"O que tem nessa mamadeira": senhora viraliza ao mostrar como ficou o bebezinho que ela alimentava na mamadeira

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Um vídeo publicado recentemente no Instagram chamou a atenção dos internautas ao criar um clima de curiosidade e mistério em torno da transformação física de um cão alimentado por uma idosa durante seus primeiros dias de vida.

O registro mostra o antes e o depois em uma comparação que começa com uma cena tranquila e singela.

Uma senhora de óculos e blusa floral segura um minúsculo filhote de pelagem caramelo no colo e o alimenta com cuidado, na mamadeira.

Até aí tudo bem… a imagem transmite a sensação de que o animal permaneceria como um pequeno pet de colo, daqueles que cabem no sofá ao lado da dona.

Na sequência, as imagens revelam uma mudança drástica e surpreendente no desenvolvimento do animal.

Um corte de cena mostra a mesma mulher, agora em um espaço aberto, acariciando o pet na fase adulta.

O filhote deu lugar a um cão de porte extremamente imponente, robusto, com musculatura definida, peitoral largo e ossatura pesada. O contraste entre o cuidado delicado do início e o tamanho alcançado pelo animal impressiona — e só uma coisa não mudou: ela continua ali, com a mão na cabeça dele.

A gravação foi divulgada por Gabriel Felipe, proprietário do canil Helsing Pit Kennel, especializado na criação da raça Pit Monster.

O trabalho do criador foca no desenvolvimento de exemplares de grande volume corporal e no envio de cães para o exterior, fortalecendo a presença dos criadores brasileiros no mercado internacional.

A publicação motivou diversas reações. Já imaginou um filhote que você pegava com uma mão não caber mais nem no seu colo adulto?

O registro publicado no dia 5 de setembro alcançou grande repercussão na internet ao acumular 1 milhão de visualizações, 86 mil curtidas e 653 comentários, com mensagens bem-humoradas de usuários surpresos com o crescimento do pet e especulando sobre o conteúdo da refeição inicial.

"Deu fermento?"
"Gente, o que tinha nesta mamadeira? Rsrsrs".
"Ele claramente é o nenê da vovó".
"Se ficar parado paga IPTU, andando IPVA".

Comentaram alguns internautas.

Confira o vídeo abaixo:

A reportagem buscou contato com Gabriel Felipe para comentar a repercussão da postagem e a rotina do animal, mas não obteve retorno até a publicação desta notícia. O espaço segue aberto.

Afinal, que raça é essa que cresce tanto?

De acordo com a América Latina Kennel Clube, o Pit Monster é uma raça brasileira do século XXI, surgida do cruzamento de cães pesados das raças Pit Bull e American Bully com molossos como o Buldogue Americano.

Ou seja: o "fermento" que os internautas procuravam na mamadeira estava mesmo era na genética.

A entidade aponta que os machos medem entre 55 e 65 centímetros e as fêmeas, entre 45 e 55 centímetros, com expectativa de vida de 10 a 12 anos.

E, apesar do visual robusto e imponente, o documento caracteriza o temperamento da raça como amigável, carinhoso e adequado ao convívio familiar — o que ajuda a explicar a cena do vídeo, com o gigante deitando a cabeça na mão da dona.

Você também pode encontrar algumas nomenclaturas diferentes, como Monster Bull e Brazilian Monster.

Segundo o ibcdogs, desde 2017 a IBC regulamenta os "Pit Monsters" como raça, permitindo que estes trilhem seu próprio caminho, com milhares de admiradores pelo mundo.

A busca por cães de porte mais robusto se tornou tão intensa entre os criadores que, em 2023, a IBC viu a necessidade de dividir a raça nas competições: Standard Type e Extreme Type.

Essa divisão só se dá nas pistas de conformação; a raça permanece sendo uma só e pode compartilhar o pool genético entre os tipos.

Em fevereiro de 2025, as principais instituições que registram a raça no Brasil (IBC, AIC, IDR, ABBR e BKR) se juntaram aos criadores para definir um nome mais consonante, que fizesse referência adequada ao animal e transmitisse a percepção de um cão dócil, e não amedrontador, como o anterior sugeria.

Assim nasceu o "Brazilian Bull", nome que exalta a origem da raça, facilita o reconhecimento internacional e transmite imponência — e que hoje identifica cães como aquele filhote de mamadeira que virou o xodó da vovó.

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.