“Esse é o meu vizinho de poltrona?”: Cão gigante de mais de 70 kg embarca em avião e deixa passageiros de queixo caído

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Já imaginou sentar ao lado de um cão de mais de 70 kg no avião?

Essa não é uma experiência comum para a maioria dos viajantes. Mas, para quem embarca no mesmo voo que a influenciadora brasileira Piêtra Luccas, conhecer o "cãozinho" Charlie faz parte do pacote.

Charlie é um dogue alemão gigantesco que acompanha a tutora em suas aventuras pelos Estados Unidos.

Ele já viralizou algumas vezes nas redes sociais ao ser flagrado no avião.

O dogue alemão viajante

Em um dos registros, o cão entra em um voo da United Airlines com Piêtra.

Na cena, um comissário de voo explica para a tutora que já conversou com os passageiros e que eles concordaram em viajar ao lado de Charlie.

Na sequência, os dois entram no avião. Enquanto percorrem os corredores, alguns passageiros reagem com surpresa. Outro passageiro pede para cumprimentá-lo.

Por ser um cão de serviço — treinado para auxiliar a tutora —, Charlie vestia um colete que informava que ele não deveria receber carinho. Mas o grandalhão parecia bem interessado em cheirar as pessoas ao redor.

No entanto, por mais simpático que o cão parecesse, a publicação dividiu opiniões na internet. Algumas pessoas acharam "falta de educação" levar um cão de grande porte na cabine. Outros mencionaram preocupações com alergias.

Por outro lado, muitos adoraram saber que o cão foi bem recebido pelos passageiros e tripulantes e disseram que adorariam viajar ao lado de Charlie.

"Eu com certeza iria fazer uma reclamação à companhia aérea. Isso é inadmissível. As pessoas estão malucas! Como assim, o cachorro vai do meu lado e eu não posso acariciar?", brincou uma pessoa nos comentários do vídeo do Instagram.
"Do not pet e o cachorro botando a cara nas mãos das pessoas hahaha", riu outra, referindo-se à orientação para não acariciar Charlie.

Chanel, a golden que viaja de avião no Brasil

No Brasil, outra cachorra também chama a atenção por acompanhar sua tutora durante viagens aéreas.

Chanel, uma golden retriever influencer que vive com Nayana, em Minas Gerais, já apareceu em diversos registros feitos na cabine de aviões, incluindo viagens internacionais.

Em uma das publicações, compartilhada em 12 de outubro, a goldinha aparece dormindo profundamente no colo da tutora, usando uma máscara de dormir enquanto ronca.

Nay registrou o momento para contar que precisava ir ao banheiro, mas estava com dó de se levantar e atrapalhar o descanso da companheira.

Ambas as cenas levantaram uma dúvida entre os internautas:

Como um cão de grande porte consegue viajar na cabine se as companhias aéreas costumam restringir o transporte de animais de estimação a cães e gatos pequenos?

Assim como Charlie, Chanel atua como cão de serviço. Além disso, Nayana também conta com o suporte de uma empresa especializada em direito animal e transporte de pets.

A empresa oferece orientação para viagens nacionais e internacionais, incluindo processos de documentação e casos que exigem autorização específica para embarque na cabine.

Cães grandes podem viajar na cabine?

A resposta curta é não, mas depende. Depende do tipo de viagem, da companhia aérea e, principalmente, da condição em que o cão é transportado.

No Brasil, algumas companhias aéreas, como GOL e Azul, oferecem serviços para cães e gatos de pequeno porte na cabine, desde que sejam respeitados os limites de peso, as dimensões da caixa de transporte e as demais condições de embarque.

As regras variam conforme a empresa e podem mudar, por isso é necessário consultar as condições atualizadas antes de comprar a passagem.

Na GOL, por exemplo, o peso combinado do pet e da caixa pode chegar a 12 kg. Já a Azul informa um limite de 10 kg para o conjunto.

Para cães que ultrapassam esses limites, a cabine não costuma ser uma opção no serviço convencional de transporte de animais de estimação.

Dependendo da companhia e do trajeto, eles podem ser transportados no compartimento de carga ou por outro serviço autorizado, com requisitos próprios de segurança e bem-estar.

Há, porém, uma diferença no caso dos cães-guia e de determinados cães de assistência médica.

A Resolução nº 280 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) prevê o transporte de cão-guia ou cão-guia de acompanhamento na cabine, junto à pessoa que recebe sua assistência, desde que sejam atendidas as exigências de identificação e treinamento. Algumas companhias estendem a aprovação para outros tipos de cães de assistência.

Isso não significa que qualquer cão de grande porte possa embarcar apenas por ser considerado um companheiro emocional ou por usar um colete.

A aceitação depende das regras aplicáveis, da documentação e da aprovação da companhia aérea.

Por isso, tutores precisam confirmar previamente qual categoria de transporte se aplica ao seu caso.

E a Lei Joca?

A discussão sobre o transporte aéreo de pets também chegou ao Congresso Nacional. O Projeto de Lei nº 13/2022, conhecido nas discussões públicas como Lei Joca, busca estabelecer regras para o transporte aéreo de cães e gatos.

A proposta passou pelo Senado em 2025, mas voltou à Câmara dos Deputados para análise.

Na consulta à tramitação oficial da Câmara, o projeto ainda aparece em andamento, sem indicação de que suas regras propostas já estejam em vigor.

Portanto, ele não deve ser interpretado como uma autorização geral para embarcar cães de até 50 kg na cabine.

Enquanto as regras não mudam, cada viagem precisa ser organizada conforme as normas vigentes.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.