Devolvida no mesmo dia por ser "grande demais", Nika abana o rabo sem entender que está voltando para a baia

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em Proteção Animal

A história da cadela Nica, resgatada em novembro de 2021 no município de Peruíbe, no litoral de São Paulo, ganhou ampla mobilização por meio do Projeto Entre Patas e de protetores independentes.

O animal foi encontrado pela equipe da instituição Resort Mágico em situação de vulnerabilidade extrema, "magrinha, assustada e com dois filhotinhos".

Após o resgate, a cadela passou por um longo período de recuperação, recebendo cuidados veterinários, vacinação e castração.

Atualmente com cerca de cinco a seis anos e peso entre 16 e 17 quilos, o animal apresenta porte médio e comportamento dócil.

A adoção frustrada e a devolução

A única chance de viver em família ocorreu quando foi adotada no período da manhã. Contudo, poucas horas depois, a responsável pelo resgate foi acionada para buscar o animal de volta.

O motivo alegado pelos adotantes foi que ela era "muito grande", apesar do seu porte médio real.

O episódio marcou o início de um longo período de esquecimento no abrigo, onde desde então, ninguém mais escolheu ela.

A história busca agora transformar essa trajetória de espera antes do próximo aniversário do animal.

A rotina de isolamento no abrigo

Desde o retorno forçado, a cadela vive isolada em uma baia. Relatos de Bia Sanchez, integrante do Projeto Entre Patas, mostram que a rotina no espaço reduzido acentua momentos de sofrimento, como em dias de chuva.

Ao acolher o animal temporariamente em sua casa durante uma tempestade, a protetora refletiu sobre quantos dias de chuva ela já passou com medo, sozinha, dentro daquele quadradinho.

A rotina do animal é interrompida apenas por saídas temporárias promovidas por voluntários.

Nas redes sociais, imagens da cadela demonstrando entusiasmo ao passear de carro contrastam com o momento de retornar ao canil.

Diante da cena de Nica no veículo antes do regresso à baia, a protetora desabafou em um vídeo publicado dia 31 de agosto. Bia registrou a cachorrinha feliz no banco de trás do carro, aproveitando a prisa no rosto. Ela não imaginava que estava voltando para o canil.

"Ela toda bonitinha e feliz dentro do carro acabou comigo", contou.

A publicação tem 179 mil visualizações, 9 mil curtidas e 759 comentários.

"Que judiação, fazer isso com o pobre bichinho é um pecado. Acabou comigo essa postagem, tadinha toda feliz, que arrumassem um lar temporário. Que covardia".
"Quebrou meu coração".
"Que cachorra linda ! Rezando pro seu lar chegar , anja!".

Comentaram alguns internautas.

A esperança da equipe responsável pelo acolhimento é sintetizada no desejo expressado pelas voluntária, todas acreditam que logo a família ideal encontrará Nica.

A mobilização busca atrair tutores dispostos a oferecer um lar definitivo e amoroso, com disponibilidade de transporte do animal para outras cidades do estado de São Paulo.

Para adotar Nica, entre em contato com o @projetoentrepatas no Instagram.

Se quiser ajudar a ONG, a chave PIX é entrepatas.projeto@gmail.com.

Confira abaixo:

Já avaliou a possibilidade de acolher um cão adulto em vez de optar por um filhote?

Ao adotar um filhote, o processo envolve incertezas quanto ao porte final e ao comportamento. Com o cão adulto, o perfil já está definido: é possível saber exatamente o tamanho, o nível de energia e como ele se comporta com crianças ou outros animais.

Filhotes exigem meses de treino para higiene, gastos de energia e cuidados para evitar danos a móveis. Os adultos costumam ter essa fase superada, entendem melhor a rotina da casa e se adaptam com facilidade ao novo lar.

E caso você ainda não saiba, segundo o dogonthego, cães adultos criam laços tão profundos quanto os filhotes. Eles costumam reconhecer o acolhimento e demonstram uma adaptação rápida e afetuosa à nova família.

Essa escolha é indicada para quem tem rotina corrida, mora em apartamentos ou prefere evitar o trabalho do período inicial de vida do animal.

Cada pet tem perfil único. Consultar a equipe do resgate ajuda a alinhar a personalidade do cão ao estilo de vida do tutor e evita que os animais passem pelo trauma de serem devolvidos como Nica.

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.