentar e gravei todo o processo sem imaginar que fosse chamar tanta atenção", revelou.
"Fazer o quê? Deixar o pinto manco pelo resto da vida?", comentou Vitória Elias ao mostrar a adaptação feita para a ave.
Apesar dos comentários de pessoas questionando a ideia, a influenciadora continuou acompanhando de perto a evolução da pequena e compartilhando todo o processo com seus seguidores.
Ela acredita que o público acabou se envolvendo justamente por acompanhar toda a trajetória da pintinha.
"Acho que as pessoas acabaram se conectando justamente porque virou uma história, e todo mundo começou a torcer pela recuperação dele", afirmou.
A pintinha que ganhou uma segunda chance para caminhar
Nos primeiros dias, Vitória explicou que a pequena ave precisava de atenção especial. Antes da adaptação, ela estava mais quieta, evitava andar e tinha dificuldade para acompanhar os outros filhotes.
Com o passar do tempo, porém, a pintinha começou a demonstrar evolução. Aos poucos, passou a se movimentar melhor e voltou a interagir com o grupo.
Durante uma atualização publicada nas redes sociais, Vitória percebeu que parte da estrutura já havia saído da pata da pequena ave. Depois, descobriu que a "botinha" tinha caído sozinha.
Para encontrar a pintinha entre os outros filhotes, foi preciso observar uma característica marcante: uma pequena marca no dedo do meio da pata esquerda.
E o resultado surpreendeu. A ave que antes tinha dificuldade para caminhar já conseguia acompanhar o grupo normalmente.
Como alterações nas patas podem afetar o desenvolvimento dos pintinhos
Nos primeiros dias de vida, os pintinhos passam por uma fase importante de desenvolvimento dos ossos, músculos e articulações. Alterações no posicionamento das patas podem prejudicar movimentos essenciais, como caminhar, buscar alimento e acompanhar outros animais.
Segundo o Merck Veterinary Manual, problemas locomotores em aves podem ter diferentes causas, incluindo fatores relacionados à genética, nutrição, desenvolvimento e manejo. Essas alterações podem comprometer a mobilidade e afetar o bem-estar dos animais.
Estudos publicados na área de produção avícola também mostram que deformidades nas pernas podem estar associadas a dificuldades de locomoção em aves jovens.
Em alguns casos, profissionais podem utilizar suportes temporários ou outros recursos de auxílio, conforme a avaliação do animal, para oferecer maior estabilidade durante o desenvolvimento.
Por isso, quando um filhote apresenta dificuldade para andar, o acompanhamento de um médico veterinário especializado em aves é importante para identificar a causa e indicar o cuidado mais adequado.
De pequena paciente a futura galinha poedeira
Depois dos primeiros dias de adaptação, a pintinha deixou para trás a fase em que precisava de uma ajuda especial para caminhar.
Segundo Vitória Elias, a pequena ave agora está saudável, forte e até corre mais do que alguns dos outros filhotes.
A pintinha, que inicialmente chamou atenção por causa da pata virada, continua crescendo junto com o grupo e faz parte de um projeto que será acompanhado de perto pela influenciadora.
Vitória também explicou que a série de vídeos vai muito além do desenvolvimento dos pintinhos.
"A vida na fazenda tem muito disso. Cada dia é uma história diferente: tem a horta, os animais, os desafios e as pequenas conquistas que fazem parte da rotina", contou.
Ela revelou ainda que está construindo chalés na propriedade para receber visitantes no futuro.
"Estamos construindo chalés para, em breve, receber hóspedes e transformar esse lugar em um espaço de turismo rural. A ideia é que as pessoas acompanhem esse projeto desde o começo e vejam tudo acontecendo junto comigo."
Quando crescerem, as pintinhas devem se tornar galinhas poedeiras, criadas para a produção de ovos, que serão utilizados para consumo e também comercializados.
A pequena ave que precisou de uma "bota" feita com papelão agora vive uma nova fase, acompanhando as companheiras e mostrando que uma dificuldade no início da vida não precisa definir seu futuro.
Outros animais que também receberam ajuda para recuperar seus movimentos
A história da pintinha lembra outros casos de animais que também precisaram de cuidados especiais para superar dificuldades de locomoção.
O Amo Meu Pet já contou a história da girafa Msituni, do San Diego Zoo Safari Park, nos Estados Unidos. A filhote nasceu com uma alteração nas patas que dificultava que ela permanecesse em pé e caminhasse.
Para ajudá-la, uma equipe desenvolveu órteses especiais que deram sustentação aos membros durante o período de recuperação.
Após semanas de tratamento, a girafinha conseguiu voltar a andar e passou a se desenvolver normalmente.
Outro caso foi o da cachorrinha Sky Blue, que nasceu com a síndrome do cão nadador, uma condição que pode impedir filhotes de sustentarem o próprio peso nas patas. Com cuidados, exercícios e acompanhamento, ela evoluiu e passou a se movimentar sozinha.
Assim como esses animais, a pequena pintinha também mostrou que, com atenção e suporte adequado, desafios físicos no início da vida podem ser superados.
E você, já tinha visto uma solução tão criativa para ajudar um animalzinho a caminhar melhor?







